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  • Novo modelo de pareceres no final do 1º trimestre preocupa professores
    17 | 05 | 2016 - 13:35 Condições de Trabalho

    Novo modelo de pareceres no final do 1º trimestre preocupa professores

    Uso da nova metodologia é facultativo, mas magistério denuncia pressão para que a ferramenta seja adota de imediato

    No último dia 6 de maio, a Secretaria Municipal de Educação (SME) divulgou um novo modelo de pareceres para os alunos do 1º ao 5º ano. O percurso individual do estudante, segundo o ofício enviado pela Secretaria, deverá ser registrado nas planilhas que gerarão um gráfico a ser mostrado e entregue aos pais.

    O fato desta planilha chegar nas vésperas do final do 1º trimestre causou confusão em várias profissionais que procuraram o SISMMAC para saber se a utilização desse instrumento é obrigatória. Além disso, também gerou revolta a apresentação do novo modelo sem participação prévia dos setores pedagógicos e dos professores, que serão os executores dessa ferramenta.

    Uso das planilhas é facultivo

    A SME identificou 179 modelos de pareceres diferentes na rede municipal. A proposta da nova planilha seria unificar a forma de apresentar esses pareceres para a comunidade.

    Segundo o Departamento de Ensino Fundamental, a planilha é um instrumento para auxiliar as unidades a ver o desenvolvimento geral dos estudantes. Não é intenção que a mesma tumultue e atrapalhe o trabalho do professor e, por isso, não é obrigatório esse preenchimento neste ano, principalmente neste primeiro trimestre.

    O Departamento também esclareceu que o novo modelo de planilha poderá ser utilizado também a partir do 2º trimestre, sem ocasionar qualquer problema nos gráficos que serão gerados, pois os dados de cada trimestre são independentes dos anteriores.
    Em contato telefônico a direção do SISMMAC esclareceu com o Departamento de Ensino Fundamental que o instrumento é preliminar e facultativo. As escolas têm autonomia para continuar utilizando os pareceres antigos durante o ano, adequando-os aos conteúdos trabalhados neste ano de 2016, de acordo com as diretrizes reestruturadas preliminarmente no final de 2015.

    Sobrecarga e autonomia das escolas

    Na última segunda feira (16), o SISMMAC voltou a receber denúncias de que professoras e professores estão sendo pressionados a utilizar o novo instrumento, sem capacitação e oportunidade de debate interno nas unidades.

    Diante das denúncias, entramos novamente em contato com o Departamento de Ensino Fundamental, que frisou que as escolas têm a autonomia para decidir sobre a utilização do instrumento neste momento.

    A direção do SISMMAC cobrou que a Secretaria Municipal de Educação produza uma orientação única para ser enviada às escolas sobre a utilização das planilhas. Também criticamos a presença dos núcleos nas reuniões do o Conselho de Classe, pois entendemos que isso inibe que o coletivo da escola se posicione.

    Debata os instrumentos de avaliação na sua escola!

    É papel da escola avaliar seus instrumentos de avaliação, em um debate democrático, fraterno e coletivo.

    Os professores que sofreram pressão para preencher o novo modelo em cima da hora podem e devem propor que esse assunto seja debatido na escola. A adoção dessas planilhas pode ser tema do Conselho de Escola e de reuniões pedagógicas para que o instrumento seja debatido coletivamente e a melhor forma de apresentar os pareceres aos pais seja escolhida.

    Se precisar, solicite esclarecimentos junto ao Departamento do Ensino Fundamental através do telefone 3350-9930

    Qualquer medida que fira a autonomia da escola só vai se impor se as unidades escolares aceitarem de cabeça baixa. Se existem divergências com esses encaminhamentos, a resposta deve vir primeiramente das escolas: do colegiado, Conselho de Escola, EPA.

  • 17 | 05 | 2016 - 13:35 Condições de Trabalho
    Novo modelo de pareceres no final do 1º trimestre preocupa professores

    Novo modelo de pareceres no final do 1º trimestre preocupa professores

    Uso da nova metodologia é facultativo, mas magistério denuncia pressão para que a ferramenta seja adota de imediato

    No último dia 6 de maio, a Secretaria Municipal de Educação (SME) divulgou um novo modelo de pareceres para os alunos do 1º ao 5º ano. O percurso individual do estudante, segundo o ofício enviado pela Secretaria, deverá ser registrado nas planilhas que gerarão um gráfico a ser mostrado e entregue aos pais.

    O fato desta planilha chegar nas vésperas do final do 1º trimestre causou confusão em várias profissionais que procuraram o SISMMAC para saber se a utilização desse instrumento é obrigatória. Além disso, também gerou revolta a apresentação do novo modelo sem participação prévia dos setores pedagógicos e dos professores, que serão os executores dessa ferramenta.

    Uso das planilhas é facultivo

    A SME identificou 179 modelos de pareceres diferentes na rede municipal. A proposta da nova planilha seria unificar a forma de apresentar esses pareceres para a comunidade.

    Segundo o Departamento de Ensino Fundamental, a planilha é um instrumento para auxiliar as unidades a ver o desenvolvimento geral dos estudantes. Não é intenção que a mesma tumultue e atrapalhe o trabalho do professor e, por isso, não é obrigatório esse preenchimento neste ano, principalmente neste primeiro trimestre.

    O Departamento também esclareceu que o novo modelo de planilha poderá ser utilizado também a partir do 2º trimestre, sem ocasionar qualquer problema nos gráficos que serão gerados, pois os dados de cada trimestre são independentes dos anteriores.
    Em contato telefônico a direção do SISMMAC esclareceu com o Departamento de Ensino Fundamental que o instrumento é preliminar e facultativo. As escolas têm autonomia para continuar utilizando os pareceres antigos durante o ano, adequando-os aos conteúdos trabalhados neste ano de 2016, de acordo com as diretrizes reestruturadas preliminarmente no final de 2015.

    Sobrecarga e autonomia das escolas

    Na última segunda feira (16), o SISMMAC voltou a receber denúncias de que professoras e professores estão sendo pressionados a utilizar o novo instrumento, sem capacitação e oportunidade de debate interno nas unidades.

    Diante das denúncias, entramos novamente em contato com o Departamento de Ensino Fundamental, que frisou que as escolas têm a autonomia para decidir sobre a utilização do instrumento neste momento.

    A direção do SISMMAC cobrou que a Secretaria Municipal de Educação produza uma orientação única para ser enviada às escolas sobre a utilização das planilhas. Também criticamos a presença dos núcleos nas reuniões do o Conselho de Classe, pois entendemos que isso inibe que o coletivo da escola se posicione.

    Debata os instrumentos de avaliação na sua escola!

    É papel da escola avaliar seus instrumentos de avaliação, em um debate democrático, fraterno e coletivo.

    Os professores que sofreram pressão para preencher o novo modelo em cima da hora podem e devem propor que esse assunto seja debatido na escola. A adoção dessas planilhas pode ser tema do Conselho de Escola e de reuniões pedagógicas para que o instrumento seja debatido coletivamente e a melhor forma de apresentar os pareceres aos pais seja escolhida.

    Se precisar, solicite esclarecimentos junto ao Departamento do Ensino Fundamental através do telefone 3350-9930

    Qualquer medida que fira a autonomia da escola só vai se impor se as unidades escolares aceitarem de cabeça baixa. Se existem divergências com esses encaminhamentos, a resposta deve vir primeiramente das escolas: do colegiado, Conselho de Escola, EPA.

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