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  • Escola Sem Partido: intolerante e impraticável
    13 | 06 | 2018 - 17:20 Informe-se

    Escola Sem Partido: intolerante e impraticável

    O projeto “Escola Sem Partido” ameaça o direito básico da população à educação pública de qualidade

    Não é possível ignorar fatores sociais e políticos que afetam diretamente a comunidade escolar. Atividades relacionadas aos acontecimentos do cotidiano auxiliam na formação de uma visão crítica das crianças e jovens.

    A construção de uma educação emancipadora faz parte da função docente. Ou seja, os professores promovem um ensino humanizado, que leva em consideração o conhecimento prévio do aluno e trabalha a diversidade como forma de conhecimento e respeito pelo próximo.

    Todos esses objetivos essenciais da educação pública estão previstos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). A Constituição garante o pluralismo de ideiase de concepções pedagógicas, a liberdade de aprender e ensinar e o incentivo à valorização do professor.

    No entanto, mesmo com o respaldo da Lei, o direito à educação pública de qualidade é constantemente ameaçado por projetos formulados pela bancada conservadora. Um deles, que tem alcance nacional, é o Projeto de Lei Escola Sem Partido.

    Ameaça à educação

    Além de tirar todo o caráter crítico da escola e tentar acabar com o pluralismo de ideias, esse projeto cria mecanismos de fiscalização, o que ataca diretamente o trabalho do professor. Uma das medidas da proposta prevê a fixação de um cartaz nas salas de aula, com uma lista de todas as proibições aos professores. Isso cria um cenário de intimidação e altera a relação com o aluno. Onde antes existia uma relação de confiança, agora o aluno se torna um vigilante para denunciar o professor, em uma época que já é difícil estabelecer autoridade no ambiente escolar.

    A proposta vende a ideia de que a neutralidade no chão da escola é algo praticável e garantem que o ensino escolar estará sempre de acordo com a educação religiosa e moral dada dentro de casa. Entretanto, por trás da falsa promessa de imparcialidade, o projeto Escola Sem Partido defende um único lado, abre uma brecha perigosa de censura para todos os tipos de pensamento e inibe o ensino de conteúdos importantes para a formação humana.

    Em Curitiba, projeto Escola Sem Partido pode ser votado a qualquer momento

    Em maio, o Projeto de Lei Escola Sem Partido foi considerado apto para seguir para votação no Plenário da Câmara Municipal de Curitiba. A votação ainda não tem data definida e pode acontecer a qualquer momento. Para barrar esse ataque, devemos intensificar ainda mais a nossa união e mobilização para lutar contra a ameaça da Leia da Mordaça!

    Fiquem atentos no site para acompanhar todas as notícias em relação à tramitação do projeto!
    Veja mais

    Houve diversas tentativas de aplicar o projeto “Escola Sem Partido” por todo o país, mas a proposta ainda não obteve sucesso em ser de fato implementada devido aos desrespeitos à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

    Em conjunto com o projeto, a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) também apresenta mecanismos que tiram a autonomia do professor e não respeitam a diversidade das comunidades escolares brasileiras. Medidas como o PL Escola Sem Partido e a BNCC distorcem os verdadeiros problemas que as escolas enfrentam e reduzem a educação à um mero produto de consumo.

    O discurso do projeto dá força aos fundamentalistas e afeta o dia a dia do chão da escola! Vamos lutar por uma educação pública de qualidade que rechaça o discurso de ódio e é organizada democraticamente!

    Matéria publicada na edição de junho do jornal Diário de Classe
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  • 13 | 06 | 2018 - 17:20 Informe-se
    Escola Sem Partido: intolerante e impraticável

    Escola Sem Partido: intolerante e impraticável

    O projeto “Escola Sem Partido” ameaça o direito básico da população à educação pública de qualidade

    Não é possível ignorar fatores sociais e políticos que afetam diretamente a comunidade escolar. Atividades relacionadas aos acontecimentos do cotidiano auxiliam na formação de uma visão crítica das crianças e jovens.

    A construção de uma educação emancipadora faz parte da função docente. Ou seja, os professores promovem um ensino humanizado, que leva em consideração o conhecimento prévio do aluno e trabalha a diversidade como forma de conhecimento e respeito pelo próximo.

    Todos esses objetivos essenciais da educação pública estão previstos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). A Constituição garante o pluralismo de ideiase de concepções pedagógicas, a liberdade de aprender e ensinar e o incentivo à valorização do professor.

    No entanto, mesmo com o respaldo da Lei, o direito à educação pública de qualidade é constantemente ameaçado por projetos formulados pela bancada conservadora. Um deles, que tem alcance nacional, é o Projeto de Lei Escola Sem Partido.

    Ameaça à educação

    Além de tirar todo o caráter crítico da escola e tentar acabar com o pluralismo de ideias, esse projeto cria mecanismos de fiscalização, o que ataca diretamente o trabalho do professor. Uma das medidas da proposta prevê a fixação de um cartaz nas salas de aula, com uma lista de todas as proibições aos professores. Isso cria um cenário de intimidação e altera a relação com o aluno. Onde antes existia uma relação de confiança, agora o aluno se torna um vigilante para denunciar o professor, em uma época que já é difícil estabelecer autoridade no ambiente escolar.

    A proposta vende a ideia de que a neutralidade no chão da escola é algo praticável e garantem que o ensino escolar estará sempre de acordo com a educação religiosa e moral dada dentro de casa. Entretanto, por trás da falsa promessa de imparcialidade, o projeto Escola Sem Partido defende um único lado, abre uma brecha perigosa de censura para todos os tipos de pensamento e inibe o ensino de conteúdos importantes para a formação humana.

    Em Curitiba, projeto Escola Sem Partido pode ser votado a qualquer momento

    Em maio, o Projeto de Lei Escola Sem Partido foi considerado apto para seguir para votação no Plenário da Câmara Municipal de Curitiba. A votação ainda não tem data definida e pode acontecer a qualquer momento. Para barrar esse ataque, devemos intensificar ainda mais a nossa união e mobilização para lutar contra a ameaça da Leia da Mordaça!

    Fiquem atentos no site para acompanhar todas as notícias em relação à tramitação do projeto!
    Veja mais

    Houve diversas tentativas de aplicar o projeto “Escola Sem Partido” por todo o país, mas a proposta ainda não obteve sucesso em ser de fato implementada devido aos desrespeitos à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

    Em conjunto com o projeto, a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) também apresenta mecanismos que tiram a autonomia do professor e não respeitam a diversidade das comunidades escolares brasileiras. Medidas como o PL Escola Sem Partido e a BNCC distorcem os verdadeiros problemas que as escolas enfrentam e reduzem a educação à um mero produto de consumo.

    O discurso do projeto dá força aos fundamentalistas e afeta o dia a dia do chão da escola! Vamos lutar por uma educação pública de qualidade que rechaça o discurso de ódio e é organizada democraticamente!

    Matéria publicada na edição de junho do jornal Diário de Classe

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