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  • CME discute redimensionamento da educação infantil com protestos
    08 | 11 | 2017 - 14:49 Informe-se

    CME discute redimensionamento da educação infantil com protestos

    A reunião Conselho Municipal de Educação foi marcada por protestos contra o redimensionamento da educação infantil

    O Conselho Municipal de Educação (CME) se reuniu na manhã desta quarta-feira (8) para dar continuidade ao debate sobre mudanças nas normas e princípios para a educação infantil no Sistema Municipal de Ensino de Curitiba (SISMEN). Mães, pais e professores da rede estavam presentes na reunião para protestar contra as mudanças que atacam a qualidade da educação infantil.

    A proposta apresentada pela secretária municipal de Educação desrespeita o Plano Municipal de Educação (PME), precarizando as condições de trabalho dos profissionais e prejudicando a qualidade de educação pública do município. As alterações dos artigos 12 e 69, por exemplo, mudam o padrão de atendimento e aumentam o número de crianças por professor em cada turma.

    Outras mudanças incluem o artigo 18 e 19, que permite licenciatura Plena como formação mínima para o exercício do magistério e admite auxiliares de ensino médio, sem a necessidade de concurso-público, desde que não atue sozinho em nenhum momento dentro da sala de aula.

    Os membros do Conselho, grupo que também é composto por representantes da comunidade escolar, SISMMAC e sismuc, fizeram algumas falas de críticas às mudanças propostas. Além da proposta ter sido formulada por redatores de outra formação do CME, as medidas descumprem o Plano Municipal de Educação, não consideram as questões pedagógicas e afetam toda a comunidade escolar. Por isso, a organização de uma audiência pública foi sugerida durante o debate para discutir o tema amplamente com a população.

    A sugestão de audiência pública foi rejeitada no Conselho por oito votos contra quatro. No entanto, a representante do sismuc solicitou um pedido de vistas da proposta e o debate será retomado apenas nas próximas reuniões do conselho, que ocorrem nos dias 5 e 6 de dezembro.

    Confira alguns pontos do Plano Municipal de Educação desrespeitados pela nova proposta:

    "META 1: Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola, para as crianças de 4 (quatro) a 6 (seis) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender 100% (cem por cento) das crianças de até, no máximo, 3 (três) anos até o final da vigência deste PME, preferencialmente na rede pública.

    1.11 Promover a formação inicial e continuada dos(as) profissionais da educação básica escolar que atuam na educação infantil, garantindo, em 5 (cinco) anos, o atendimento desses alunos por profissionais com formação superior, prevista em lei.

    META 19: Reduzir o número de estudantes por turmas:

    19.2 Implantar, de forma gradativa, o limite de estudantes por profissional e por turma conforme o seguinte padrão, 0-1 até 5 crianças, de 1-2 até 8 crianças, 2-3 até 10 crianças, 3-5 até 15 crianças, ensino fundamental séries iniciais até 20 estudantes, fundamental séries finais até 25 estudantes, no período de vigência do PME."

    Protestos

    a comunidade escolar da educação infantil estava presente no local da reunião para protestar contra os ataques à qualidade da educação infantil. Apesar dos cartazes expressando indignação, o protesto durante a reunião foi silencioso, pois nenhum manifestante teve a oportunidade de fazer uma fala e ser escutado pelo Conselho.

    Alerta para a educação

    A direção do SISMMAC vai continuar acompanhado as discussões do CME sobre o redimensionamento nos CMEIs e outros assuntos. Essas são medidas que a Prefeitura pode estender para a rede municipal de ensino para reduzir o número de professores nas escolas.

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  • 08 | 11 | 2017 - 14:49 Informe-se
    CME discute redimensionamento da educação infantil com protestos

    CME discute redimensionamento da educação infantil com protestos

    A reunião Conselho Municipal de Educação foi marcada por protestos contra o redimensionamento da educação infantil

    O Conselho Municipal de Educação (CME) se reuniu na manhã desta quarta-feira (8) para dar continuidade ao debate sobre mudanças nas normas e princípios para a educação infantil no Sistema Municipal de Ensino de Curitiba (SISMEN). Mães, pais e professores da rede estavam presentes na reunião para protestar contra as mudanças que atacam a qualidade da educação infantil.

    A proposta apresentada pela secretária municipal de Educação desrespeita o Plano Municipal de Educação (PME), precarizando as condições de trabalho dos profissionais e prejudicando a qualidade de educação pública do município. As alterações dos artigos 12 e 69, por exemplo, mudam o padrão de atendimento e aumentam o número de crianças por professor em cada turma.

    Outras mudanças incluem o artigo 18 e 19, que permite licenciatura Plena como formação mínima para o exercício do magistério e admite auxiliares de ensino médio, sem a necessidade de concurso-público, desde que não atue sozinho em nenhum momento dentro da sala de aula.

    Os membros do Conselho, grupo que também é composto por representantes da comunidade escolar, SISMMAC e sismuc, fizeram algumas falas de críticas às mudanças propostas. Além da proposta ter sido formulada por redatores de outra formação do CME, as medidas descumprem o Plano Municipal de Educação, não consideram as questões pedagógicas e afetam toda a comunidade escolar. Por isso, a organização de uma audiência pública foi sugerida durante o debate para discutir o tema amplamente com a população.

    A sugestão de audiência pública foi rejeitada no Conselho por oito votos contra quatro. No entanto, a representante do sismuc solicitou um pedido de vistas da proposta e o debate será retomado apenas nas próximas reuniões do conselho, que ocorrem nos dias 5 e 6 de dezembro.

    Confira alguns pontos do Plano Municipal de Educação desrespeitados pela nova proposta:

    "META 1: Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola, para as crianças de 4 (quatro) a 6 (seis) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender 100% (cem por cento) das crianças de até, no máximo, 3 (três) anos até o final da vigência deste PME, preferencialmente na rede pública.

    1.11 Promover a formação inicial e continuada dos(as) profissionais da educação básica escolar que atuam na educação infantil, garantindo, em 5 (cinco) anos, o atendimento desses alunos por profissionais com formação superior, prevista em lei.

    META 19: Reduzir o número de estudantes por turmas:

    19.2 Implantar, de forma gradativa, o limite de estudantes por profissional e por turma conforme o seguinte padrão, 0-1 até 5 crianças, de 1-2 até 8 crianças, 2-3 até 10 crianças, 3-5 até 15 crianças, ensino fundamental séries iniciais até 20 estudantes, fundamental séries finais até 25 estudantes, no período de vigência do PME."

    Protestos

    a comunidade escolar da educação infantil estava presente no local da reunião para protestar contra os ataques à qualidade da educação infantil. Apesar dos cartazes expressando indignação, o protesto durante a reunião foi silencioso, pois nenhum manifestante teve a oportunidade de fazer uma fala e ser escutado pelo Conselho.

    Alerta para a educação

    A direção do SISMMAC vai continuar acompanhado as discussões do CME sobre o redimensionamento nos CMEIs e outros assuntos. Essas são medidas que a Prefeitura pode estender para a rede municipal de ensino para reduzir o número de professores nas escolas.

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