Sismac
  • 02 | 09 | 2019 - 15:27 Ed. Especial

    Atendimento especializado é essencial para o avanço da inclusão

    Atendimento especializado é essencial para o avanço da inclusão
    Divulgação | Luiz Costa/SMCS
    Salas de Recursos Multifuncionais desenvolvem habilidades para que a inclusão promova acesso e aprendizagem

    Crianças com necessidades especiais estudam, prioritariamente, em classes regulares. Segundo o último Censo da Educação, seis em cada dez alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação estão matriculados no ensino regular em Curitiba. Para além de comemorar essa tendência, é importante reconhecer o empenho e a luta de pais, professores e demais profissionais para garantir que a inclusão ocorra com qualidade e promova condições reais de acesso, participação e aprendizagem.

    Matrículas na educação especial

    Até 2016, a cidade de Curitiba somou 8.639 matrículas na Educação Especial, sendo 3.772 em classes comuns e 4.867 em classes exclusivas da educação especial, como classes especiais e escolas de educação especial.
    Essa relação se inverte em 2017. O último Censo da Educação, realizado em 2018, somou 13.089 matrículas na Educação Especial. Desse total, 8.219 em turmas regulares e 4.870 em turmas exclusivas.
    Parte importante desses esforços ocorre através do trabalho desenvolvido no Atendimento Educacional Especializado (AAE) com as Salas de Recursos Multifuncionais criadas em 2008, junto com Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Passados mais de 10 anos de implantação do programa, Curitiba conta com 28 Salas de Recursos Multifuncionais que garantem atendimento especializado a cerca de 400 crianças.

    No período do contraturno, os alunos recebem atendimento individualizado voltado para a promoção da autonomia e para o desenvolvimento de habilidades e instrumentos de apoio que facilitem o aprendizado nas aulas regulares. Esse atendimento pedagógico varia de acordo com as necessidades de cada estudante e é realizado por um profissional do magistério com especialização em educação especial e inclusiva. Estudantes cegos podem aprender o braile, por exemplo.

    O planejamento das atividades que serão desenvolvidas na sala de recursos é elaborado a partir da interlocução com o professor da turma regular, com a família e com os profissionais de saúde que atendem a criança, como fisioterapeutas, médicos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Essa comunicação é fundamental para garantir que o atendimento tenha um caráter global, capaz de olhar integralmente para as necessidades da criança e de modificar o plano de atividades sempre que necessário.É

    É por causa desse atendimento global e próximo do cotidiano dos estudantes que o Atendimento Educacional Especializado realizado em Curitiba é referência nacional. O profissional do AAE faz um acompanhamento do estudante na sala de aula do ensino regular. Além de dar suporte e contribuir com o planejamento do professor do regular, esse acompanhamento busca identificar os fatores que dificultam a aprendizagem e propor estratégias e práticas pedagógicas para superar essas barreiras.

    Para que a educação em Curitiba seja cada vez mais inclusiva, é preciso investir na ampliação do número de Salas de Recursos Multifuncionais, além do incentivo e valorização da formação especializada. A matrícula de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação no ensino regular vem crescendo e é preciso que o município se prepare para garantir que essas crianças tenham acesso à educação em toda a sua potencialidade, o que significa condições de acesso, participação e aprendizagem.

  • 02 | 09 | 2019 - 15:27 Ed. Especial

    Atendimento especializado é essencial para o avanço da inclusão

    Atendimento especializado é essencial para o avanço da inclusão
    Divulgação | Luiz Costa/SMCS
    Salas de Recursos Multifuncionais desenvolvem habilidades para que a inclusão promova acesso e aprendizagem

    Crianças com necessidades especiais estudam, prioritariamente, em classes regulares. Segundo o último Censo da Educação, seis em cada dez alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação estão matriculados no ensino regular em Curitiba. Para além de comemorar essa tendência, é importante reconhecer o empenho e a luta de pais, professores e demais profissionais para garantir que a inclusão ocorra com qualidade e promova condições reais de acesso, participação e aprendizagem.

    Matrículas na educação especial

    Até 2016, a cidade de Curitiba somou 8.639 matrículas na Educação Especial, sendo 3.772 em classes comuns e 4.867 em classes exclusivas da educação especial, como classes especiais e escolas de educação especial.
    Essa relação se inverte em 2017. O último Censo da Educação, realizado em 2018, somou 13.089 matrículas na Educação Especial. Desse total, 8.219 em turmas regulares e 4.870 em turmas exclusivas.
    Parte importante desses esforços ocorre através do trabalho desenvolvido no Atendimento Educacional Especializado (AAE) com as Salas de Recursos Multifuncionais criadas em 2008, junto com Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Passados mais de 10 anos de implantação do programa, Curitiba conta com 28 Salas de Recursos Multifuncionais que garantem atendimento especializado a cerca de 400 crianças.

    No período do contraturno, os alunos recebem atendimento individualizado voltado para a promoção da autonomia e para o desenvolvimento de habilidades e instrumentos de apoio que facilitem o aprendizado nas aulas regulares. Esse atendimento pedagógico varia de acordo com as necessidades de cada estudante e é realizado por um profissional do magistério com especialização em educação especial e inclusiva. Estudantes cegos podem aprender o braile, por exemplo.

    O planejamento das atividades que serão desenvolvidas na sala de recursos é elaborado a partir da interlocução com o professor da turma regular, com a família e com os profissionais de saúde que atendem a criança, como fisioterapeutas, médicos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Essa comunicação é fundamental para garantir que o atendimento tenha um caráter global, capaz de olhar integralmente para as necessidades da criança e de modificar o plano de atividades sempre que necessário.É

    É por causa desse atendimento global e próximo do cotidiano dos estudantes que o Atendimento Educacional Especializado realizado em Curitiba é referência nacional. O profissional do AAE faz um acompanhamento do estudante na sala de aula do ensino regular. Além de dar suporte e contribuir com o planejamento do professor do regular, esse acompanhamento busca identificar os fatores que dificultam a aprendizagem e propor estratégias e práticas pedagógicas para superar essas barreiras.

    Para que a educação em Curitiba seja cada vez mais inclusiva, é preciso investir na ampliação do número de Salas de Recursos Multifuncionais, além do incentivo e valorização da formação especializada. A matrícula de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação no ensino regular vem crescendo e é preciso que o município se prepare para garantir que essas crianças tenham acesso à educação em toda a sua potencialidade, o que significa condições de acesso, participação e aprendizagem.

Rua Nunes Machado, 1644, Rebouças – Curitiba / PR, CEP. 80.220-070 - Fone/Fax.: (41) 3225-6729

DOHMS