Sismac
  • 25 | 04 | 2018 - 17:01 Informe-se

    Saque dos 700 milhões e falta de contratação sugam patrimônio do IPMC

    Saque dos 700 milhões e falta de contratação sugam patrimônio do IPMC
    Déficit mensal de R$ 15 milhões pode ser revertido com contratações e o fim da compensação julgada ilegal por auditoria

    O Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC) arrecada menos do que o necessário para pagar todas as aposentadorias e pensões. Por mês, faltam cerca de R$ 15 milhões. Para honrar os pagamentos, o Instituto teve que se desfazer de investimentos e patrimônio, o que coloca em risco o futuro da nossa previdência. O dado foi apresentado na última terça-feira (24), durante a reunião do Conselho de Administração do IPMC.

    Esse déficit é consequência do regime de compensação imposto pela Prefeitura com o saque dos R$ 700 milhões e da política de congelamento das contratações. São duas medidas impostas por decisão política da administração municipal, que reduziram consideravelmente a capacidade de arrecadação do IPMC.

    Esse desmonte leva a crer que o objetivo da Prefeitura é detonar nosso Instituto, para fazer com que os servidores se sintam pressionados a aderir a um plano complementar privado, após o regulamento do CuritibaPREV ser aprovado.

    Desinvestimento gera prejuízos imediatos

    Com a aprovação do pacotaço, a Prefeitura impôs um regime de compensação agressivo para reaver os R$ 700 milhões. Cortou todos os repasses e obrigou o Instituto a retirar em apenas um ano cerca R$ 500 milhões de investimentos. A medida, entretanto, custou mais do isso. O IPMC teve que retirar recursos de investimentos de longo prazo e perdeu também os rendimentos mensais que serviriam para pagar aposentadorias e pensões. Parte do déficit mensal registrado agora poderia ser pago com esses rendimentos. (Os valores que constam na imagem estão em bilhões de reais).

    Do total de R$ 700 milhões, restam ainda cerca de R$ 200 milhões que a Prefeitura pretende compensar ao longo desse ano.

    Retirada dos 700 milhões foi condenada por auditoria e é questionada na Justiça

    A retirada dos R$ 700 milhões em regime de compensação foi considerada ilegal pela auditoria realizada pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, em dezembro do ano passado. A Prefeitura questionou o resultado da auditoria e o órgão tem até o mês de junho para avaliar o recurso e decidir se seguirá ou não as sanções propostas na auditoria

    A situação também é investigada pelo Ministério Público, a partir de uma denunciada realizada pelos sindicatos. Em 2017, as entidades que representam os servidores municipais contrataram uma empresa especializada na análise de estatísticas de seguros e fundos de pensão para acompanhar de perto as contas do IPMC.
    Veja mais
    Em janeiro de 2018, a administração voltou a pagar a contribuição patronal de 22% e está fazendo a compensação sobre o valor que deve referente ao Plano de Equacionamento do Déficit Atuarial.

    Na prática, isso significa que, ao invés de repassar cerca de R$ 56 milhões por mês para o IPMC em 2018, a Prefeitura repassará R$ 40 milhões, sendo R$ 30 milhões da contribuição patronal e R$ 10 milhões referente ao Plano de Equacionamento do Déficit Atuarial.

    Essa diferença de R$ 16 milhões por mês já seria suficiente para cobrir o déficit.

    Falta de contração também ameaça financiamento do IPMC

    Nos últimos três anos, Curitiba perdeu mais de 5 mil servidores. Segundo dados apresentados na reunião, o número de servidores na ativa caiu de 35.383, em 2014, para 30.241 em 2017.

    Isso ocorreu porque a Prefeitura parou de contratar novos servidores para substituir as aposentadorias, falecimentos e exonerações. Além de prejudicar a qualidade dos serviços públicos, a medida também reduziu o financiamento do IPMC.

    Enquanto o número de servidores na ativa diminuiu, o número de aposentados aumentou, gerando uma relação de apenas dois servidores na ativa para cada inativo.

    A falta de contratações é um dos principais fundamentos do desequilíbrio financeiro vivido pelo IPMC, com impactos imediatos e também no planejamento futuro. Com menos servidores contribuindo agora, o Instituto tem menos capacidade de criar reservas para pagar as aposentadorias futuras.

    Esse é mais um argumento para cobrarmos contratação de mais servidores. Rafael Greca prometeu contratar 566 professores, mas só contratou 44 desde o início da gestão.

