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  • Reivindicações da Educação Especial são negociadas com a Prefeitura
    01 | 09 | 2016 - 12:32 Ed. Especial

    Reivindicações da Educação Especial são negociadas com a Prefeitura

    Classes especiais, CMAEs, profissionais de apoio e cadastro da Educação Especial foram alvo de discussão

    No dia 31 de agosto, a direção do SISMMAC e as professoras da Educação Especial se reuniram para debater a Pauta de Reivindicações específica do segmento com a administração municipal. Confira aqui a memória da reunião.

    Após cobranças, a Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou que tem intenção de abrir classes especiais de acordo com a demanda da comunidade.

    O SISMMAC levantou, novamente, a questão da cessação abrupta de 11 classes especiais que ocorreram dias antes do recesso de julho, pegando alunos, pais e professores desprevenidos. De acordo com a SME, isso não deverá acontecer de novo. Entretanto, não porque classes especiais não serão mais cessadas, mas porque a administração buscará trabalhar o fechamento das classes com as famílias e os profissionais do magistério e fazer um trabalho de transição mais qualificado.

    Segundo a Prefeitura, as classes especiais são analisadas constantemente, avaliando a necessidade do aluno e, por isso, o número de estudantes dessas turmas variam mais frequentemente. As professoras da Educação Especial reivindicação que as classes que permanecem funcionando não sejam superlotadas, pois há prejuízo do processo de ensino-aprendizagem do aluno.

    CMAEs

    Em relação aos CMAEs, a administração garante que não há fila de espera para vagas e que isso ocorre devido a triagem que acontece nas escolas previamente. Entretanto, nas visitas às unidades, a direção do SISMMAC percebe que são várias as demandas da comunidade em relação ao atendimento especializado e que a administração municipal não atende a todas essas carências.

    A administração municipal revelou que já há local e projeto para a construção de um novo CMAE na regional do CIC. Porém, a Prefeitura não se comprometeu com nenhum prazo para inauguração do espaço, apesar de afirmarem que esta é uma prioridade da educação.

    Entretanto, de acordo com a SME, os oito CMAES da rede municipal tem condições e estrutura para ampliar o atendimento. Para além disso, após diversas cobranças das professoras que atuam na área, a Prefeitura pretende fazer uma série de mudanças no processo de atendimento dos CMAEs e os profissionais que atuam nesses locais terão uma participação intensa nesse processo. Precisamos ficar atentos para que de fato isso saia do papel!

    A direção do SISMMAC aponta que as profissionais que atuam nos CMAEs estarão atentas para que não haja precarização do trabalho nem do atendimento com essas mudanças e ampliações. É preciso que a administração municipal garanta um serviço de qualidade e, para isso, é necessário estrutura física de qualidade e profissionais capacitados em número suficiente para atender a comunidade.

    Profissionais de apoio

    O SISMMAC reivindicou que a administração libere o profissional de apoio para acompanhar o aluno de inclusão para as escolas que fazem essa solicitação. De acordo com a administração, isso já acontece na rede e que cada caso é analisado individualmente. Apesar disso, o exemplo da mobilização que ocorreu na Escola Municipal Rolândia, prova que não é bem assim. Mães, pais, alunos e professores precisaram se mobilizar e enfrentar diretamente a Prefeitura para que duas profissionais de apoio fossem liberadas para a unidade.

    A função dos profissionais de apoio é normatizada pela nota técnica 19/2010 do Ministério da Educação. Entretanto, a administração municipal afirma que está construindo um documento norteador e, em breve, abrirá uma discussão com segmentos que atuam na área e seus representantes, entre eles o SISMMAC, para ouvir os apontamentos da categoria à respeito do texto.

    Cadastro da Educação Especial

    As secretarias municipais de Recursos Humanos e de Educação se comprometeram a reavaliar a transparência do processo de classificação do cadastro da Educação Especial. Inclusive, com disponibilidade da listagem com os editais e divulgação das modalidades de atendimento. Segundo a administração, o próximo cadastro deverá ter mais visibilidade e clareza. Porém, não há previsão para esse novo cadastro.

    Nem todos os itens da Pauta de Reivindicações que tratam da Educação Especial foram tratados nessa mesa de negociação. A Prefeitura afirmou que irá responder aos demais pontos via ofício.

    A direção do SISMMAC também já cobrou a Prefeitura para marcar as negociações dos demais segmentos da rede que elaboraram reivindicações específicas entre abril e mais deste ano, aprovadas em assembleia geral do magistério no dia 24 de maio de 2016. A administração municipal ainda não respondeu o ofício enviado pelo Sindicato.

