Sismac
  • 14 | 02 | 2022 - 10:58 Informe-se

    Vacina infantil contra Covid-19: fatos ou fakes

    Vacina infantil contra Covid-19: fatos ou fakes

    Estamos há mais de dois anos enfrentando um vírus que levou à morte quase 6 milhões de pessoas em todo o mundo, entre elas, crianças e adolescentes. Cientistas, pesquisadores, governos, universidades e diversas instituições correram contra o tempo em busca de medidas para conter a letalidade provocada pela Covid-19, doença provocada pelo novo Coronavírus. Porém, infelizmente, na contramão desta mobilização pela vida, enfrentamos outro mal: as fake news (em português: notícias falsas), principalmente sobre as vacinas.

    Ouvimos de tudo: que as vacinas implantariam um chip nas pessoas, que matariam crianças ou até mesmo que deixariam sequelas a longo prazo em nossos filhos. Toda e qualquer notícia, para ser verdade, precisa estar acompanhada de fontes e dados científicos. Cabe a nós checarmos em veículos de comunicação de credibilidade se as notícias recebidas procedem e se são validadas por cientistas, especialistas e outros profissionais renomados.

    A verdade é que a diminuição do número de mortes por Covid-19 só aconteceu no Brasil e no mundo com o avanço da vacinação. Vacinas salvam vidas!

    Por isso, o Sismmac lançou a Campanha Criança Vacinada. Futuro Protegido, para contribuir com informação e esclarecimentos sobre a importância e a necessidade das vacinas contra a Covid-19.

    Listamos abaixo algumas fake news que circulam desde o ano passado, principalmente em grupos de WhatsApp e nas redes sociais, e esclarecemos a partir de fontes científicas:


    Confira:

    “As vacinas são experimentais”. FAKE.

    As vacinas disponíveis no Brasil foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após o cumprimento de todos os critérios necessários para que um imunizante seja autorizado no nosso país. Esses estudos são compostos de diversas etapas que obedecem a regras rígidas de agências reguladoras.

    Em outubro de 2021, estudos de fase I, II e III mostraram que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos. Foram esses testes que atestaram que a vacina não é "experimental", mas segura para as crianças. A principal pesquisa mostrou que a resposta de anticorpos neutralizantes foi similar às observadas em adolescentes e adultos de 16 a 25 anos.


    “As vacinas ficaram prontas muito rápido”. VERDADE.

    Isso porque o Coronavírus já era estudado há anos (existem 7 tipos conhecidos). Bem antes da Covid-19 surgir, muita coisa já acontecia nos bastidores da ciência – incluindo o estudo de vacinas para doenças causadas pelos outros tipos de Coronavírus, como a síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers)

    Devido a um contexto inédito de emergência em escala mundial, esses estudos já adiantados se somaram aos avanços científicos que temos hoje, bem diferente de contextos passados. Pela primeira vez, uma capacidade tecnológica muito avançada se somou ao esforço coletivo de vários segmentos por todo o planeta para combater uma doença tão mortal, de fácil transmissão e sem tratamento conhecido. Isso garantiu a produção de vacinas em tempo recorde.


    “Meu filho pode morrer ao tomar a vacina?” FAKE.

    Ao final de janeiro deste ano, mais de 8 milhões de crianças haviam sido vacinadas em todo o mundo, muitas já com a segunda dose, e nenhuma morte foi notificada. Assim como qualquer outro fármaco ou vacina, o que pode ocorrer são efeitos colaterais como dor no braço, febre, mal-estar.


    “Milhares de crianças vacinadas tiveram miocardite (inflamação no músculo do coração)”. FAKE.

    Nos Estados Unidos, um dos países onde a imunização infantil está mais avançada (10 milhões de doses aplicadas), ocorreram pouquíssimos casos de miocardites, que foram de evoluções rápidas e reversíveis. Especialistas explicam que a incidência da inflamação no coração é 16 vezes maior pela infecção pelo novo Coronavírus do que pela imunização. Entre 3 de novembro e o começo de janeiro, foram confirmados apenas 11 casos de miocardite entre crianças norte-americanas de 5 a 11 anos.


    “A vacina não tem eficácia e não é segura”. FAKE.

    Primeiro, é importante dizer que, com o avanço da vacinação, temos visto cair significativamente o número de mortes por covid-19 no Brasil. Não temos óbitos gerados pela vacina, nem em crianças nem em adultos.

