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  • Bancada do tratoraço aprova projeto que ataca ICS e IPMC
    Servidores foram impedidos de participar da sessão e protestaram atirando notas falsas de dinheiro
    18 | 12 | 2017 - 16:36 Informe-se

    Bancada do tratoraço aprova projeto que ataca ICS e IPMC

    Vereadores passaram por cima da indignação dos servidores e da legislação para aprovar projeto que do interesse de Greca

    A última semana de aulas na rede municipal de Curitiba começou com um novo ataque de Greca contra os direitos dos servidores. Nesta segunda-feira (18), a bancada do tratoraço aprovou, com 22 votos favoráveis e nove contrários, o projeto de lei que ataca o Instituto Curitiba de Saúde (ICS) e o Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC).

    Mais uma vez, a maioria dos vereadores mostrou sua completa subordinação ao prefeito e aprovou o projeto em regime de urgência, sem que a proposta fosse sequer analisada nos conselhos responsáveis pela administração e fiscalização das contas dos dois institutos.

    Greca e seus aliados na Câmara Municipal repetiram também o uso do autoritarismo e da violência para aprovação dos projetos que são de seu interesse. O contingente policial foi reforçado para impedir que os servidores entrassem no plenário e participassem da sessão.

    A aprovação desse “presente” na véspera do enceramento do ano letivo mostra todo o descaso de Greca e da bancado do tratotaço com a saúde dos servidores municipais. O magistério não vai abaixar a cabeça e continuará enfrentando os desmandos de Greca com luta e resistência. Além disso, o Sindicato está em contato com os órgãos nacionais de fiscalização dos planos de saúde e de previdência para denunciar as irregularidades!

    Mudanças aprovadas cortam repasses para o ICS e atacam a saúde dos servidores

    O projeto aprovado na Câmara ataca em cheio a saúde das servidoras e servidores municipais. Ao todo, foram alterados 17 pontos da Lei 9626/1999.

    Medicamentos para doenças graves e próteses ficarão sem cobertura

    A principal bomba é revogação da Lei 8.786/1995, que obriga a Prefeitura a ressarcir o ICS pelos programas de saúde ocupacional e 13 procedimentos médicos que são de sua responsabilidade.

    Com a revogação da lei, servidores que desenvolverem doenças graves, como tumores malignos, demência, insuficiência renal e AIDS, ficarão sem cobertura da Prefeitura que hoje garante também o pagamento de exames complementares, terapias, próteses e medicamentos específicos.

    Entre as emendas aprovadas, está a que garante a continuidade do atendimento pago pela Prefeitura para os servidores, ativos e aposentados, que já estão em tratamento.

    O projeto aprovado permite que os servidores que não são credenciados ao ICS façam a adesão no prazo de 90 dias para ter a cobertura dessas doenças, sem a necessidade de cumprir prazo de carência.

    Entretanto, não há garantia de cobertura pelo ICS dos medicamentos específicos e próteses que hoje são garantidos na Lei 8.786/1995,

    A mudança representa um corte significativo de recursos para o ICS, o que vai impactar o conjunto dos servidores.
     A aprovação do projeto também legaliza um calote imposto pela Prefeitura em junho do ano passado, quando a administração começou a calcular a contribuição patronal devida para o ICS considerando apenas os inscritos. O projeto aprovado muda a Lei 9626/1999, que exigia que o repasse fosse feito sobre toda a folha de pagamento.

    O objetivo de Greca com a aprovação de mais esse ataque é transferir para o bolso das servidoras e servidores a dívida causada pela péssima gestão da Prefeitura. Por isso, o mesmo projeto que corta investimentos para o ICS também sobe de 3,14% para 3,90% o desconto pago pelos servidores. Já a contribuição patronal subiria menos de 8%, de 3,65% para 3,90%.

    Além de todos esses ataques, o projeto aprovado na Câmara Municipal também abre o ICS para atender outros beneficiários. Na prática, isso significa jogar nosso Instituto na lógica comercial dos planos de saúde privados que só buscam o lucro.

    Projeto aprovado também ataca financiamento do IPMC

    Com a mudança na Lei 9626/1999, a bancada do tratoraço também dá um cheque em branco para que o prefeito Rafael Greca desvie 3% da contribuição patronal devida ao IPMC para o CuritibaPREV, um fundo de previdência complementar criado em setembro.

    Essa manobra significa uma redução de 22% para 19% no repasse do IPMC e foi considerada irregular na auditoria realizada pela Secretaria de Previdência Social do Ministério da Fazenda.

    Mais uma vez, os aliados de Greca passaram por cima da legislação e rejeitaram até mesmo as orientações dos órgãos competentes, como é o caso do Ministério da Fazenda.

