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  • Prefeitura mostra aumento de receita, mas não há planos de reajuste
    07 | 06 | 2018 - 17:18 Salário

    Prefeitura mostra aumento de receita, mas não há planos de reajuste

    Apesar do aumento de receita, Prefeitura não garante descongelamento de salário e Plano de Carreira

    A Prefeitura espera um aumento na receita e um orçamento de R$8,8 bilhões para Curitiba. Essas foram as informações divulgadas durante a audiência pública para debater sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que ocorreu na manhã desta quarta-feira (6), na Câmara Municipal. Representando a Prefeitura, a Superintendente da Secretaria de Finanças de Curitiba, Daniele Regina dos Santos, apresentou o projeto orçamentário previsto para 2019. 

    Quando questionada pela direção do SISMMAC, Daniele afirmou que não há nada definido quanto à data-base dos servidores, mesmo com uma margem existente para aumento da folha salarial. Os dados apresentados pela Prefeitura indicam, considerando a Lei de Responsabilidade Fiscal, um percentual de 44,88% para despesa com Pessoal, o que é muito distante do limite prudencial de 51,30%.

    A resposta para contratações e carreira teve o mesmo tom. A representante alega que a Prefeitura está se organizando e realizando grupos de estudo sobre o assunto. Porém, mesmo com o aumento de receita, não está garantida nenhuma movimentação para reposição de servidores e nem descongelamento do Plano de Carreira.

    As escolas municipais funcionam há 486 dias com a falta de mais de 1.000 professores e os servidores municipais estão com a carreira congelada desde a aprovação do pacotaço, proposto pelo prefeito Rafael Greca. Ainda assim, a administração conta vantagem, ao custo do aumento de impostos e cortes de investimentos nos serviços públicos.

    Enquanto a aprovação do pacotaço garantiu uma suposta “tranquilidade financeira” para a Prefeitura, o magistério e os demais servidores municipais de Curitiba trabalham no sufoco, sob péssimas condições de trabalho. O discurso falso da administração pública sobre preocupação com os servidores não engana. Está claro que, quando recursos de mais de R$835 milhões são destinados exclusivamente para contratos de obras, as prioridades do orçamento são planejadas para agradar empresas, em detrimento dos trabalhadores que garantem o funcionamento da nossa cidade todos os dias.

    Pesquisa irrisória

    A Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização organizou uma consulta pública para apresentar durante a audiência pública da LDO 2019. Foram 383 pessoas que participaram da pesquisa, cujo objetivo era descobrir quais são as demandas mais urgentes da população. No entanto, é preciso questionar que tipo de impacto possui tal pesquisa, uma vez que foi realizada em apenas cinco dias e o número de consultas não equivale nem a 0,2% do número de habitantes de Curitiba.

    Isso deveria servir como diretriz para elencar para onde vão os investimentos para a nossa cidade? Com isso, os vereadores da Câmara Municipal podem usar as sugestões que não representam a opinião da maioria da população para formular proposições para a base do orçamento de 2019.

    Os vereadores têm até o dia 13 de junho (quarta-feira) para protocolarem as propostas que, se aprovadas pela Comissão de Economia, serão votadas em conjunto com o projeto da LDO nos dias 26 e 27 de junho.

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  • 07 | 06 | 2018 - 17:18 Salário
    Prefeitura mostra aumento de receita, mas não há planos de reajuste

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    Apesar do aumento de receita, Prefeitura não garante descongelamento de salário e Plano de Carreira

    A Prefeitura espera um aumento na receita e um orçamento de R$8,8 bilhões para Curitiba. Essas foram as informações divulgadas durante a audiência pública para debater sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que ocorreu na manhã desta quarta-feira (6), na Câmara Municipal. Representando a Prefeitura, a Superintendente da Secretaria de Finanças de Curitiba, Daniele Regina dos Santos, apresentou o projeto orçamentário previsto para 2019. 

    Quando questionada pela direção do SISMMAC, Daniele afirmou que não há nada definido quanto à data-base dos servidores, mesmo com uma margem existente para aumento da folha salarial. Os dados apresentados pela Prefeitura indicam, considerando a Lei de Responsabilidade Fiscal, um percentual de 44,88% para despesa com Pessoal, o que é muito distante do limite prudencial de 51,30%.

    A resposta para contratações e carreira teve o mesmo tom. A representante alega que a Prefeitura está se organizando e realizando grupos de estudo sobre o assunto. Porém, mesmo com o aumento de receita, não está garantida nenhuma movimentação para reposição de servidores e nem descongelamento do Plano de Carreira.

    As escolas municipais funcionam há 486 dias com a falta de mais de 1.000 professores e os servidores municipais estão com a carreira congelada desde a aprovação do pacotaço, proposto pelo prefeito Rafael Greca. Ainda assim, a administração conta vantagem, ao custo do aumento de impostos e cortes de investimentos nos serviços públicos.

    Enquanto a aprovação do pacotaço garantiu uma suposta “tranquilidade financeira” para a Prefeitura, o magistério e os demais servidores municipais de Curitiba trabalham no sufoco, sob péssimas condições de trabalho. O discurso falso da administração pública sobre preocupação com os servidores não engana. Está claro que, quando recursos de mais de R$835 milhões são destinados exclusivamente para contratos de obras, as prioridades do orçamento são planejadas para agradar empresas, em detrimento dos trabalhadores que garantem o funcionamento da nossa cidade todos os dias.

    Pesquisa irrisória

    A Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização organizou uma consulta pública para apresentar durante a audiência pública da LDO 2019. Foram 383 pessoas que participaram da pesquisa, cujo objetivo era descobrir quais são as demandas mais urgentes da população. No entanto, é preciso questionar que tipo de impacto possui tal pesquisa, uma vez que foi realizada em apenas cinco dias e o número de consultas não equivale nem a 0,2% do número de habitantes de Curitiba.

    Isso deveria servir como diretriz para elencar para onde vão os investimentos para a nossa cidade? Com isso, os vereadores da Câmara Municipal podem usar as sugestões que não representam a opinião da maioria da população para formular proposições para a base do orçamento de 2019.

    Os vereadores têm até o dia 13 de junho (quarta-feira) para protocolarem as propostas que, se aprovadas pela Comissão de Economia, serão votadas em conjunto com o projeto da LDO nos dias 26 e 27 de junho.

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