    Outro fator importante é evitar a transmissão da covid-19 que pode trazer sequelas graves. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, também fez um alerta recente sobre os efeitos prolongados da Covid-19 no público infanto-juvenil. O órgão afirma que a doença se relaciona a um risco duas vezes maior de desenvolvimento de diabetes e miocardite em crianças.

    Os efeitos agudos graves da doença em crianças, embora ocorram em menor proporção do que em adultos, também preocupam. A taxa de mortalidade brasileira pela síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), que é uma doença decorrente da infecção pelo novo Coronavírus, está em 6%, quatro vezes superior à registrada pelos Estados Unidos.

    Nenhuma vacina atingiu ainda 100% de eficácia para impedir a contaminação. Mas a redução das mortes e dos internamentos com gravidade são prova de que elas funcionam.


    “Crianças não transmitem o vírus”. FAKE.

    Segundo um estudo produzido por pesquisadores da universidade de Harvard (uma das mais renomadas do mundo) e de outras instituições estadunidenses, bebês, crianças e adolescentes têm a mesma capacidade dos adultos para transmitir o vírus causador da Covid-19. Isso acontece mesmo com a gravidade da doença sendo, em média, menor no caso dessas faixas etárias em comparação aos adultos.

    Um estudo com pessoas infectadas com Covid-19 com idades entre 2 semanas e 21 anos mostrou que a maioria teve sintomas leves, mas 33% precisaram de hospitalização e 16% de oxigênio ou suporte respiratório. Atualmente, no Brasil, as UTIs pediátricas têm registrado um aumento crescente de internações de crianças contaminadas pela variante Ômicron.

    O que acontece é que o organismo das crianças tem uma resposta diferente ao vírus, e elas são muito mais assintomáticas do que os adultos. Mas se estiveram doentes, podem transmitir para pessoas mais sensíveis e menos imunes.


    “A vacina pode trazer sequelas a longo prazo”. FAKE.

    São as doenças que podem causar consequências a longo prazo. A grande maioria dos eventuaisefeitos colaterais dos imunizantes ocorre já nos primeiros dias (ou semanas) após a vacinação e são, de forma geral, muito leves. Além disso, antes de ser liberada para aplicação na população, uma vacina passa por uma longa bateria de testes até que se tenha certeza absoluta de que ela é segura e vai cumprir seu papel com eficiência.

    Quem gera sequelas a longo prazo é a doença, com índices consideráveis de problemas respiratórios, cardíacos, pulmonares, cerebrais, motores, entre outros.


    "É melhor ser imunizado pela doença do que pela vacina". FAKE.

    Os riscos de não vacinar e sofrer complicações graves por causa da doença são muito altos. A ideia de “imunização de rebanho” (quando a maioria da população não toma vacina e fica doente), adotada pelo Governo Federal e por setores negacionistas, não funcionou para uma doença com taxa de mortalidade tão alta e contágio extremamente veloz. Essa decisão causou centenas de milhares mortes desnecessárias no Brasil.

    A chance de uma doença evoluir e levar a internações hospitalares e comprometimentos agudos é reduzida significativamente pela imunização. Em alguns lugares do Brasil, entre janeiro e fevereiro deste ano, cerca de 90% das mortes foram de pessoas sem vacina ou sem o esquema de vacinação completo (ao menos duas doses ou a de dose única).


    “Vacina contra a Covid-19 altera o DNA”. FAKE.

    Vacinas são aplicadas no Brasil há quase 200 anos e nunca houve registros de alteração do DNA em ninguém. Hoje, asvacinasmais aplicadas contraa Covid-19 usam o RNA mensageiro sintético, que auxilia o sistema imunológico do indivíduo a gerar anticorpos contra ovírus.O RNA e o DNA são duas estruturas diferentes que estão em lugares diferentes na célula.


    “Pessoas estão ganhando dinheiro espalhando pânico sobre vacinas”. VERDADE.