  • 25 | 04 | 2018 - 17:01 Informe-se

    Saque dos 700 milhões e falta de contratação sugam patrimônio do IPMC

    Saque dos 700 milhões e falta de contratação sugam patrimônio do IPMC
    Déficit mensal de R$ 15 milhões pode ser revertido com contratações e o fim da compensação julgada ilegal por auditoria

    O Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC) arrecada menos do que o necessário para pagar todas as aposentadorias e pensões. Por mês, faltam cerca de R$ 15 milhões. Para honrar os pagamentos, o Instituto teve que se desfazer de investimentos e patrimônio, o que coloca em risco o futuro da nossa previdência. O dado foi apresentado na última terça-feira (24), durante a reunião do Conselho de Administração do IPMC.

    Esse déficit é consequência do regime de compensação imposto pela Prefeitura com o saque dos R$ 700 milhões e da política de congelamento das contratações. São duas medidas impostas por decisão política da administração municipal, que reduziram consideravelmente a capacidade de arrecadação do IPMC.

    Esse desmonte leva a crer que o objetivo da Prefeitura é detonar nosso Instituto, para fazer com que os servidores se sintam pressionados a aderir a um plano complementar privado, após o regulamento do CuritibaPREV ser aprovado.

    Desinvestimento gera prejuízos imediatos

    Com a aprovação do pacotaço, a Prefeitura impôs um regime de compensação agressivo para reaver os R$ 700 milhões. Cortou todos os repasses e obrigou o Instituto a retirar em apenas um ano cerca R$ 500 milhões de investimentos. A medida, entretanto, custou mais do isso. O IPMC teve que retirar recursos de investimentos de longo prazo e perdeu também os rendimentos mensais que serviriam para pagar aposentadorias e pensões. Parte do déficit mensal registrado agora poderia ser pago com esses rendimentos. (Os valores que constam na imagem estão em bilhões de reais).

    Do total de R$ 700 milhões, restam ainda cerca de R$ 200 milhões que a Prefeitura pretende compensar ao longo desse ano.

    Retirada dos 700 milhões foi condenada por auditoria e é questionada na Justiça

    A retirada dos R$ 700 milhões em regime de compensação foi considerada ilegal pela auditoria realizada pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, em dezembro do ano passado. A Prefeitura questionou o resultado da auditoria e o órgão tem até o mês de junho para avaliar o recurso e decidir se seguirá ou não as sanções propostas na auditoria

    A situação também é investigada pelo Ministério Público, a partir de uma denunciada realizada pelos sindicatos. Em 2017, as entidades que representam os servidores municipais contrataram uma empresa especializada na análise de estatísticas de seguros e fundos de pensão para acompanhar de perto as contas do IPMC.
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    Em janeiro de 2018, a administração voltou a pagar a contribuição patronal de 22% e está fazendo a compensação sobre o valor que deve referente ao Plano de Equacionamento do Déficit Atuarial.

    Na prática, isso significa que, ao invés de repassar cerca de R$ 56 milhões por mês para o IPMC em 2018, a Prefeitura repassará R$ 40 milhões, sendo R$ 30 milhões da contribuição patronal e R$ 10 milhões referente ao Plano de Equacionamento do Déficit Atuarial.

    Essa diferença de R$ 16 milhões por mês já seria suficiente para cobrir o déficit.

    Falta de contração também ameaça financiamento do IPMC

    Nos últimos três anos, Curitiba perdeu mais de 5 mil servidores. Segundo dados apresentados na reunião, o número de servidores na ativa caiu de 35.383, em 2014, para 30.241 em 2017.

    Isso ocorreu porque a Prefeitura parou de contratar novos servidores para substituir as aposentadorias, falecimentos e exonerações. Além de prejudicar a qualidade dos serviços públicos, a medida também reduziu o financiamento do IPMC.

    Enquanto o número de servidores na ativa diminuiu, o número de aposentados aumentou, gerando uma relação de apenas dois servidores na ativa para cada inativo.

    A falta de contratações é um dos principais fundamentos do desequilíbrio financeiro vivido pelo IPMC, com impactos imediatos e também no planejamento futuro. Com menos servidores contribuindo agora, o Instituto tem menos capacidade de criar reservas para pagar as aposentadorias futuras.

    Esse é mais um argumento para cobrarmos contratação de mais servidores. Rafael Greca prometeu contratar 566 professores, mas só contratou 44 desde o início da gestão.

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