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  • Em propaganda, Prefeitura omite informações sobre reajuste de 10,36%
    15 | 04 | 2016 - 10:34 Informe-se

    Em propaganda, Prefeitura omite informações sobre reajuste de 10,36%

    Confira abaixo o contraponto do magistério para as informações que foram omitidas ou distorcidas pela Prefeitura

    A Prefeitura enviou às escolas e demais unidades de ensino um panfleto em que propagandeia o reajuste de 10,36% que será pago aos servidores municipais de Curitiba no contracheque de abril.

    Além de omitir algumas informações importantes, a Prefeitura também trata a reposição da inflação de forma oportunista, como se fosse um presente da administração os servidores.

    Não caia nessa propaganda enganosa! Confira abaixo o contraponto do magistério de Curitiba para cada uma das informações que foram omitidas ou distorcidas pela administração municipal no panfleto.

    Reposição da inflação não é aumento, nem ganho salarial

    A reposição da inflação não é um presente do empregador. É um direito que busca recuperar o poder de compra dos trabalhadores que foi corroído pela inflação no período anterior. Ou seja, o reajuste que visa cobrir o aumento dos preços da comida, da moradia, da conta de luz, do transporte e de outros serviços.

    Ao contrário do que diz o panfleto da Prefeitura, reposição da inflação não é “ganho”, nem “valorização”. É importante relembrar que o magistério de Curitiba não recebe reajuste acima da inflação desde o início da gestão Fruet.

    O reajuste de 10,36% está abaixo da inflação real de Curitiba

    A propaganda da administração municipal também mente ao falar em política de proteção ao salário.

    O reajuste de 10,36% é menor do que a inflação real de Curitiba, que ficou em 12,86%. Ao não cobrir toda a inflação do período, a Prefeitura impõe na verdade uma desvalorização do nosso poder de compra, pois os preços neste ano subiram mais do que os nossos salários.

    Será mesmo que os servidores estão acima da crise?

    Enquanto o reajuste de 10,36% pago aos servidores municipais foi calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o reajuste da tarifa técnica paga à máfia do transporte coletivo teve como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 11,08%.

    Se queria 'proteger' os servidores dos impactos da crise, como diz no panfleto, a administração deveria, no mínimo, ter escolhido o mesmo índice de inflação que usou para favorecer os empresários do transporte.

    Além disso, a administração municipal segurou a liberação de concursos públicos ao longo do último ano, o que afeta nossas condições de trabalho. Também se recusou a pagar o retroativo das distorções para os aposentados e pretende atrasar em seis meses o pagamento do crescimento vertical. Segundo o decreto 1397 e o edital, o pagamento será feito em julho ao invés de janeiro, sem garantia de retroativo.

    Aumento de 47,5%? No meu contracheque é que não foi!

    O panfleto da Prefeitura propagandeia um suposto aumento médio de 47,05% que os servidores teriam recebido desde 2012. Além de o material não explicar de onde vem essa informação, é importante lembrar que a gestão Fruet só assumiu em 2013 e por isso não deveria incluir em sua propaganda dados de 2012.

    É verdade que algumas categorias tiveram ganhos com incorporação de gratificações e com o aumento dos pisos. Entretanto, para o magistério de Curitiba, não houve aumento algum nos salários. Os reajustes salariais pagos na data-base cobriram apenas a inflação dos últimos anos (e ainda de forma incompleta) e somam 21%.

    Com muita luta e pressão, conseguimos fazer com que a Prefeitura colocasse em práticas as primeiras etapas da implantação do novo Plano de Carreira, que já trouxe ganhos para a maior parte da categoria. Esses benefícios não substituem a reposição da inflação ou o aumento salarial. São parte de uma política de incentivo à formação continuada e ao tempo de serviço e não beneficiam o conjunto da categoria da mesma forma.

    Além de recompor o poder de compra que foi corroído pela inflação, os reajustes salariais devem promover uma constante valorização do piso salarial da nossa categoria como forma de valorizar e incentivar o ingresso na carreira.

    A verdade por trás da propaganda do "reajuste sem parcelamento"

    Também é contraditória a propaganda que a Prefeitura faz do pagamento do reajuste em parcela única. No panfleto, tenta se diferenciar de outras gestões que parcelaram ou ameaçam não pagar a reposição da inflação. Entretanto, esquece de dizer que até o dia 21 a proposta da administração era de reajuste parcelado em duas vezes.

    Essa proposta só foi revertida pela pressão dos quatro sindicatos que representam o conjunto dos servidores municipais do Curitiba.