    Antes das vacinas contra a Covid-19 começarem a ser massivamente aplicadas (passo fundamental para reduzir a quantidade de mortes), indústrias farmacêuticas que vendiam remédios dos chamados “kits covid”, que comprovadamente não funcionam contra a Covid-19, tiveram seus faturamentos multiplicados. Em 2019 (antes da pandemia), a venda demedicamentos como cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e vitamina D, que eram usadas para outros fins (principalmente veterinários), renderam cerca deR$ 180 milhões para seus fabricantes. Depois que o presidente Bolsonaro, membros de seu governo, políticos, apoiadores, youtubers, “influencers” e médicos, entre outros, passaram a fazer propaganda desses medicamentos, o faturamento de 7 dessas indústrias atingiu mais de R$ 1 bilhão, segundo documentos enviados por elas para a CPI da Covid-19. Outras 3 empresas, que também faturaram muito com isso tudo, não apresentaram os dados. Entre os donos dessas empresas estão alguns apoiadores do presidente Bolsonaro. Uma investigação mostrou que uma pseudo-organização médica, que gastou muito dinheiro em propagandas em outdoors, jornais e revistas para incentivar o uso desses medicamentos, era financiada por uma das indústrias produtoras de ivermectina. Uma sócia de uma dessas indústrias (cujo faturamento pulou de R$ 15,7 milhões para $ 470 milhões), chegou a sacar ao menos R$ 937 mil em dinheiro vivo, em transações consideradas suspeitas pelas autoridades, já que esse tipo de situação acontece, geralmente, quando se há intenção de esconder os destinatários do dinheiro. Mesmo com a eficácia da vacinação, membros do governo e seus apoiadores continuam insistindo nas mentiras sobre as vacinas e fazendo propaganda daqueles medicamentos ineficazes.

    Essas são apenas algumas das muitas mentiras que determinados setores continuam espalhando sobre as vacinas. Por isso, recomendamos que todas as informações sejam averiguadas, com pesquisas nos meios de comunicação confiáveis (sites e blogs extremistas não contam, ok?), depoimentos de cientistas e pesquisadores renomados. As fake news sobre a Covid-19 e sobre as vacinas são responsáveis pelas mortes de milhares de brasileiros. Isso precisa parar, e cabe a todos nós essa responsabilidade.

    Vacine-se e leve seus filhos e todos os membros da sua família que estiveram aptos a se vacinar. É um ato de amor, de solidariedade e de humanidade. A comunidade escolar e toda a sociedade agradecem.


    Fonte: SISMMAC

  • 14 | 02 | 2022 - 10:58 Informe-se

    Vacina infantil contra Covid-19: fatos ou fakes

    Vacina infantil contra Covid-19: fatos ou fakes

    Estamos há mais de dois anos enfrentando um vírus que levou à morte quase 6 milhões de pessoas em todo o mundo, entre elas, crianças e adolescentes. Cientistas, pesquisadores, governos, universidades e diversas instituições correram contra o tempo em busca de medidas para conter a letalidade provocada pela Covid-19, doença provocada pelo novo Coronavírus. Porém, infelizmente, na contramão desta mobilização pela vida, enfrentamos outro mal: as fake news (em português: notícias falsas), principalmente sobre as vacinas.

    Ouvimos de tudo: que as vacinas implantariam um chip nas pessoas, que matariam crianças ou até mesmo que deixariam sequelas a longo prazo em nossos filhos. Toda e qualquer notícia, para ser verdade, precisa estar acompanhada de fontes e dados científicos. Cabe a nós checarmos em veículos de comunicação de credibilidade se as notícias recebidas procedem e se são validadas por cientistas, especialistas e outros profissionais renomados.

    A verdade é que a diminuição do número de mortes por Covid-19 só aconteceu no Brasil e no mundo com o avanço da vacinação. Vacinas salvam vidas!

    Por isso, o Sismmac lançou a Campanha Criança Vacinada. Futuro Protegido, para contribuir com informação e esclarecimentos sobre a importância e a necessidade das vacinas contra a Covid-19.

    Listamos abaixo algumas fake news que circulam desde o ano passado, principalmente em grupos de WhatsApp e nas redes sociais, e esclarecemos a partir de fontes científicas:


    Confira:

    “As vacinas são experimentais”. FAKE.

    As vacinas disponíveis no Brasil foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após o cumprimento de todos os critérios necessários para que um imunizante seja autorizado no nosso país. Esses estudos são compostos de diversas etapas que obedecem a regras rígidas de agências reguladoras.

    Em outubro de 2021, estudos de fase I, II e III mostraram que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos. Foram esses testes que atestaram que a vacina não é "experimental", mas segura para as crianças. A principal pesquisa mostrou que a resposta de anticorpos neutralizantes foi similar às observadas em adolescentes e adultos de 16 a 25 anos.