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  • 01 | 09 | 2016 - 12:32 Ed. Especial
    Reivindicações da Educação Especial são negociadas com a Prefeitura

    Reivindicações da Educação Especial são negociadas com a Prefeitura

    Classes especiais, CMAEs, profissionais de apoio e cadastro da Educação Especial foram alvo de discussão

    No dia 31 de agosto, a direção do SISMMAC e as professoras da Educação Especial se reuniram para debater a Pauta de Reivindicações específica do segmento com a administração municipal. Confira aqui a memória da reunião.

    Após cobranças, a Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou que tem intenção de abrir classes especiais de acordo com a demanda da comunidade.

    O SISMMAC levantou, novamente, a questão da cessação abrupta de 11 classes especiais que ocorreram dias antes do recesso de julho, pegando alunos, pais e professores desprevenidos. De acordo com a SME, isso não deverá acontecer de novo. Entretanto, não porque classes especiais não serão mais cessadas, mas porque a administração buscará trabalhar o fechamento das classes com as famílias e os profissionais do magistério e fazer um trabalho de transição mais qualificado.

    Segundo a Prefeitura, as classes especiais são analisadas constantemente, avaliando a necessidade do aluno e, por isso, o número de estudantes dessas turmas variam mais frequentemente. As professoras da Educação Especial reivindicação que as classes que permanecem funcionando não sejam superlotadas, pois há prejuízo do processo de ensino-aprendizagem do aluno.

    CMAEs

    Em relação aos CMAEs, a administração garante que não há fila de espera para vagas e que isso ocorre devido a triagem que acontece nas escolas previamente. Entretanto, nas visitas às unidades, a direção do SISMMAC percebe que são várias as demandas da comunidade em relação ao atendimento especializado e que a administração municipal não atende a todas essas carências.

    A administração municipal revelou que já há local e projeto para a construção de um novo CMAE na regional do CIC. Porém, a Prefeitura não se comprometeu com nenhum prazo para inauguração do espaço, apesar de afirmarem que esta é uma prioridade da educação.

    Entretanto, de acordo com a SME, os oito CMAES da rede municipal tem condições e estrutura para ampliar o atendimento. Para além disso, após diversas cobranças das professoras que atuam na área, a Prefeitura pretende fazer uma série de mudanças no processo de atendimento dos CMAEs e os profissionais que atuam nesses locais terão uma participação intensa nesse processo. Precisamos ficar atentos para que de fato isso saia do papel!

    A direção do SISMMAC aponta que as profissionais que atuam nos CMAEs estarão atentas para que não haja precarização do trabalho nem do atendimento com essas mudanças e ampliações. É preciso que a administração municipal garanta um serviço de qualidade e, para isso, é necessário estrutura física de qualidade e profissionais capacitados em número suficiente para atender a comunidade.

    Profissionais de apoio

    O SISMMAC reivindicou que a administração libere o profissional de apoio para acompanhar o aluno de inclusão para as escolas que fazem essa solicitação. De acordo com a administração, isso já acontece na rede e que cada caso é analisado individualmente. Apesar disso, o exemplo da mobilização que ocorreu na Escola Municipal Rolândia, prova que não é bem assim. Mães, pais, alunos e professores precisaram se mobilizar e enfrentar diretamente a Prefeitura para que duas profissionais de apoio fossem liberadas para a unidade.

    A função dos profissionais de apoio é normatizada pela nota técnica 19/2010 do Ministério da Educação. Entretanto, a administração municipal afirma que está construindo um documento norteador e, em breve, abrirá uma discussão com segmentos que atuam na área e seus representantes, entre eles o SISMMAC, para ouvir os apontamentos da categoria à respeito do texto.

    Cadastro da Educação Especial

    As secretarias municipais de Recursos Humanos e de Educação se comprometeram a reavaliar a transparência do processo de classificação do cadastro da Educação Especial. Inclusive, com disponibilidade da listagem com os editais e divulgação das modalidades de atendimento. Segundo a administração, o próximo cadastro deverá ter mais visibilidade e clareza. Porém, não há previsão para esse novo cadastro.

    Nem todos os itens da Pauta de Reivindicações que tratam da Educação Especial foram tratados nessa mesa de negociação. A Prefeitura afirmou que irá responder aos demais pontos via ofício.

    A direção do SISMMAC também já cobrou a Prefeitura para marcar as negociações dos demais segmentos da rede que elaboraram reivindicações específicas entre abril e mais deste ano, aprovadas em assembleia geral do magistério no dia 24 de maio de 2016. A administração municipal ainda não respondeu o ofício enviado pelo Sindicato.

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