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  • Do jeito que está, não dá pra ficar!
    27 | 07 | 2016 - 10:01 Condições de Trabalho

    Do jeito que está, não dá pra ficar!

    Magistério se mobiliza contra cortes anunciados pela Prefeitura no final do primeiro semestre

    Os cortes realizados pela Prefeitura na véspera do recesso colocam em risco o funcionamento das escolas no segundo semestre. Apesar de já trabalharmos com o quadro de funcionários incompleto há bastante tempo, o cenário que se desenha para os próximos meses é ainda pior.

    Se a administração municipal não rever essas medidas, não há como garantir o retorno das aulas!

    Confira como a Prefeitura pretende sucatear a educação pública de Curitiba e intensificar o trabalho dos professores da rede:

    Corte de agentes de leitura

    Muitos profissionais se capacitaram para assumir a função de agente de leitura e agora foram informados de que esse contrato não será renovado. Mesmo com esses cortes em quase todas as escolas municipais da rede, a Prefeitura garante que as bibliotecas serão reabertas no segundo semestre, mas a que custo?

    Corte dos articuladores das escolas integrais

    As 37 escolas integrais da rede municipal ficarão sem seus articuladores. Além de representar um enorme descaso com a educação, o corte prejudica o funcionamento e a estrutura pedagógica das escolas.

    Fechamento de turmas e classes especiais

    O fechamento de turmas significa a superlotação das salas que continuam em funcionamento. No caso das classes especiais isso é ainda mais grave, pois são alunos que requerem atenção diferenciada e profissionais com formação específica.

    Perda da hora-atividade e falta de professores e inspetores

    Sem considerar os cortes, a falta de profissionais na rede já é grande. Com as novas medidas, não sabemos o que será do próximo semestre. E, apesar de já ter professores e inspetores aprovados no último concurso, a Prefeitura não sinalizou nenhuma contratação.

    Prejuízo com o atraso do crescimento vertical

    Aparentemente, os seis meses de prejuízo que a administração impôs ao atrasar o procedimento do crescimento vertical não foram suficientes. Até o momento, segundo a SMRH, não há previsão de publicação do edital do crescimento vertical e muito menos do pagamento do avanço.

    Calote no pagamento do retroativo das distorções dos aposentados

    Os professores aposentados amargam o não pagamento de nove meses de retroativo referente à correção das distorções de 2001. Para além disso, a administração municipal se recusou a seguir o mesmo calendário de implantação do novo Plano usado para os profissionais da ativa, o que significa que os aposentados só terão esses benefícios em dezembro de 2016.

    Corte de RITs

    Além do corte dos agentes de leitura e dos articuladores, não há mais RITs para cobrir licenças inferiores à 30 dias. Ou seja, se algum professor adoecer e precisar se afastar por menos de um mês, os profissionais que permanecem na escola serão forçados a abrir mão da hora-atividade para suprir a demanda.

    Redução do número de trabalhadores da limpeza e alimentação

    Os demais funcionários da escola têm tido que se desdobrar para dar conta de todas as tarefas das unidades. A falta de profissionais também se faz presente nos setores de limpeza e alimentação, e os funcionários que se mantêm na funções sofrem com a sobrecarga e trabalham por dois ou mais.

    A presença de todos os profissionais do magistério na assembleia do dia 2 de agosto é muito importante! É nessa data que iremos discutir o indicativo de greve. Vamos combater os ataques da Prefeitura com luta e mobilização!

    Matéria publicada na edição especial do jornal Diário de Classe
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  • 27 | 07 | 2016 - 10:01 Condições de Trabalho
    Do jeito que está, não dá pra ficar!

    Do jeito que está, não dá pra ficar!

    Magistério se mobiliza contra cortes anunciados pela Prefeitura no final do primeiro semestre

    Os cortes realizados pela Prefeitura na véspera do recesso colocam em risco o funcionamento das escolas no segundo semestre. Apesar de já trabalharmos com o quadro de funcionários incompleto há bastante tempo, o cenário que se desenha para os próximos meses é ainda pior.

    Se a administração municipal não rever essas medidas, não há como garantir o retorno das aulas!

    Confira como a Prefeitura pretende sucatear a educação pública de Curitiba e intensificar o trabalho dos professores da rede:

    Corte de agentes de leitura

    Muitos profissionais se capacitaram para assumir a função de agente de leitura e agora foram informados de que esse contrato não será renovado. Mesmo com esses cortes em quase todas as escolas municipais da rede, a Prefeitura garante que as bibliotecas serão reabertas no segundo semestre, mas a que custo?

    Corte dos articuladores das escolas integrais

    As 37 escolas integrais da rede municipal ficarão sem seus articuladores. Além de representar um enorme descaso com a educação, o corte prejudica o funcionamento e a estrutura pedagógica das escolas.

    Fechamento de turmas e classes especiais

    O fechamento de turmas significa a superlotação das salas que continuam em funcionamento. No caso das classes especiais isso é ainda mais grave, pois são alunos que requerem atenção diferenciada e profissionais com formação específica.

    Perda da hora-atividade e falta de professores e inspetores

    Sem considerar os cortes, a falta de profissionais na rede já é grande. Com as novas medidas, não sabemos o que será do próximo semestre. E, apesar de já ter professores e inspetores aprovados no último concurso, a Prefeitura não sinalizou nenhuma contratação.

    Prejuízo com o atraso do crescimento vertical

    Aparentemente, os seis meses de prejuízo que a administração impôs ao atrasar o procedimento do crescimento vertical não foram suficientes. Até o momento, segundo a SMRH, não há previsão de publicação do edital do crescimento vertical e muito menos do pagamento do avanço.

    Calote no pagamento do retroativo das distorções dos aposentados

    Os professores aposentados amargam o não pagamento de nove meses de retroativo referente à correção das distorções de 2001. Para além disso, a administração municipal se recusou a seguir o mesmo calendário de implantação do novo Plano usado para os profissionais da ativa, o que significa que os aposentados só terão esses benefícios em dezembro de 2016.

    Corte de RITs

    Além do corte dos agentes de leitura e dos articuladores, não há mais RITs para cobrir licenças inferiores à 30 dias. Ou seja, se algum professor adoecer e precisar se afastar por menos de um mês, os profissionais que permanecem na escola serão forçados a abrir mão da hora-atividade para suprir a demanda.

    Redução do número de trabalhadores da limpeza e alimentação

    Os demais funcionários da escola têm tido que se desdobrar para dar conta de todas as tarefas das unidades. A falta de profissionais também se faz presente nos setores de limpeza e alimentação, e os funcionários que se mantêm na funções sofrem com a sobrecarga e trabalham por dois ou mais.

    A presença de todos os profissionais do magistério na assembleia do dia 2 de agosto é muito importante! É nessa data que iremos discutir o indicativo de greve. Vamos combater os ataques da Prefeitura com luta e mobilização!

    Matéria publicada na edição especial do jornal Diário de Classe

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