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  • Prefeitura quer privatizar saúde e educação de Curitiba
    21 | 08 | 2017 - 17:20 Informe-se

    Prefeitura quer privatizar saúde e educação de Curitiba

    Vereadores da bancada do prefeito aprovam regime de urgência em projeto que afeta toda a população

    O prefeito Rafael Greca quer privatizar a saúde e a educação da nossa cidade. O projeto de lei que prevê a terceirização desses serviços por meio das Organizações Sociais (OSs) foi protocolado pelo executivo na Câmara na última sexta-feira (18). E, hoje (21), a bancada do tratoraço aprovou o regime de urgência para tramitação do PL, que pode ser votado já na semana que vem, sem nenhuma discussão.

    Experiências com OSs

    O Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), que é uma OS, tem uma relação bem questionável de prestação de serviço à Prefeitura de Curitiba.

    O ICI é alvo de investigação do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sob suspeita de subcontratar empresas para a realização de serviços que, contratualmente, deveriam ser realizadas pelo ICI.
    A cena de guerra montada para aprovar o pacotaço não foi suficiente para “recuperar os cofres cidade”, e agora o prefeito afirma que a terceirização precisa passar para que os serviços prestados à população possam continuar. Mas, na verdade, esse novo ataque é mais uma tentativa de desmonte dos serviços públicos.

    Hoje, as Organizações Sociais não podem prestar serviços de assistência médica em unidades de saúde e inerentes à educação, ligados à rede municipal.

    Urgência

    Ao responder o questionamento dos vereadores da oposição sobre a necessidade do regime de urgência, o líder do prefeito na Câmara, o vereador Pier Petruzziello, afirmou que a medida valerá apenas para as novas unidades de saúde e educacionais.

    Entretanto, o projeto muda toda a estrutura de organização do município nas áreas de saúde e educação e essa é uma discussão que precisa ser feita com o conjunto da população que usufrui desses serviços e também com os trabalhadores que serão diretamente afetados.

    Concurso público

    Enquanto a administração de Curitiba tenta precarizar a educação e a saúde da cidade e, para isso, quer aprovar mais um projeto de lei às pressas na Câmara Municipal, centenas de professoras e professores, de docência I e II, aprovados no último concurso aguardam nomeação.

    Convocar esses profissionais e colocar escolas e CMEIs para funcionar com qualidade não exige nenhuma nova lei. Basta que o prefeito Rafael Greca cumpra leis que já existem, como a Lei do Piso, que garante os 33,33% de hora-atividade.
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  • 21 | 08 | 2017 - 17:20 Informe-se
    Prefeitura quer privatizar saúde e educação de Curitiba

    Prefeitura quer privatizar saúde e educação de Curitiba

    Vereadores da bancada do prefeito aprovam regime de urgência em projeto que afeta toda a população

    O prefeito Rafael Greca quer privatizar a saúde e a educação da nossa cidade. O projeto de lei que prevê a terceirização desses serviços por meio das Organizações Sociais (OSs) foi protocolado pelo executivo na Câmara na última sexta-feira (18). E, hoje (21), a bancada do tratoraço aprovou o regime de urgência para tramitação do PL, que pode ser votado já na semana que vem, sem nenhuma discussão.

    Experiências com OSs

    O Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), que é uma OS, tem uma relação bem questionável de prestação de serviço à Prefeitura de Curitiba.

    O ICI é alvo de investigação do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sob suspeita de subcontratar empresas para a realização de serviços que, contratualmente, deveriam ser realizadas pelo ICI.
    A cena de guerra montada para aprovar o pacotaço não foi suficiente para “recuperar os cofres cidade”, e agora o prefeito afirma que a terceirização precisa passar para que os serviços prestados à população possam continuar. Mas, na verdade, esse novo ataque é mais uma tentativa de desmonte dos serviços públicos.

    Hoje, as Organizações Sociais não podem prestar serviços de assistência médica em unidades de saúde e inerentes à educação, ligados à rede municipal.

    Urgência

    Ao responder o questionamento dos vereadores da oposição sobre a necessidade do regime de urgência, o líder do prefeito na Câmara, o vereador Pier Petruzziello, afirmou que a medida valerá apenas para as novas unidades de saúde e educacionais.

    Entretanto, o projeto muda toda a estrutura de organização do município nas áreas de saúde e educação e essa é uma discussão que precisa ser feita com o conjunto da população que usufrui desses serviços e também com os trabalhadores que serão diretamente afetados.

    Concurso público

    Enquanto a administração de Curitiba tenta precarizar a educação e a saúde da cidade e, para isso, quer aprovar mais um projeto de lei às pressas na Câmara Municipal, centenas de professoras e professores, de docência I e II, aprovados no último concurso aguardam nomeação.

    Convocar esses profissionais e colocar escolas e CMEIs para funcionar com qualidade não exige nenhuma nova lei. Basta que o prefeito Rafael Greca cumpra leis que já existem, como a Lei do Piso, que garante os 33,33% de hora-atividade.

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