Sismac

Notícias | Salário

Imprimir
  • Prefeitos da Região Metropolitana suspendem negociações salariais
    Greca e prefeitos da RMC: estratégia conjunta para enfrentar a crise | Jonathan Campos
    15 | 05 | 2017 - 13:31 Aposentadoria

    Prefeitos da Região Metropolitana suspendem negociações salariais

    Em carta conjunta, gestores municipais usam queda na receita para justificar suspensão de negociações

    Os prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba anunciaram, nesta segunda-feira (15), a suspensão das negociações salariais com o funcionalismo. A ação conjunta marca o posicionamento das prefeituras frente à crise e dá mais força aos gestores municipais para enfrentar a resistência do funcionalismo.

    Em carta conjunta assinada pelos integrantes da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), os gestores municipais usam a queda nas receitas municipais, causada pela crise financeira, para justificar a decisão.

    Para alguns municípios o comunicado reforça a decisão de congelamento do reajuste dos servidores já esse ano – caso de Curitiba, por exemplo. Em outras cidades, que ainda estudam o congelamento do reajuste, a carta dá força para as negociações com o funcionalismo. O documento também tem efeitos sobre municípios que já concederam reajuste ao funcionalismo esse ano. Nesses casos, abre-se espaço para a suspensão das negociações para 2018 e tratativas sobre planos de cargos e salários.

    “Os Prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba, que assinam este manifesto, expressam o compromisso de retomar negociação de aumento e reposição salarial dos servidores públicos, tão logo as receitas públicas permitam, sempre dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz o documento.

    Apesar da manifestação conjunta, o presidente da Assomec, Márcio Wozniack (prefeito de Fazenda Rio Grande), afirma que a decisão sobre como serão feitas as negociações com os servidores fica a critério de cada um dos prefeitos.

    “É particular do orçamento de cada município. O que a gente está aqui se unindo é em apoios a esses prefeitos, que baseado em seus orçamentos, têm que ser tomadas medidas necessárias para que não parem os serviços básicos de saúde e educação”, explica.

    Na quinta-feira (11), os prefeitos da RMC já davam sinais de que anunciariam medidas conjuntas para enfrentar a crise econômica. Durante a reunião dos prefeitos que integram a Assomec, o presidente do grupo propôs a elaboração de um documento único e um enfrentamento conjunto da crise. As queixas em relação à situação financeira, aos gastos com servidores ativos e inativos e à sobrecarga de responsabilidades das prefeituras têm ocupado boa parte das discussões entre os gestores da RMC.

    Também como uma tentativa de enfrentar as dificuldades de caixa, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), convidou os prefeitos dos municípios vizinhos para participarem do fundo de pensão complementar. A que a prefeitura de Curitiba batalha para ver aprovado na Câmara Municipal.

    Pela ideia de Greca, servidores municipais de cidades da RMC também recolheriam ao CuritibaPrev e, deste modo, o fundo teria melhores condições de negociação nos investimentos e o custo para administração seria menor, já que seria compartilhado por mais gente.

    João Frey
    Gazeta do Povo
Imprimir
  • 15 | 05 | 2017 - 13:31 Aposentadoria
    Prefeitos da Região Metropolitana suspendem negociações salariais
    Greca e prefeitos da RMC: estratégia conjunta para enfrentar a crise | Jonathan Campos

    Prefeitos da Região Metropolitana suspendem negociações salariais

    Em carta conjunta, gestores municipais usam queda na receita para justificar suspensão de negociações

    Os prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba anunciaram, nesta segunda-feira (15), a suspensão das negociações salariais com o funcionalismo. A ação conjunta marca o posicionamento das prefeituras frente à crise e dá mais força aos gestores municipais para enfrentar a resistência do funcionalismo.

    Em carta conjunta assinada pelos integrantes da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), os gestores municipais usam a queda nas receitas municipais, causada pela crise financeira, para justificar a decisão.

    Para alguns municípios o comunicado reforça a decisão de congelamento do reajuste dos servidores já esse ano – caso de Curitiba, por exemplo. Em outras cidades, que ainda estudam o congelamento do reajuste, a carta dá força para as negociações com o funcionalismo. O documento também tem efeitos sobre municípios que já concederam reajuste ao funcionalismo esse ano. Nesses casos, abre-se espaço para a suspensão das negociações para 2018 e tratativas sobre planos de cargos e salários.

    “Os Prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba, que assinam este manifesto, expressam o compromisso de retomar negociação de aumento e reposição salarial dos servidores públicos, tão logo as receitas públicas permitam, sempre dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz o documento.

    Apesar da manifestação conjunta, o presidente da Assomec, Márcio Wozniack (prefeito de Fazenda Rio Grande), afirma que a decisão sobre como serão feitas as negociações com os servidores fica a critério de cada um dos prefeitos.

    “É particular do orçamento de cada município. O que a gente está aqui se unindo é em apoios a esses prefeitos, que baseado em seus orçamentos, têm que ser tomadas medidas necessárias para que não parem os serviços básicos de saúde e educação”, explica.

    Na quinta-feira (11), os prefeitos da RMC já davam sinais de que anunciariam medidas conjuntas para enfrentar a crise econômica. Durante a reunião dos prefeitos que integram a Assomec, o presidente do grupo propôs a elaboração de um documento único e um enfrentamento conjunto da crise. As queixas em relação à situação financeira, aos gastos com servidores ativos e inativos e à sobrecarga de responsabilidades das prefeituras têm ocupado boa parte das discussões entre os gestores da RMC.

    Também como uma tentativa de enfrentar as dificuldades de caixa, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), convidou os prefeitos dos municípios vizinhos para participarem do fundo de pensão complementar. A que a prefeitura de Curitiba batalha para ver aprovado na Câmara Municipal.

    Pela ideia de Greca, servidores municipais de cidades da RMC também recolheriam ao CuritibaPrev e, deste modo, o fundo teria melhores condições de negociação nos investimentos e o custo para administração seria menor, já que seria compartilhado por mais gente.

    João Frey
    Gazeta do Povo

Rua Nunes Machado, 1577, Rebouças – Curitiba / PR, CEP. 80.220-070 - Fone/Fax.: (41) 3225-6729

DOHMS