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  • 18 | 12 | 2017 - 16:36 Informe-se
    Bancada do tratoraço aprova projeto que ataca ICS e IPMC
    Servidores foram impedidos de participar da sessão e protestaram atirando notas falsas de dinheiro

    Bancada do tratoraço aprova projeto que ataca ICS e IPMC

    Vereadores passaram por cima da indignação dos servidores e da legislação para aprovar projeto que do interesse de Greca

    A última semana de aulas na rede municipal de Curitiba começou com um novo ataque de Greca contra os direitos dos servidores. Nesta segunda-feira (18), a bancada do tratoraço aprovou, com 22 votos favoráveis e nove contrários, o projeto de lei que ataca o Instituto Curitiba de Saúde (ICS) e o Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC).

    Mais uma vez, a maioria dos vereadores mostrou sua completa subordinação ao prefeito e aprovou o projeto em regime de urgência, sem que a proposta fosse sequer analisada nos conselhos responsáveis pela administração e fiscalização das contas dos dois institutos.

    Greca e seus aliados na Câmara Municipal repetiram também o uso do autoritarismo e da violência para aprovação dos projetos que são de seu interesse. O contingente policial foi reforçado para impedir que os servidores entrassem no plenário e participassem da sessão.

    A aprovação desse “presente” na véspera do enceramento do ano letivo mostra todo o descaso de Greca e da bancado do tratotaço com a saúde dos servidores municipais. O magistério não vai abaixar a cabeça e continuará enfrentando os desmandos de Greca com luta e resistência. Além disso, o Sindicato está em contato com os órgãos nacionais de fiscalização dos planos de saúde e de previdência para denunciar as irregularidades!

    Mudanças aprovadas cortam repasses para o ICS e atacam a saúde dos servidores

    O projeto aprovado na Câmara ataca em cheio a saúde das servidoras e servidores municipais. Ao todo, foram alterados 17 pontos da Lei 9626/1999.

    Medicamentos para doenças graves e próteses ficarão sem cobertura

    A principal bomba é revogação da Lei 8.786/1995, que obriga a Prefeitura a ressarcir o ICS pelos programas de saúde ocupacional e 13 procedimentos médicos que são de sua responsabilidade.

    Com a revogação da lei, servidores que desenvolverem doenças graves, como tumores malignos, demência, insuficiência renal e AIDS, ficarão sem cobertura da Prefeitura que hoje garante também o pagamento de exames complementares, terapias, próteses e medicamentos específicos.

    Entre as emendas aprovadas, está a que garante a continuidade do atendimento pago pela Prefeitura para os servidores, ativos e aposentados, que já estão em tratamento.

    O projeto aprovado permite que os servidores que não são credenciados ao ICS façam a adesão no prazo de 90 dias para ter a cobertura dessas doenças, sem a necessidade de cumprir prazo de carência.

    Entretanto, não há garantia de cobertura pelo ICS dos medicamentos específicos e próteses que hoje são garantidos na Lei 8.786/1995,

    A mudança representa um corte significativo de recursos para o ICS, o que vai impactar o conjunto dos servidores.
     A aprovação do projeto também legaliza um calote imposto pela Prefeitura em junho do ano passado, quando a administração começou a calcular a contribuição patronal devida para o ICS considerando apenas os inscritos. O projeto aprovado muda a Lei 9626/1999, que exigia que o repasse fosse feito sobre toda a folha de pagamento.

    O objetivo de Greca com a aprovação de mais esse ataque é transferir para o bolso das servidoras e servidores a dívida causada pela péssima gestão da Prefeitura. Por isso, o mesmo projeto que corta investimentos para o ICS também sobe de 3,14% para 3,90% o desconto pago pelos servidores. Já a contribuição patronal subiria menos de 8%, de 3,65% para 3,90%.

    Além de todos esses ataques, o projeto aprovado na Câmara Municipal também abre o ICS para atender outros beneficiários. Na prática, isso significa jogar nosso Instituto na lógica comercial dos planos de saúde privados que só buscam o lucro.

    Projeto aprovado também ataca financiamento do IPMC

    Com a mudança na Lei 9626/1999, a bancada do tratoraço também dá um cheque em branco para que o prefeito Rafael Greca desvie 3% da contribuição patronal devida ao IPMC para o CuritibaPREV, um fundo de previdência complementar criado em setembro.

    Essa manobra significa uma redução de 22% para 19% no repasse do IPMC e foi considerada irregular na auditoria realizada pela Secretaria de Previdência Social do Ministério da Fazenda.

    Mais uma vez, os aliados de Greca passaram por cima da legislação e rejeitaram até mesmo as orientações dos órgãos competentes, como é o caso do Ministério da Fazenda.

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