Sismac
  • 02 | 07 | 2019 - 17:22 Informe-se

    BNCC: base ou controle?

    BNCC: base ou controle?
    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não garante qualidade e promove medidas que precarizam o ensino público

    A Semana Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação (SME) propõe estudos sobre a Base Nacional Comum CurricularAo invés de pensarmos nos desafios cotidianos e problematizar coletivamente a prática docente, vamos ouvir receitas para a escola pública. Vamos contemplar as práticas exitosas de bravos colegas e esquecer um pouco da dura realidade do chão das escolas. Assim, a SME joga para nós, professores e demais servidores, a responsabilidade de garantir educação de qualidade e impõe um modelo a ser seguido.

    A BNCC não é base. Ela se caracteriza como currículo único, fundamentado na necessidade de reduzir “desigualdades” e melhorar a “qualidade” da educação no Brasil. 

    Querem jogar a responsabilidade nas nossas costas!

    A verdade é que a BNCC não garante qualidade nenhuma, o que ela prevê é controle sem apoio básico. Em todos os estados é grande a desigualdade financeira das mais de 112 mil escolas municipais brasileiras. Mais da metade delas sem rede de esgoto, conforme revelado pelo Censo de 2017 do INEP.

    Na Educação Básica, o governo Bolsonaro propôs corte de R$ 914 milhões. Só no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) serão 30% de cortes, conforme o jornal O Globo.

    Como garantir o currículo mínimo sem garantir verbas para estrutura das escolas e materiais didáticos? Essa lógica é perversa com alunos que são submetidos a testes de controle como a Prova Brasil e mais perversa com professores que serão responsabilizados pelo insucesso escolar ao terem “metas” amarradas na BNCC. Com a aprovação da Base já ficou claro que a formação teórica de professores será atacada em nome de “boas práticas” que garantem o sucesso escolar.

    A Base não nos dá, a base retira!

    Num país tão grande e diverso é questionável que a BNCC proponha pequena carga horária diversificada, padronize o ensino de competências e habilidades, a formação humana de forma individualizada, ignorando as contradições sociais e visando o preparo para o trabalho. Querem que a escola produza trabalhadores dóceis, que saibam o mínimo de língua portuguesa e matemática. 

    Por isso, a BNCC reduziu a oferta e o foco de disciplinas como arte, educação física, história, geografia e ciências, restringindo-as a projetos, e incluiu como prioridade na formação a lógica digital. Tudo para garantir a educação mínima, numa política de estado mínimo, onde a verdadeira proposta é que as pessoas se eduquem sozinhas através de meios digitais. O movimento é de desintelectualização de professores e alunos.

    Qual a Solução?

    A solução para contrapor as políticas de desmonte da educação é não se submeter à competição e à individualização. É cada vez mais denunciar coletivamente as nossas condições de trabalho, mobilizar pais e colegas para a resistência! Sem dar jeitinho, tirar dinheiro do bolso, ou fazer festas para reformar as escolas.

    É preciso conversar, não aceitar calados a cobrança da SME, não nos submeter a um currículo raso. Vamos ampliar as rodas de conversa e estar junto dos sindicatos e demais movimentos nas lutas e greves por direitos!

  • 02 | 07 | 2019 - 17:22 Informe-se

    BNCC: base ou controle?

    BNCC: base ou controle?
    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não garante qualidade e promove medidas que precarizam o ensino público

    A Semana Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação (SME) propõe estudos sobre a Base Nacional Comum CurricularAo invés de pensarmos nos desafios cotidianos e problematizar coletivamente a prática docente, vamos ouvir receitas para a escola pública. Vamos contemplar as práticas exitosas de bravos colegas e esquecer um pouco da dura realidade do chão das escolas. Assim, a SME joga para nós, professores e demais servidores, a responsabilidade de garantir educação de qualidade e impõe um modelo a ser seguido.

    A BNCC não é base. Ela se caracteriza como currículo único, fundamentado na necessidade de reduzir “desigualdades” e melhorar a “qualidade” da educação no Brasil. 

    Querem jogar a responsabilidade nas nossas costas!

    A verdade é que a BNCC não garante qualidade nenhuma, o que ela prevê é controle sem apoio básico. Em todos os estados é grande a desigualdade financeira das mais de 112 mil escolas municipais brasileiras. Mais da metade delas sem rede de esgoto, conforme revelado pelo Censo de 2017 do INEP.

    Na Educação Básica, o governo Bolsonaro propôs corte de R$ 914 milhões. Só no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) serão 30% de cortes, conforme o jornal O Globo.

    Como garantir o currículo mínimo sem garantir verbas para estrutura das escolas e materiais didáticos? Essa lógica é perversa com alunos que são submetidos a testes de controle como a Prova Brasil e mais perversa com professores que serão responsabilizados pelo insucesso escolar ao terem “metas” amarradas na BNCC. Com a aprovação da Base já ficou claro que a formação teórica de professores será atacada em nome de “boas práticas” que garantem o sucesso escolar.

    A Base não nos dá, a base retira!

    Num país tão grande e diverso é questionável que a BNCC proponha pequena carga horária diversificada, padronize o ensino de competências e habilidades, a formação humana de forma individualizada, ignorando as contradições sociais e visando o preparo para o trabalho. Querem que a escola produza trabalhadores dóceis, que saibam o mínimo de língua portuguesa e matemática. 

    Por isso, a BNCC reduziu a oferta e o foco de disciplinas como arte, educação física, história, geografia e ciências, restringindo-as a projetos, e incluiu como prioridade na formação a lógica digital. Tudo para garantir a educação mínima, numa política de estado mínimo, onde a verdadeira proposta é que as pessoas se eduquem sozinhas através de meios digitais. O movimento é de desintelectualização de professores e alunos.

    Qual a Solução?

    A solução para contrapor as políticas de desmonte da educação é não se submeter à competição e à individualização. É cada vez mais denunciar coletivamente as nossas condições de trabalho, mobilizar pais e colegas para a resistência! Sem dar jeitinho, tirar dinheiro do bolso, ou fazer festas para reformar as escolas.

    É preciso conversar, não aceitar calados a cobrança da SME, não nos submeter a um currículo raso. Vamos ampliar as rodas de conversa e estar junto dos sindicatos e demais movimentos nas lutas e greves por direitos!

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