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  • 15 | 04 | 2016 - 10:34 Informe-se
    Em propaganda, Prefeitura omite informações sobre reajuste de 10,36%

    Em propaganda, Prefeitura omite informações sobre reajuste de 10,36%

    Confira abaixo o contraponto do magistério para as informações que foram omitidas ou distorcidas pela Prefeitura

    A Prefeitura enviou às escolas e demais unidades de ensino um panfleto em que propagandeia o reajuste de 10,36% que será pago aos servidores municipais de Curitiba no contracheque de abril.

    Além de omitir algumas informações importantes, a Prefeitura também trata a reposição da inflação de forma oportunista, como se fosse um presente da administração os servidores.

    Não caia nessa propaganda enganosa! Confira abaixo o contraponto do magistério de Curitiba para cada uma das informações que foram omitidas ou distorcidas pela administração municipal no panfleto.

    Reposição da inflação não é aumento, nem ganho salarial

    A reposição da inflação não é um presente do empregador. É um direito que busca recuperar o poder de compra dos trabalhadores que foi corroído pela inflação no período anterior. Ou seja, o reajuste que visa cobrir o aumento dos preços da comida, da moradia, da conta de luz, do transporte e de outros serviços.

    Ao contrário do que diz o panfleto da Prefeitura, reposição da inflação não é “ganho”, nem “valorização”. É importante relembrar que o magistério de Curitiba não recebe reajuste acima da inflação desde o início da gestão Fruet.

    O reajuste de 10,36% está abaixo da inflação real de Curitiba

    A propaganda da administração municipal também mente ao falar em política de proteção ao salário.

    O reajuste de 10,36% é menor do que a inflação real de Curitiba, que ficou em 12,86%. Ao não cobrir toda a inflação do período, a Prefeitura impõe na verdade uma desvalorização do nosso poder de compra, pois os preços neste ano subiram mais do que os nossos salários.

    Será mesmo que os servidores estão acima da crise?

    Enquanto o reajuste de 10,36% pago aos servidores municipais foi calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o reajuste da tarifa técnica paga à máfia do transporte coletivo teve como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 11,08%.

    Se queria 'proteger' os servidores dos impactos da crise, como diz no panfleto, a administração deveria, no mínimo, ter escolhido o mesmo índice de inflação que usou para favorecer os empresários do transporte.

    Além disso, a administração municipal segurou a liberação de concursos públicos ao longo do último ano, o que afeta nossas condições de trabalho. Também se recusou a pagar o retroativo das distorções para os aposentados e pretende atrasar em seis meses o pagamento do crescimento vertical. Segundo o decreto 1397 e o edital, o pagamento será feito em julho ao invés de janeiro, sem garantia de retroativo.

    Aumento de 47,5%? No meu contracheque é que não foi!

    O panfleto da Prefeitura propagandeia um suposto aumento médio de 47,05% que os servidores teriam recebido desde 2012. Além de o material não explicar de onde vem essa informação, é importante lembrar que a gestão Fruet só assumiu em 2013 e por isso não deveria incluir em sua propaganda dados de 2012.

    É verdade que algumas categorias tiveram ganhos com incorporação de gratificações e com o aumento dos pisos. Entretanto, para o magistério de Curitiba, não houve aumento algum nos salários. Os reajustes salariais pagos na data-base cobriram apenas a inflação dos últimos anos (e ainda de forma incompleta) e somam 21%.

    Com muita luta e pressão, conseguimos fazer com que a Prefeitura colocasse em práticas as primeiras etapas da implantação do novo Plano de Carreira, que já trouxe ganhos para a maior parte da categoria. Esses benefícios não substituem a reposição da inflação ou o aumento salarial. São parte de uma política de incentivo à formação continuada e ao tempo de serviço e não beneficiam o conjunto da categoria da mesma forma.

    Além de recompor o poder de compra que foi corroído pela inflação, os reajustes salariais devem promover uma constante valorização do piso salarial da nossa categoria como forma de valorizar e incentivar o ingresso na carreira.

    A verdade por trás da propaganda do "reajuste sem parcelamento"

    Também é contraditória a propaganda que a Prefeitura faz do pagamento do reajuste em parcela única. No panfleto, tenta se diferenciar de outras gestões que parcelaram ou ameaçam não pagar a reposição da inflação. Entretanto, esquece de dizer que até o dia 21 a proposta da administração era de reajuste parcelado em duas vezes.

    Essa proposta só foi revertida pela pressão dos quatro sindicatos que representam o conjunto dos servidores municipais do Curitiba.

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