Sismac
  • 06 | 04 | 2021 - 18:03 Informe-se

    Trabalhadores da educação não são obrigados a gravar vídeos

    Trabalhadores da educação não são obrigados a gravar vídeos
    Essa e outras dúvidas são constantes durante o ensino remoto; administração não pode cobrar que todos tenham equipamento

    A falta de protocolos sobre como conduzir o ensino remoto é uma das marcas da pandemia. Como cada unidade é orientada de acordo com a chefia ou com o núcleo regional, muitas vezes os trabalhadores da educação apresentam dúvidas sobre o que devem ou não fazer.

    É importante lembrar que embora seja insuficiente, a Instrução Normativa nº 2 regulamenta a atuação dos profissionais da educação durante o período do ensino remoto. Desde o início da pandemia, o SISMMAC e o SISMUC levam as demandas dos servidores até a Secretaria Municipal de Educação (SME) e cobram a publicação de uma nova normativa, que abranja os aspectos nebulosos e divergentes da regulamentação do trabalho remoto.

    Dessa vez, as denúncias dos servidores tratam da produção de conteúdo que excede o previsto na Instrução Normativa nº 2. Em algumas unidades, as professoras e professores de educação infantil e do magistério têm sido pressionados a realizar gravações de vídeos para os alunos cotidianamente.

    Quem tem condições e interesse pode realizar esse tipo de atividade, mas a própria a SME compreende que essa não é uma obrigação e que é preciso respeitar a realidade de cada unidade de ensino e de cada servidor ou servidora. Afinal, a gravação de vídeos coloca nas mãos das professoras e professores a obrigação de ter equipamentos próprios para realizar essa prática e também pode gerar excesso de trabalho. Além disso, alguns profissionais não se sentem confortáveis diante das câmeras, gerando constrangimento.

    É importante lembrar também que nenhum trabalhador da educação é obrigado a fazer horas extras, afinal de contas, a Prefeitura nunca deu indício de que pagará essas possíveis horas a mais. Portanto, o horário de trabalho realizado durante o período remoto deve ser o mesmo do horário de trabalho presencial.

    Em abril de 2020, o SISMMAC e o SISMUC fizeram uma outra matéria para tirar as dúvidas sobre o trabalho remoto da educação. Você pode acessar a publicação no box ao lado.

    E o WhatsApp, como fica?

    Outra reclamação constante dos servidores são os grupos de WhatsApp que tomam tempo para além da jornada de trabalho. De acordo com a SME, a prática de grupos de WhatsApp, ou outras redes sociais, não está prevista na Instrução Normativa nº 2 e, portanto, os trabalhadores da educação não são obrigados a participar desses canais de interação.

    Em algumas unidades, a interação via WhatsApp facilitou a troca de informações sobre datas e o acesso dos estudantes às atividades escolares. Por isso, é fundamental ter bom senso nessas horas. Caso essa seja uma alternativa viável para a realidade da unidade, a carga horária precisa ser respeitada e não pode ser extrapolada. O número pessoal dos trabalhadores não pode ser divulgado sem o consentimento e cada servidora ou servidor deve decidir se quer ou não ter seu número pessoal divulgado para as mães e pais de alunos.

    É preciso ficar de olho. Afinal de contas, os grupos podem facilitar a comunicação nas unidades escolares e não devem ser algo que aumente a carga horária de trabalho do servidor e nem que ultrapasse os limites da vida pessoal. O horário de trabalho de cada um deve ser respeitado!

  • 06 | 04 | 2021 - 18:03 Informe-se

    Trabalhadores da educação não são obrigados a gravar vídeos

    Trabalhadores da educação não são obrigados a gravar vídeos
    Essa e outras dúvidas são constantes durante o ensino remoto; administração não pode cobrar que todos tenham equipamento

    A falta de protocolos sobre como conduzir o ensino remoto é uma das marcas da pandemia. Como cada unidade é orientada de acordo com a chefia ou com o núcleo regional, muitas vezes os trabalhadores da educação apresentam dúvidas sobre o que devem ou não fazer.

    É importante lembrar que embora seja insuficiente, a Instrução Normativa nº 2 regulamenta a atuação dos profissionais da educação durante o período do ensino remoto. Desde o início da pandemia, o SISMMAC e o SISMUC levam as demandas dos servidores até a Secretaria Municipal de Educação (SME) e cobram a publicação de uma nova normativa, que abranja os aspectos nebulosos e divergentes da regulamentação do trabalho remoto.

    Dessa vez, as denúncias dos servidores tratam da produção de conteúdo que excede o previsto na Instrução Normativa nº 2. Em algumas unidades, as professoras e professores de educação infantil e do magistério têm sido pressionados a realizar gravações de vídeos para os alunos cotidianamente.

    Quem tem condições e interesse pode realizar esse tipo de atividade, mas a própria a SME compreende que essa não é uma obrigação e que é preciso respeitar a realidade de cada unidade de ensino e de cada servidor ou servidora. Afinal, a gravação de vídeos coloca nas mãos das professoras e professores a obrigação de ter equipamentos próprios para realizar essa prática e também pode gerar excesso de trabalho. Além disso, alguns profissionais não se sentem confortáveis diante das câmeras, gerando constrangimento.

    É importante lembrar também que nenhum trabalhador da educação é obrigado a fazer horas extras, afinal de contas, a Prefeitura nunca deu indício de que pagará essas possíveis horas a mais. Portanto, o horário de trabalho realizado durante o período remoto deve ser o mesmo do horário de trabalho presencial.

    Em abril de 2020, o SISMMAC e o SISMUC fizeram uma outra matéria para tirar as dúvidas sobre o trabalho remoto da educação. Você pode acessar a publicação no box ao lado.

    E o WhatsApp, como fica?

    Outra reclamação constante dos servidores são os grupos de WhatsApp que tomam tempo para além da jornada de trabalho. De acordo com a SME, a prática de grupos de WhatsApp, ou outras redes sociais, não está prevista na Instrução Normativa nº 2 e, portanto, os trabalhadores da educação não são obrigados a participar desses canais de interação.

    Em algumas unidades, a interação via WhatsApp facilitou a troca de informações sobre datas e o acesso dos estudantes às atividades escolares. Por isso, é fundamental ter bom senso nessas horas. Caso essa seja uma alternativa viável para a realidade da unidade, a carga horária precisa ser respeitada e não pode ser extrapolada. O número pessoal dos trabalhadores não pode ser divulgado sem o consentimento e cada servidora ou servidor deve decidir se quer ou não ter seu número pessoal divulgado para as mães e pais de alunos.

    É preciso ficar de olho. Afinal de contas, os grupos podem facilitar a comunicação nas unidades escolares e não devem ser algo que aumente a carga horária de trabalho do servidor e nem que ultrapasse os limites da vida pessoal. O horário de trabalho de cada um deve ser respeitado!

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