    “As vacinas ficaram prontas muito rápido”. VERDADE.

    Isso porque o Coronavírus já era estudado há anos (existem 7 tipos conhecidos). Bem antes da Covid-19 surgir, muita coisa já acontecia nos bastidores da ciência – incluindo o estudo de vacinas para doenças causadas pelos outros tipos de Coronavírus, como a síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers)

    Devido a um contexto inédito de emergência em escala mundial, esses estudos já adiantados se somaram aos avanços científicos que temos hoje, bem diferente de contextos passados. Pela primeira vez, uma capacidade tecnológica muito avançada se somou ao esforço coletivo de vários segmentos por todo o planeta para combater uma doença tão mortal, de fácil transmissão e sem tratamento conhecido. Isso garantiu a produção de vacinas em tempo recorde.


    “Meu filho pode morrer ao tomar a vacina?” FAKE.

    Ao final de janeiro deste ano, mais de 8 milhões de crianças haviam sido vacinadas em todo o mundo, muitas já com a segunda dose, e nenhuma morte foi notificada. Assim como qualquer outro fármaco ou vacina, o que pode ocorrer são efeitos colaterais como dor no braço, febre, mal-estar.


    “Milhares de crianças vacinadas tiveram miocardite (inflamação no músculo do coração)”. FAKE.

    Nos Estados Unidos, um dos países onde a imunização infantil está mais avançada (10 milhões de doses aplicadas), ocorreram pouquíssimos casos de miocardites, que foram de evoluções rápidas e reversíveis. Especialistas explicam que a incidência da inflamação no coração é 16 vezes maior pela infecção pelo novo Coronavírus do que pela imunização. Entre 3 de novembro e o começo de janeiro, foram confirmados apenas 11 casos de miocardite entre crianças norte-americanas de 5 a 11 anos.


    “A vacina não tem eficácia e não é segura”. FAKE.

    Primeiro, é importante dizer que, com o avanço da vacinação, temos visto cair significativamente o número de mortes por covid-19 no Brasil. Não temos óbitos gerados pela vacina, nem em crianças nem em adultos.

    Outro fator importante é evitar a transmissão da covid-19 que pode trazer sequelas graves. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, também fez um alerta recente sobre os efeitos prolongados da Covid-19 no público infanto-juvenil. O órgão afirma que a doença se relaciona a um risco duas vezes maior de desenvolvimento de diabetes e miocardite em crianças.

    Os efeitos agudos graves da doença em crianças, embora ocorram em menor proporção do que em adultos, também preocupam. A taxa de mortalidade brasileira pela síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), que é uma doença decorrente da infecção pelo novo Coronavírus, está em 6%, quatro vezes superior à registrada pelos Estados Unidos.

    Nenhuma vacina atingiu ainda 100% de eficácia para impedir a contaminação. Mas a redução das mortes e dos internamentos com gravidade são prova de que elas funcionam.


    “Crianças não transmitem o vírus”. FAKE.

    Segundo um estudo produzido por pesquisadores da universidade de Harvard (uma das mais renomadas do mundo) e de outras instituições estadunidenses, bebês, crianças e adolescentes têm a mesma capacidade dos adultos para transmitir o vírus causador da Covid-19. Isso acontece mesmo com a gravidade da doença sendo, em média, menor no caso dessas faixas etárias em comparação aos adultos.

    Um estudo com pessoas infectadas com Covid-19 com idades entre 2 semanas e 21 anos mostrou que a maioria teve sintomas leves, mas 33% precisaram de hospitalização e 16% de oxigênio ou suporte respiratório. Atualmente, no Brasil, as UTIs pediátricas têm registrado um aumento crescente de internações de crianças contaminadas pela variante Ômicron.

    O que acontece é que o organismo das crianças tem uma resposta diferente ao vírus, e elas são muito mais assintomáticas do que os adultos. Mas se estiveram doentes, podem transmitir para pessoas mais sensíveis e menos imunes.


    “A vacina pode trazer sequelas a longo prazo”. FAKE.

