Sismac

Notícias | Informe-se!

Imprimir
  • A resistência do magistério deve continuar e avançar em 2018!
    07 | 12 | 2017 - 14:58 Informe-se

    A resistência do magistério deve continuar e avançar em 2018!

    Confira o balanço da luta do magistério municipal em 2017 publicado no jornal Diário de Classe de dezembro!

    O governo corrupto de Temer acelerou e aprofundou os ataques aos direitos do conjunto dos trabalhadores nesse ano para agradar e garantir grandes lucros e privilégios aos seus sustentadores: empresários, banqueiros e demais políticos vendidos.

    A aprovação da terceirização irrestrita em março deste ano aumenta a instabilidade no trabalhador, inclusive do serviço público, além de diminuir os salários e piorar as condições de trabalho de nossa classe como um todo.

    Em junho, a Reforma Trabalhista aprofundou esse ataque. O negociado vale mais que o legislado, ou seja, as leis trabalhistas perdem sua força e agora os direitos que antes eram garantidos ficam à mercê de acordos diretos entre patrões e trabalhadores. E agora, tentam aprovar a Reforma da Previdência, que propõe o aumento da idade mínima para aposentadoria: 65 anos para homens e 62 para mulheres. No caso da educação: 60 anos para professores e professoras, um aumento de 5 e 10 anos respectivamente em relação ao que é agora.

    Resistência dos Trabalhadores

    Esses ataques fizeram com que milhões de trabalhadores aderissem direta e indiretamente às paralisações nacionais, principalmente às de 15 de março e 28 de abril. Nesses dois dias nacionais de luta, fechamos mais de 90% das escolas em Curitiba. Também desenvolvemos nossa luta contra o pacotaço do Greca e nos somamos aos demais trabalhadores que foram às ruas da cidade para que esses ataques não passassem.

    Porém, décadas de acomodação e de perda da autonomia das principais centrais sindicais frente a partidos políticos contribuíram para que esses dias não tivessem a dimensão que deveriam ter.

    Em vez de seguirem na construção da Greve Geral, as principais centrais esvaziaram essa construção em favor de uma marcha à Brasília ainda no primeiro semestre e de um abaixo-assinado pela revogação da Reforma Trabalhista no segundo semestre.

    A paralisações foram retomadas somente em novembro, a partir da mobilização do ramo dos metalúrgicos contra a Reforma Trabalhista e o início de sua validade. Em dezembro, já bem desarmados como classe, fomos pautados pela Reforma da Previdência e mais um dia de paralisação foi chamado para a véspera da votação.

    Todo esse processo nos mostrou uma coisa: devemos intensificar nossa participação na reorganização da classe trabalhadora brasileira.

    Ataques em Curitiba

    O ano de 2017 tem sido um ano de muitos ataques aos trabalhadores por todo Brasil. E, em Curitiba, não foi diferente. A gestão Rafael Greca assumiu nessa conjuntura nacional de ataques aos direitos dos trabalhadores e inventou uma suposta dívida como desculpa – até hoje não confirmada pelo Tribunal de Contas. Com isso, ele aprovou, com uso de violência, seu pacotaço de desmonte do serviço público na cidade. Cinicamente, é chamado de Plano de Recuperação de Curitiba.

    Esse conjunto de projetos de lei foi enviado pelo executivo para a Câmara de Vereadores, já no primeiro semestre e foi um ataque frontal aos direitos conquistados por décadas de luta do magistério municipal. O pacotaço atingiu áreas cruciais: congelou salários, carreiras, atacou a previdência e piorou as condições de trabalho dos servidores que já não estavam boas.

    Como resposta a todos esses ataques, construímos dias históricos de resistência dos servidores municipais. Fizemos 14 dias de uma greve combativa, dialogamos com a comunidade, fechamos avenidas, ocupamos a Câmara de Vereadores quando necessário, pressionamos vereadores e até mesmo enfrentamos a repressão da Polícia Militar que foi utilizada para garantir que arrancassem os nossos direitos.

    Nos dias de aprovação do pacotaço, a sessão da Câmara Municipal foi covardemente transferida para a Ópera de Arame. Ao som de bombas, gás lacrimogênio e de gritos de protesto dos milhares de servidores do município, a bancada do tratoraço aprovou a força esses ataques.

    Fechamos mais de 90% das escolas da cidade, mas, infelizmente, ainda faltou fechar um número maior de CMEIs, de unidades básicas de saúde, da guarda municipal e demais áreas do serviço público municipal, além de aumentar a adesão em nossa própria categoriapara termos mais chance de barrar o pacotaço.

