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  • Professores de 6º ao 9º ano discutem condições de trabalho
    28 | 03 | 2018 - 22:17 Condições de Trabalho

    Professores de 6º ao 9º ano discutem condições de trabalho

    Professoras e professores se reuniram na sede do SISMMAC para debater a mobilização por melhores condições de trabalho

    Na noite desta quarta-feira (28), profissionais de escolas de 6º ao 9º ano se reuniram na sede do SISMMAC para discutir a questão do dia sem vínculo, que foi ameaçado pela Prefeitura por meio de um comunicado não-oficial.

    As professoras e professores presentes na reunião promoveram um momento de troca de experiências e debate sobre a organização das unidades escolares em relação ao dia sem vínculo e à mobilização para avançar na pauta da hora-aula e falta de professores. Também foi levantado o fato de os alunos de 6º ao 9º ano não terem mais o atendimento no CMAE (Centro Municipal de Atendimento Especializado).

    Além disso, a professora Alice Cristina, do SISMMAR, esteve presente para falar sobre a luta dos professores de Araucária quando, por meio dos questionamentos do Ministério Público, o dia sem vínculo foi retirado pela Prefeitura.

    A professora explanou a piora nas condições de trabalho e a saída da administração municipal em promover a estadualização do 6º ao 9º ano em algumas unidades. Dessa forma, a administração garantiu não precisar contratar mais docentes para lecionar na segunda etapa do ensino fundamental. Isso não é bom para a categoria, pois os professores deste segmento ficam cada vez mais isolados em suas pautas.

    Mobilização

    O relato da trajetória dos professores de Araucária e da rede estadual é um alerta para possíveis ataques na rede municipal de Curitiba. Esse alinhamento dos governos em retirar direitos deve ser enfrentado com resistência.

    Por isso, para intensificar a organização interna, o SISMMAC sugeriu que esse assunto seja debatido nos conselhos de escola e, posteriormente, se encaminhe um diálogo com a comunidade escolar através de uma assembleia de pais. Além disso, foi indicado fazer um levantamento da falta dos professores nas unidades escolares.

    Visitas e debate nas unidades

    Outro encaminhamento da reunião foi que, durante o mês de abril, a direção do SISMMAC vai realizar visitas durantes as reuniões pedagógicas e de integração das escolas de 6º ao 9º ano para acompanhar o levantamento da falta de professores e analisar as formas de construir a mobilização e resistência com a comunidade.

    Já a orientação do Sindicato em relação ao dia sem vínculo continua a mesma: enquanto a Prefeitura não enviar um documento oficial para as direções de escola e explicações plausíveis, nossa orientação é que se mantenha a organização interna da carga horária de todos os profissionais, sem distinção. Para isso, o Conselho de Escola pode reunir e registrar essa defesa em ata, garantindo o amplo debate, transparência e isonomia entre todos os profissionais e autonomia para a organização pedagógica da unidade.

    Comunicado da SME

    De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SME), profissionais laudo, pedagogos, direções e vice-direção não poderão mais cumprir a jornada de cinco horas diárias e usufruir do dia sem vínculo. A SME, em contato telefônico com o a direção do SISMMAC, informou que não tem intenção de acabar com o dia sem vínculo, e sim de encontrar meios de regulamentá-lo devido às complicações legais com aposentadoria e acidentes durante a jornada de trabalho.

    Apesar dos motivos apresentados pela Secretaria, a reunião dos professores de escolas de 6º ao 9º apontou um movimento da Prefeitura de precarização das condições de trabalho dos profissionais da educação da rede municipal, como a falta de professores e péssimas condições de trabalho e a impossibilidade da organização do dia sem vínculo, que é mais uma forma de justificar e fazer os professores aceitarem a estadualização das 11 escolas de 6º ao 9º ano da rede municipal.

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  • 28 | 03 | 2018 - 22:17 Condições de Trabalho
    Professores de 6º ao 9º ano discutem condições de trabalho

    Professores de 6º ao 9º ano discutem condições de trabalho

    Professoras e professores se reuniram na sede do SISMMAC para debater a mobilização por melhores condições de trabalho

    Na noite desta quarta-feira (28), profissionais de escolas de 6º ao 9º ano se reuniram na sede do SISMMAC para discutir a questão do dia sem vínculo, que foi ameaçado pela Prefeitura por meio de um comunicado não-oficial.

    As professoras e professores presentes na reunião promoveram um momento de troca de experiências e debate sobre a organização das unidades escolares em relação ao dia sem vínculo e à mobilização para avançar na pauta da hora-aula e falta de professores. Também foi levantado o fato de os alunos de 6º ao 9º ano não terem mais o atendimento no CMAE (Centro Municipal de Atendimento Especializado).

    Além disso, a professora Alice Cristina, do SISMMAR, esteve presente para falar sobre a luta dos professores de Araucária quando, por meio dos questionamentos do Ministério Público, o dia sem vínculo foi retirado pela Prefeitura.

    A professora explanou a piora nas condições de trabalho e a saída da administração municipal em promover a estadualização do 6º ao 9º ano em algumas unidades. Dessa forma, a administração garantiu não precisar contratar mais docentes para lecionar na segunda etapa do ensino fundamental. Isso não é bom para a categoria, pois os professores deste segmento ficam cada vez mais isolados em suas pautas.

    Mobilização

    O relato da trajetória dos professores de Araucária e da rede estadual é um alerta para possíveis ataques na rede municipal de Curitiba. Esse alinhamento dos governos em retirar direitos deve ser enfrentado com resistência.

    Por isso, para intensificar a organização interna, o SISMMAC sugeriu que esse assunto seja debatido nos conselhos de escola e, posteriormente, se encaminhe um diálogo com a comunidade escolar através de uma assembleia de pais. Além disso, foi indicado fazer um levantamento da falta dos professores nas unidades escolares.

    Visitas e debate nas unidades

    Outro encaminhamento da reunião foi que, durante o mês de abril, a direção do SISMMAC vai realizar visitas durantes as reuniões pedagógicas e de integração das escolas de 6º ao 9º ano para acompanhar o levantamento da falta de professores e analisar as formas de construir a mobilização e resistência com a comunidade.

    Já a orientação do Sindicato em relação ao dia sem vínculo continua a mesma: enquanto a Prefeitura não enviar um documento oficial para as direções de escola e explicações plausíveis, nossa orientação é que se mantenha a organização interna da carga horária de todos os profissionais, sem distinção. Para isso, o Conselho de Escola pode reunir e registrar essa defesa em ata, garantindo o amplo debate, transparência e isonomia entre todos os profissionais e autonomia para a organização pedagógica da unidade.

    Comunicado da SME

    De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SME), profissionais laudo, pedagogos, direções e vice-direção não poderão mais cumprir a jornada de cinco horas diárias e usufruir do dia sem vínculo. A SME, em contato telefônico com o a direção do SISMMAC, informou que não tem intenção de acabar com o dia sem vínculo, e sim de encontrar meios de regulamentá-lo devido às complicações legais com aposentadoria e acidentes durante a jornada de trabalho.

    Apesar dos motivos apresentados pela Secretaria, a reunião dos professores de escolas de 6º ao 9º apontou um movimento da Prefeitura de precarização das condições de trabalho dos profissionais da educação da rede municipal, como a falta de professores e péssimas condições de trabalho e a impossibilidade da organização do dia sem vínculo, que é mais uma forma de justificar e fazer os professores aceitarem a estadualização das 11 escolas de 6º ao 9º ano da rede municipal.

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