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  • Receitas do município crescem, mas trabalhador ainda é alvo de ataques
    07 | 02 | 2019 - 17:44 Informe-se

    Receitas do município crescem, mas trabalhador ainda é alvo de ataques

    Orçamento de Curitiba teve o maior crescimento em anos, mas o tom da gestão muda quando o assunto é direito do servidor

    Os servidores públicos municipais de Curitiba sofreram graves ataques nas mãos da gestão Greca. A base de vereadores aliada ao governo aprovou o pacotaço de maldades, congelou os planos de carreira, atacou o fundo de previdência dos servidores, definiu um ajuste salarial abaixo da inflação, aprovou a terceirização e reduziu o número de servidores.

    Além disso, outros ataques, como a retirada do auxílio transporte e contratação via PSS, já estão em pauta no governo e na Câmara Municipal. Desde o início do mandato, a Prefeitura usa a desculpa da falta de orçamento para deixar de pagar o que deve e sucatear o funcionalismo público.

    O que a gestão Greca não divulga amplamente é que a receita do orçamento de Curitiba teve o maior crescimento em anos. De acordo com uma análise feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Receita Corrente Líquida apresentou aumento de 11,16% em comparação a 2017. Esse foi o melhor desempenho desde 2012, quando a receita cresceu 20,5% em relação ao ano anterior. Mesmo com esse resultado, após dois anos de salários congelados o reajuste salarial dos servidores municipais foi de apenas 3%, o que está muito abaixo da inflação.

    A análise do Dieese ainda informa que, com uma redução de 2,15%, o investimento com pessoal resultou em 40,94% em 2018, um valor muito distante do limite prudencial de 51,30% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal do Município. Ou seja, mesmo com o investimento com folha de pessoal muito abaixo do limite máximo, a Prefeitura quer manter os Planos de Carreira congelados e seguir com os ataques contra aqueles que trabalham para garantir o direito de outros trabalhadores a terem acesso aos serviços públicos de qualidade.

    Dois pesos, duas medidas

    Na hora de apresentar audiências sobre o estado financeiro de Curitiba, a Prefeitura quer mostrar resultados positivos para aparentar uma boa gestão. No entanto, quando negocia com os trabalhadores que sustentam o município, o tom é outro. Para a administração, o orçamento só vai mal quando o assunto é direito dos servidores!

  • 07 | 02 | 2019 - 17:44 Informe-se
    Receitas do município crescem, mas trabalhador ainda é alvo de ataques

    Receitas do município crescem, mas trabalhador ainda é alvo de ataques

    Orçamento de Curitiba teve o maior crescimento em anos, mas o tom da gestão muda quando o assunto é direito do servidor

    Os servidores públicos municipais de Curitiba sofreram graves ataques nas mãos da gestão Greca. A base de vereadores aliada ao governo aprovou o pacotaço de maldades, congelou os planos de carreira, atacou o fundo de previdência dos servidores, definiu um ajuste salarial abaixo da inflação, aprovou a terceirização e reduziu o número de servidores.

    Além disso, outros ataques, como a retirada do auxílio transporte e contratação via PSS, já estão em pauta no governo e na Câmara Municipal. Desde o início do mandato, a Prefeitura usa a desculpa da falta de orçamento para deixar de pagar o que deve e sucatear o funcionalismo público.

    O que a gestão Greca não divulga amplamente é que a receita do orçamento de Curitiba teve o maior crescimento em anos. De acordo com uma análise feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Receita Corrente Líquida apresentou aumento de 11,16% em comparação a 2017. Esse foi o melhor desempenho desde 2012, quando a receita cresceu 20,5% em relação ao ano anterior. Mesmo com esse resultado, após dois anos de salários congelados o reajuste salarial dos servidores municipais foi de apenas 3%, o que está muito abaixo da inflação.

    A análise do Dieese ainda informa que, com uma redução de 2,15%, o investimento com pessoal resultou em 40,94% em 2018, um valor muito distante do limite prudencial de 51,30% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal do Município. Ou seja, mesmo com o investimento com folha de pessoal muito abaixo do limite máximo, a Prefeitura quer manter os Planos de Carreira congelados e seguir com os ataques contra aqueles que trabalham para garantir o direito de outros trabalhadores a terem acesso aos serviços públicos de qualidade.

    Dois pesos, duas medidas

    Na hora de apresentar audiências sobre o estado financeiro de Curitiba, a Prefeitura quer mostrar resultados positivos para aparentar uma boa gestão. No entanto, quando negocia com os trabalhadores que sustentam o município, o tom é outro. Para a administração, o orçamento só vai mal quando o assunto é direito dos servidores!

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