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  • Dados da Prefeitura comprovam: faltam 1.500 professores em Curitiba
    10 | 05 | 2018 - 16:34 Informe-se

    Dados da Prefeitura comprovam: faltam 1.500 professores em Curitiba

    Apesar do déficit, Greca deixou concurso de docência II vencer e ameaça atrasar nomeações prometidas para maio

    Após cobrança do SISMMAC, a Prefeitura enviou dados sobre a falta de professores em Curitiba. Os números escancaram o que o magistério vem sentindo no chão da escola: a falta de uma política permanente de reposição das aposentadorias gerou um déficit de cerca de 1.500 professores.

    Isso significa uma redução de cerca de 15% no número de professores concursados trabalhando na rede municipal: 1.740 profissionais do magistério se aposentaram ou se desligaram da Prefeitura desde 2015, mas apenas 215 novos professores foram contratados nesse período.

    Para esconder o déficit, a Prefeitura apostou em medidas tapa-buraco que na prática pioram as condições de trabalho na rede municipal. Entre outras medidas, Greca fechou turmas, reduziu a liberação de licenças-prêmio e retirou professores de educação física das oficinas de práticas de movimento.

    Segundo o levantamento, 1.493 vagas-vagas, que deveriam ser preenchidas por professores concursados, estão cobertas de forma temporária com vagas de Regime Integral de Trabalho (RIT). Essa forma de contratação deveria ser apenas usada para substituir licenças e afastamentos, mas foi generalizada nos últimos anos.

    De forma contraditória, a Prefeitura vem restringido a contratação de RITs para substituir licenças-prêmio, que é o motivo para a existência dessa forma de contração. Alegam que não podem ultrapassar a marca de 1.500 RITs. Ou seja, usam uma situação que a Prefeitura criou com o congelamento das contrações para tentar justificar cortes de direitos dos servidores.

    Apesar desse cenário, Greca deixou o concurso de docência II vencer sem nomear a lista de aprovados. Essa decisão terá impactos pelos próximos meses, já que a Prefeitura terá que organizar um novo concurso público para contratar professores de educação física e para as áreas.

    Além disso, a Prefeitura pretende adiar mais uma vez a nomeação dos professores de docência I que foram convocados no início do ano. Em reunião com o magistério no dia 11 de abril, a Secretaria Municipal de Recursos Humanos revelou que não tem garantia alguma de que as nomeações aconteçam em maio, como foi anunciado, e afirmou que é possível que o processo seja adiado para o segundo semestre.

    No início da gestão, Greca prometeu contratar 700 professores. Já se passaram mais de 400 dias desde que a promessa foi apresentada à categoria, na Semana de Estudos Pedagógicos de 2017, mas até agora foram nomeados apenas 48 profissionais do magistério. Até quando as escolas terão que esperar?

    Ajude a mostrar a verdadeira situação da educação de Curitiba! Compartilhe essa notícia e converse também com as mães e pais dos alunos. Somente nossa mobilização e pressão podem fazer com que a Prefeitura reveja suas prioridades e garanta a contratação necessária para o funcionamento das escolas!

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  • 10 | 05 | 2018 - 16:34 Informe-se
    Dados da Prefeitura comprovam: faltam 1.500 professores em Curitiba

    Dados da Prefeitura comprovam: faltam 1.500 professores em Curitiba

    Apesar do déficit, Greca deixou concurso de docência II vencer e ameaça atrasar nomeações prometidas para maio

    Após cobrança do SISMMAC, a Prefeitura enviou dados sobre a falta de professores em Curitiba. Os números escancaram o que o magistério vem sentindo no chão da escola: a falta de uma política permanente de reposição das aposentadorias gerou um déficit de cerca de 1.500 professores.

    Isso significa uma redução de cerca de 15% no número de professores concursados trabalhando na rede municipal: 1.740 profissionais do magistério se aposentaram ou se desligaram da Prefeitura desde 2015, mas apenas 215 novos professores foram contratados nesse período.

    Para esconder o déficit, a Prefeitura apostou em medidas tapa-buraco que na prática pioram as condições de trabalho na rede municipal. Entre outras medidas, Greca fechou turmas, reduziu a liberação de licenças-prêmio e retirou professores de educação física das oficinas de práticas de movimento.

    Segundo o levantamento, 1.493 vagas-vagas, que deveriam ser preenchidas por professores concursados, estão cobertas de forma temporária com vagas de Regime Integral de Trabalho (RIT). Essa forma de contratação deveria ser apenas usada para substituir licenças e afastamentos, mas foi generalizada nos últimos anos.

    De forma contraditória, a Prefeitura vem restringido a contratação de RITs para substituir licenças-prêmio, que é o motivo para a existência dessa forma de contração. Alegam que não podem ultrapassar a marca de 1.500 RITs. Ou seja, usam uma situação que a Prefeitura criou com o congelamento das contrações para tentar justificar cortes de direitos dos servidores.

    Apesar desse cenário, Greca deixou o concurso de docência II vencer sem nomear a lista de aprovados. Essa decisão terá impactos pelos próximos meses, já que a Prefeitura terá que organizar um novo concurso público para contratar professores de educação física e para as áreas.

    Além disso, a Prefeitura pretende adiar mais uma vez a nomeação dos professores de docência I que foram convocados no início do ano. Em reunião com o magistério no dia 11 de abril, a Secretaria Municipal de Recursos Humanos revelou que não tem garantia alguma de que as nomeações aconteçam em maio, como foi anunciado, e afirmou que é possível que o processo seja adiado para o segundo semestre.

    No início da gestão, Greca prometeu contratar 700 professores. Já se passaram mais de 400 dias desde que a promessa foi apresentada à categoria, na Semana de Estudos Pedagógicos de 2017, mas até agora foram nomeados apenas 48 profissionais do magistério. Até quando as escolas terão que esperar?

    Ajude a mostrar a verdadeira situação da educação de Curitiba! Compartilhe essa notícia e converse também com as mães e pais dos alunos. Somente nossa mobilização e pressão podem fazer com que a Prefeitura reveja suas prioridades e garanta a contratação necessária para o funcionamento das escolas!

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