    No segundo semestre, Greca deu continuidade ao desmonte da estrutura pública que atende a população trabalhadora para servir aos empresários aliados ao seu grupo político e dos privilégios de seus mais de 400 comissionados. Em agosto, os vereadores aprovaram a possibilidade de terceirização na educação e saúde e a criação de um instituto privado de previdência para os servidores, o CuritibaPrev.

    E agora, no fim de ano, outros ataques são promovidos, como a revisão do dimensionamento de pessoal para pior. Ou seja, a Prefeitura quer diminuir o número de professores em diversas escolas para tapar buraco das mais de 700 contratações que prometeu e não fez!

    Outro grave ataque recente da Prefeitura é o aumento da alíquota do ICS. Essa é a proposta para nosso Instituto além da cruel desobrigação da PMC em cobrir gastos com doenças de maior complexidade. Teremos que lutar para que isso não se concretize!

    A LUTA CONTINUA!

    Uma Greve Geral e unificada de todos os servidores municipais junto com a população trabalhadora precisa ser construída para revertermos esses ataques e impedirmos outros que virão!

    Para isso, precisamos avançar em nosso diálogo e envolver a comunidade na luta pela educação. Atendemos diariamente milhares de trabalhadores e suas famílias e devemos trazer a comunidade para conhecer os problemas reais do serviço público, além de demonstrar para que estamos do mesmo lado, lutando por melhores condições de trabalho que resultam na melhora dos direitos sociais prestados para a população de Curitiba.

    Essa união é algo fundamental para o avanço de nossa resistência contra a destruição da educação, saúde, segurança, assistência social e demais direitos, promovida por essa administração.

    Os ataques não irão cessar e nossa resistência precisa se intensificar. Os prefeitos e suas insanidades passam, mas quem constrói diariamente a cidade somos nós trabalhadores do serviço público da cidade. Com as férias, devemos recarregar as baterias para a continuidade da luta no próximo ano.

    Levantar e sacudir a poeira tornam-se necessidades para não ficarmos estáticos em meio a tanto retrocesso! Vamos olhar nos olhos dos nossos colegas e nos apoiar mutuamente. É hora de construir a maior luta da história da cidade de Curitiba. Vamos nos lembrar que quem faz essa cidade somos nós, população trabalhadora, e podemos sim reverter esse quadro de terra arrasada. Podemos e devemos!

    Firmes! Eu acredito na luta!

    Matéria publicada na edição de dezembro do jornal Diário de Classe
Imprimir
  • 07 | 12 | 2017 - 14:58 Informe-se
    A resistência do magistério deve continuar e avançar em 2018!

    A resistência do magistério deve continuar e avançar em 2018!

    Confira o balanço da luta do magistério municipal em 2017 publicado no jornal Diário de Classe de dezembro!

    O governo corrupto de Temer acelerou e aprofundou os ataques aos direitos do conjunto dos trabalhadores nesse ano para agradar e garantir grandes lucros e privilégios aos seus sustentadores: empresários, banqueiros e demais políticos vendidos.

    A aprovação da terceirização irrestrita em março deste ano aumenta a instabilidade no trabalhador, inclusive do serviço público, além de diminuir os salários e piorar as condições de trabalho de nossa classe como um todo.

    Em junho, a Reforma Trabalhista aprofundou esse ataque. O negociado vale mais que o legislado, ou seja, as leis trabalhistas perdem sua força e agora os direitos que antes eram garantidos ficam à mercê de acordos diretos entre patrões e trabalhadores. E agora, tentam aprovar a Reforma da Previdência, que propõe o aumento da idade mínima para aposentadoria: 65 anos para homens e 62 para mulheres. No caso da educação: 60 anos para professores e professoras, um aumento de 5 e 10 anos respectivamente em relação ao que é agora.

    Resistência dos Trabalhadores

    Esses ataques fizeram com que milhões de trabalhadores aderissem direta e indiretamente às paralisações nacionais, principalmente às de 15 de março e 28 de abril. Nesses dois dias nacionais de luta, fechamos mais de 90% das escolas em Curitiba. Também desenvolvemos nossa luta contra o pacotaço do Greca e nos somamos aos demais trabalhadores que foram às ruas da cidade para que esses ataques não passassem.

    Porém, décadas de acomodação e de perda da autonomia das principais centrais sindicais frente a partidos políticos contribuíram para que esses dias não tivessem a dimensão que deveriam ter.

    Em vez de seguirem na construção da Greve Geral, as principais centrais esvaziaram essa construção em favor de uma marcha à Brasília ainda no primeiro semestre e de um abaixo-assinado pela revogação da Reforma Trabalhista no segundo semestre.

    A paralisações foram retomadas somente em novembro, a partir da mobilização do ramo dos metalúrgicos contra a Reforma Trabalhista e o início de sua validade. Em dezembro, já bem desarmados como classe, fomos pautados pela Reforma da Previdência e mais um dia de paralisação foi chamado para a véspera da votação.

