Sismac
  • 18 | 05 | 2022 - 12:55 Informe-se

    Se a Câmara cassar o mandato de Renato Freitas, estará sendo racista

    Se a Câmara cassar o mandato de Renato Freitas, estará sendo racista

    A Câmara dos Vereadores de Curitiba, enquanto parte da estrutura do Poder Legislativo, tem uma importante decisão a tomar hoje durante o julgamento do processo de cassação do mandado do vereador Renato Freitas: agir ou não de forma racista.

    Que fique bem entendido: o que está em julgamento não é uma possível quebra de decoro, a partir da entrada de Renato com dezenas de outros manifestantes em uma igreja católica (depois que o momento cerimonial havia acabado, fato confirmado oficialmente pela Mitra da Arquidiocese de Curitiba). O que está em questão é remover do espaço político da capital paranaense um representante das camadas periféricas, pobres, negras e excluídas do município.

    O processo é tão repleto de contradições, porque inicia a partir da entrada na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Petros, que foi construída por pessoas negras e tinha como frequentadores africanos e brasileiros escravizados.

    Além disso, a cassação representaria um risco à Democracia, pois deslegitimaria milhares de votos de curitibanos que foram conferidos ao parlamentar. Ele foi o 16º mais votado entre 38 vereadores.

    Enfim, a hipocrisia

    O processo de cassação do mandato de Renato Freitas é um tapa na cara da população curitibana, porque a mesma Câmara dos Vereadores não agiu com igual severidade quando vereadores foram presas por desvio do salário de assessores (a prática conhecida como “rachadinha”), sendo que uma delas foi condenada agora pela Justiça a 41 anos de prisão.

    Da mesma forma, não houve o mesmo ímpeto para cassar mandatos de outros vereadores envolvidos em assédio sexual e agressão, racismo, abuso de poder econômico. Nenhum deles era negro e nem da periferia.

    A Mitra da Arquidiocese de Curitiba confirmou que o fato em si, objeto da acusação contra ele, é inexistente, já que a missa havia acabado. Ou seja, a “vítima” afirma que não há motivo para a punição mais severa.

    Só que na política, dificilmente há coincidências. Basta ver que as vozes mais vorazes contra Renato Freitas partem daqueles que votam contra os direitos dos servidores municipais e que aprovaram a Reforma da Previdência, que impedirá que muitos de nós consigamos nos aposentar com dignidade.

    Renato sempre votou a favor dos servidores e contra as medidas apresentadas para retirar direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores.

    Enfrentar o racismo e a política que continua gerando ciclos de pobreza é algo que incomoda determinados setores da sociedade.

    Por isso, prestamos nossa solidariedade ao vereador Renato Freitas e instamos os demais vereadores a fazerem esta reflexão: estará a Câmara dos Vereadores de Curitiba disposta a ser marcada na história por uma decisão que reforçará o racismo? Será este o legado dessa atual legislatura?

    Fonte: SISMMAC


  • 18 | 05 | 2022 - 12:55 Informe-se

    Se a Câmara cassar o mandato de Renato Freitas, estará sendo racista

    Se a Câmara cassar o mandato de Renato Freitas, estará sendo racista

    A Câmara dos Vereadores de Curitiba, enquanto parte da estrutura do Poder Legislativo, tem uma importante decisão a tomar hoje durante o julgamento do processo de cassação do mandado do vereador Renato Freitas: agir ou não de forma racista.

    Que fique bem entendido: o que está em julgamento não é uma possível quebra de decoro, a partir da entrada de Renato com dezenas de outros manifestantes em uma igreja católica (depois que o momento cerimonial havia acabado, fato confirmado oficialmente pela Mitra da Arquidiocese de Curitiba). O que está em questão é remover do espaço político da capital paranaense um representante das camadas periféricas, pobres, negras e excluídas do município.

    O processo é tão repleto de contradições, porque inicia a partir da entrada na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Petros, que foi construída por pessoas negras e tinha como frequentadores africanos e brasileiros escravizados.

    Além disso, a cassação representaria um risco à Democracia, pois deslegitimaria milhares de votos de curitibanos que foram conferidos ao parlamentar. Ele foi o 16º mais votado entre 38 vereadores.

    Enfim, a hipocrisia

    O processo de cassação do mandato de Renato Freitas é um tapa na cara da população curitibana, porque a mesma Câmara dos Vereadores não agiu com igual severidade quando vereadores foram presas por desvio do salário de assessores (a prática conhecida como “rachadinha”), sendo que uma delas foi condenada agora pela Justiça a 41 anos de prisão.

    Da mesma forma, não houve o mesmo ímpeto para cassar mandatos de outros vereadores envolvidos em assédio sexual e agressão, racismo, abuso de poder econômico. Nenhum deles era negro e nem da periferia.

    A Mitra da Arquidiocese de Curitiba confirmou que o fato em si, objeto da acusação contra ele, é inexistente, já que a missa havia acabado. Ou seja, a “vítima” afirma que não há motivo para a punição mais severa.

    Só que na política, dificilmente há coincidências. Basta ver que as vozes mais vorazes contra Renato Freitas partem daqueles que votam contra os direitos dos servidores municipais e que aprovaram a Reforma da Previdência, que impedirá que muitos de nós consigamos nos aposentar com dignidade.

    Renato sempre votou a favor dos servidores e contra as medidas apresentadas para retirar direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores.

    Enfrentar o racismo e a política que continua gerando ciclos de pobreza é algo que incomoda determinados setores da sociedade.

    Por isso, prestamos nossa solidariedade ao vereador Renato Freitas e instamos os demais vereadores a fazerem esta reflexão: estará a Câmara dos Vereadores de Curitiba disposta a ser marcada na história por uma decisão que reforçará o racismo? Será este o legado dessa atual legislatura?

    Fonte: SISMMAC


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