    São as doenças que podem causar consequências a longo prazo. A grande maioria dos eventuaisefeitos colaterais dos imunizantes ocorre já nos primeiros dias (ou semanas) após a vacinação e são, de forma geral, muito leves. Além disso, antes de ser liberada para aplicação na população, uma vacina passa por uma longa bateria de testes até que se tenha certeza absoluta de que ela é segura e vai cumprir seu papel com eficiência.

    Quem gera sequelas a longo prazo é a doença, com índices consideráveis de problemas respiratórios, cardíacos, pulmonares, cerebrais, motores, entre outros.


    "É melhor ser imunizado pela doença do que pela vacina". FAKE.

    Os riscos de não vacinar e sofrer complicações graves por causa da doença são muito altos. A ideia de “imunização de rebanho” (quando a maioria da população não toma vacina e fica doente), adotada pelo Governo Federal e por setores negacionistas, não funcionou para uma doença com taxa de mortalidade tão alta e contágio extremamente veloz. Essa decisão causou centenas de milhares mortes desnecessárias no Brasil.

    A chance de uma doença evoluir e levar a internações hospitalares e comprometimentos agudos é reduzida significativamente pela imunização. Em alguns lugares do Brasil, entre janeiro e fevereiro deste ano, cerca de 90% das mortes foram de pessoas sem vacina ou sem o esquema de vacinação completo (ao menos duas doses ou a de dose única).


    “Vacina contra a Covid-19 altera o DNA”. FAKE.

    Vacinas são aplicadas no Brasil há quase 200 anos e nunca houve registros de alteração do DNA em ninguém. Hoje, asvacinasmais aplicadas contraa Covid-19 usam o RNA mensageiro sintético, que auxilia o sistema imunológico do indivíduo a gerar anticorpos contra ovírus.O RNA e o DNA são duas estruturas diferentes que estão em lugares diferentes na célula.


    “Pessoas estão ganhando dinheiro espalhando pânico sobre vacinas”. VERDADE.

    Antes das vacinas contra a Covid-19 começarem a ser massivamente aplicadas (passo fundamental para reduzir a quantidade de mortes), indústrias farmacêuticas que vendiam remédios dos chamados “kits covid”, que comprovadamente não funcionam contra a Covid-19, tiveram seus faturamentos multiplicados. Em 2019 (antes da pandemia), a venda demedicamentos como cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e vitamina D, que eram usadas para outros fins (principalmente veterinários), renderam cerca deR$ 180 milhões para seus fabricantes. Depois que o presidente Bolsonaro, membros de seu governo, políticos, apoiadores, youtubers, “influencers” e médicos, entre outros, passaram a fazer propaganda desses medicamentos, o faturamento de 7 dessas indústrias atingiu mais de R$ 1 bilhão, segundo documentos enviados por elas para a CPI da Covid-19. Outras 3 empresas, que também faturaram muito com isso tudo, não apresentaram os dados. Entre os donos dessas empresas estão alguns apoiadores do presidente Bolsonaro. Uma investigação mostrou que uma pseudo-organização médica, que gastou muito dinheiro em propagandas em outdoors, jornais e revistas para incentivar o uso desses medicamentos, era financiada por uma das indústrias produtoras de ivermectina. Uma sócia de uma dessas indústrias (cujo faturamento pulou de R$ 15,7 milhões para $ 470 milhões), chegou a sacar ao menos R$ 937 mil em dinheiro vivo, em transações consideradas suspeitas pelas autoridades, já que esse tipo de situação acontece, geralmente, quando se há intenção de esconder os destinatários do dinheiro. Mesmo com a eficácia da vacinação, membros do governo e seus apoiadores continuam insistindo nas mentiras sobre as vacinas e fazendo propaganda daqueles medicamentos ineficazes.

    Essas são apenas algumas das muitas mentiras que determinados setores continuam espalhando sobre as vacinas. Por isso, recomendamos que todas as informações sejam averiguadas, com pesquisas nos meios de comunicação confiáveis (sites e blogs extremistas não contam, ok?), depoimentos de cientistas e pesquisadores renomados. As fake news sobre a Covid-19 e sobre as vacinas são responsáveis pelas mortes de milhares de brasileiros. Isso precisa parar, e cabe a todos nós essa responsabilidade.

    Vacine-se e leve seus filhos e todos os membros da sua família que estiveram aptos a se vacinar. É um ato de amor, de solidariedade e de humanidade. A comunidade escolar e toda a sociedade agradecem.


    Fonte: SISMMAC

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