    Todo esse processo nos mostrou uma coisa: devemos intensificar nossa participação na reorganização da classe trabalhadora brasileira.

    Ataques em Curitiba

    O ano de 2017 tem sido um ano de muitos ataques aos trabalhadores por todo Brasil. E, em Curitiba, não foi diferente. A gestão Rafael Greca assumiu nessa conjuntura nacional de ataques aos direitos dos trabalhadores e inventou uma suposta dívida como desculpa – até hoje não confirmada pelo Tribunal de Contas. Com isso, ele aprovou, com uso de violência, seu pacotaço de desmonte do serviço público na cidade. Cinicamente, é chamado de Plano de Recuperação de Curitiba.

    Esse conjunto de projetos de lei foi enviado pelo executivo para a Câmara de Vereadores, já no primeiro semestre e foi um ataque frontal aos direitos conquistados por décadas de luta do magistério municipal. O pacotaço atingiu áreas cruciais: congelou salários, carreiras, atacou a previdência e piorou as condições de trabalho dos servidores que já não estavam boas.

    Como resposta a todos esses ataques, construímos dias históricos de resistência dos servidores municipais. Fizemos 14 dias de uma greve combativa, dialogamos com a comunidade, fechamos avenidas, ocupamos a Câmara de Vereadores quando necessário, pressionamos vereadores e até mesmo enfrentamos a repressão da Polícia Militar que foi utilizada para garantir que arrancassem os nossos direitos.

    Nos dias de aprovação do pacotaço, a sessão da Câmara Municipal foi covardemente transferida para a Ópera de Arame. Ao som de bombas, gás lacrimogênio e de gritos de protesto dos milhares de servidores do município, a bancada do tratoraço aprovou a força esses ataques.

    Fechamos mais de 90% das escolas da cidade, mas, infelizmente, ainda faltou fechar um número maior de CMEIs, de unidades básicas de saúde, da guarda municipal e demais áreas do serviço público municipal, além de aumentar a adesão em nossa própria categoriapara termos mais chance de barrar o pacotaço.

    No segundo semestre, Greca deu continuidade ao desmonte da estrutura pública que atende a população trabalhadora para servir aos empresários aliados ao seu grupo político e dos privilégios de seus mais de 400 comissionados. Em agosto, os vereadores aprovaram a possibilidade de terceirização na educação e saúde e a criação de um instituto privado de previdência para os servidores, o CuritibaPrev.

    E agora, no fim de ano, outros ataques são promovidos, como a revisão do dimensionamento de pessoal para pior. Ou seja, a Prefeitura quer diminuir o número de professores em diversas escolas para tapar buraco das mais de 700 contratações que prometeu e não fez!

    Outro grave ataque recente da Prefeitura é o aumento da alíquota do ICS. Essa é a proposta para nosso Instituto além da cruel desobrigação da PMC em cobrir gastos com doenças de maior complexidade. Teremos que lutar para que isso não se concretize!

    A LUTA CONTINUA!

    Uma Greve Geral e unificada de todos os servidores municipais junto com a população trabalhadora precisa ser construída para revertermos esses ataques e impedirmos outros que virão!

    Para isso, precisamos avançar em nosso diálogo e envolver a comunidade na luta pela educação. Atendemos diariamente milhares de trabalhadores e suas famílias e devemos trazer a comunidade para conhecer os problemas reais do serviço público, além de demonstrar para que estamos do mesmo lado, lutando por melhores condições de trabalho que resultam na melhora dos direitos sociais prestados para a população de Curitiba.

    Essa união é algo fundamental para o avanço de nossa resistência contra a destruição da educação, saúde, segurança, assistência social e demais direitos, promovida por essa administração.

    Os ataques não irão cessar e nossa resistência precisa se intensificar. Os prefeitos e suas insanidades passam, mas quem constrói diariamente a cidade somos nós trabalhadores do serviço público da cidade. Com as férias, devemos recarregar as baterias para a continuidade da luta no próximo ano.

    Levantar e sacudir a poeira tornam-se necessidades para não ficarmos estáticos em meio a tanto retrocesso! Vamos olhar nos olhos dos nossos colegas e nos apoiar mutuamente. É hora de construir a maior luta da história da cidade de Curitiba. Vamos nos lembrar que quem faz essa cidade somos nós, população trabalhadora, e podemos sim reverter esse quadro de terra arrasada. Podemos e devemos!

    Firmes! Eu acredito na luta!

    Matéria publicada na edição de dezembro do jornal Diário de Classe

Rua Nunes Machado, 1577, Rebouças – Curitiba / PR, CEP. 80.220-070 - Fone/Fax.: (41) 3225-6729

DOHMS