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  • 28 | 06 | 2019 - 14:49 Informe-se

    Stonewall 50 anos: entenda a origem do Dia do Orgulho LGBT

    Stonewall 50 anos: entenda a origem do Dia do Orgulho LGBT
    28 de junho relembra a Rebelião de Stonewall. Neste dia, comunidade LGBT+ enfrentou a repressão e o preconceito policial

    O Dia do Orgulho LGBT+ é comemorado, no dia 28 de junho, em todo o mundo. Neste mesmo dia, no ano de 1969, ocorreu, na cidade de Nova York, o que veio a ser conhecido como a Rebelião de Stonewall, em referência ao nome de um bar que era, e ainda é, frequentado por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e que sofria repetidas batidas policiais, sem justificativas, em ações de bastante truculência e preconceito da polícia.

    Naquela noite, a violenta repressão policial foi respondida pelas pessoas presentes no bar, que se revoltaram contra as autoridades. Os enfrentamentos que seguiram por cerca de cinco dias e tornaram-se um marco na luta pela igualdade de direitos de LGBT+.

    Um mês após a revolta, foi feita a 1ª Parada do Orgulho Gay. A comunidade LGBT+ marchou pelas ruas da cidade, demonstrando que não estaria mais disposta a aceitar essa opressão e que exigiria os mesmos direitos de toda a população. Desde então, esta data é celebrada por meio de paradas e outros eventos culturais, numa expressão de orgulho de assumir publicamente a orientação sexual e identidade de gênero.

    No mês de maio, consolidou-se também outra data que compõe a agenda dessa discussão: o Dia Internacional de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia. No dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou da lista internacional de doenças o homossexualismo. Esse termo hoje é considerado pejorativo por conta do sufixo “ismo”, referente à doença, que foi substituído por “dade”, relativo ao modo de ser.

    Apesar dos avanços, discriminação e preconceito persistem

    Cada país e cultura trata na prática a questão da homossexualidade de maneira diferente, com menor ou maior grau de violência ou exclusão.

    No Brasil, o Supremo Tribunal Federal aprovou no dia 13 de junho desse ano a criminalização da homofobia. O casamento civil igualitário ocorre na prática desde 2011.

    Apesar disso, tem crescido nos últimos anos uma onda conservadora a esse respeito, como vimos nos debates sobre a aprovação dos planos de educação.

    Por outro lado, mais de 70 países no mundo ainda criminalizam a homossexualidade. Segundo o relatório anual da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (ILGA), a pena de morte para o segmento é adotada no Irã, na Arábia Saudita, no Iêmen, na Nigéria, e em Uganda. Na Argélia, os homossexuais estão sujeitos a até dois anos de prisão e pagamento de multa. Na Rússia, entrou em vigor em 2013 uma lei que proíbe qualquer tipo de publicidade que faça referência positiva à homossexualidade.

    Avançar na construção de uma sociedade livre da exploração e da desigualdade

    O racismo, o machismo e as diversas formas de preconceito em relação à orientação sexual são exemplos de diferenças humanas que são transformadas em desigualdades.

    A luta contra essas opressões deve ser parte integrante da luta geral da classe trabalhadora contra essa forma de viver que se sustenta sobre a nossa exploração. Apenas em uma sociedade em que tenhamos nossa sobrevivência garantida de forma fraterna, na qual não precisemos concorrer entre nós para nos manter vivos, é que estarão lançadas as bases para o respeito ao diferente, seja qual for sua expressão.

  • 28 | 06 | 2019 - 14:49 Informe-se

    Stonewall 50 anos: entenda a origem do Dia do Orgulho LGBT

    Stonewall 50 anos: entenda a origem do Dia do Orgulho LGBT
    28 de junho relembra a Rebelião de Stonewall. Neste dia, comunidade LGBT+ enfrentou a repressão e o preconceito policial

    O Dia do Orgulho LGBT+ é comemorado, no dia 28 de junho, em todo o mundo. Neste mesmo dia, no ano de 1969, ocorreu, na cidade de Nova York, o que veio a ser conhecido como a Rebelião de Stonewall, em referência ao nome de um bar que era, e ainda é, frequentado por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e que sofria repetidas batidas policiais, sem justificativas, em ações de bastante truculência e preconceito da polícia.

    Naquela noite, a violenta repressão policial foi respondida pelas pessoas presentes no bar, que se revoltaram contra as autoridades. Os enfrentamentos que seguiram por cerca de cinco dias e tornaram-se um marco na luta pela igualdade de direitos de LGBT+.

    Um mês após a revolta, foi feita a 1ª Parada do Orgulho Gay. A comunidade LGBT+ marchou pelas ruas da cidade, demonstrando que não estaria mais disposta a aceitar essa opressão e que exigiria os mesmos direitos de toda a população. Desde então, esta data é celebrada por meio de paradas e outros eventos culturais, numa expressão de orgulho de assumir publicamente a orientação sexual e identidade de gênero.

    No mês de maio, consolidou-se também outra data que compõe a agenda dessa discussão: o Dia Internacional de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia. No dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou da lista internacional de doenças o homossexualismo. Esse termo hoje é considerado pejorativo por conta do sufixo “ismo”, referente à doença, que foi substituído por “dade”, relativo ao modo de ser.

    Apesar dos avanços, discriminação e preconceito persistem

    Cada país e cultura trata na prática a questão da homossexualidade de maneira diferente, com menor ou maior grau de violência ou exclusão.

    No Brasil, o Supremo Tribunal Federal aprovou no dia 13 de junho desse ano a criminalização da homofobia. O casamento civil igualitário ocorre na prática desde 2011.

    Apesar disso, tem crescido nos últimos anos uma onda conservadora a esse respeito, como vimos nos debates sobre a aprovação dos planos de educação.

    Por outro lado, mais de 70 países no mundo ainda criminalizam a homossexualidade. Segundo o relatório anual da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (ILGA), a pena de morte para o segmento é adotada no Irã, na Arábia Saudita, no Iêmen, na Nigéria, e em Uganda. Na Argélia, os homossexuais estão sujeitos a até dois anos de prisão e pagamento de multa. Na Rússia, entrou em vigor em 2013 uma lei que proíbe qualquer tipo de publicidade que faça referência positiva à homossexualidade.

    Avançar na construção de uma sociedade livre da exploração e da desigualdade

    O racismo, o machismo e as diversas formas de preconceito em relação à orientação sexual são exemplos de diferenças humanas que são transformadas em desigualdades.

    A luta contra essas opressões deve ser parte integrante da luta geral da classe trabalhadora contra essa forma de viver que se sustenta sobre a nossa exploração. Apenas em uma sociedade em que tenhamos nossa sobrevivência garantida de forma fraterna, na qual não precisemos concorrer entre nós para nos manter vivos, é que estarão lançadas as bases para o respeito ao diferente, seja qual for sua expressão.

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