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  • Por que o 20 de novembro e não o 13 de maio
    13 | 05 | 2016 - 12:53 Cultura

    Por que o 20 de novembro e não o 13 de maio

    Lei Áurea não coloca o povo negro como protagonista da luta contra a escravidão

    Hoje é dia 13 de maio e, para além da mística em torno das sextas-feiras 13, viemos aqui para trazer uma posição à respeito da data em que a Lei Áurea foi assinada, em 1888. Em muitas redes municipais e estaduais o dia de hoje é tratado como um marco do fim da escravidão. Entretanto, o movimento negro reivindica o dia 20 de novembro como data de comemoração e reflexão acerca da resistência da população escravizada no Brasil.

    Isso porque a história aponta a Lei Áurea como uma concessão e não coloca o negro como protagonista na luta contra a escravidão. A Lei também libertou apenas 5% da população de escravizados, os demais conquistaram a liberdade por meios próprios, com fugas, formação de quilombos, organização de irmandades para compra de alforria, entre outros.

    O dia 20 de novembro é referência para o movimento negro porque a data celebra a resistência empreendida pelo Quilombo de Palmares, uma construção de vanguarda no seio da sociedade escravagista. Palmares existiu por mais de cem anos, congregando não somente negros escravizados em busca de liberdade, mas também povos nativos e uma parcela da população branca em condição de pobreza, perseguida e explorada pela estrutura escravocrata.

    Esta data lembra mais que a morte de Zumbi, o último grande líder de Palmares, mas a memória da resistência da população negra no Brasil.

    Para marcar a história de resistência do movimento negro, a Associação Capoeira Angola Dobrada (Acad) promove uma roda de capoeira nesta sexta-feira (13), às 19h. A atividade acontece na sede da Acad do bairro Campo Comprido (Rua Edmar Ernsen, 281, próximo ao terminal de ônibus do Campo Comprido).

    Oficinas

    Nas próximas semanas tem oficina de capoeira nas escolas e também na Acad. Confira as datas:

    18/5 – Escola Municipal CEI Rita Anna de Cassia (Rua Fortaleza, 1629 – Cajuru). Das 9h às 11h.

    18/5 – Escola Municipal Wenceslau Braz (Rua O Brasil para Cristo, 2090 – Boqueirão). Das 14h às 16h.

    25/5 – Oficina na Acad. Das 9h às 11h e das 14h às 16h. Continuidade da confecção do berimbau e aula.

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  • 13 | 05 | 2016 - 12:53 Cultura
    Por que o 20 de novembro e não o 13 de maio

    Por que o 20 de novembro e não o 13 de maio

    Lei Áurea não coloca o povo negro como protagonista da luta contra a escravidão

    Hoje é dia 13 de maio e, para além da mística em torno das sextas-feiras 13, viemos aqui para trazer uma posição à respeito da data em que a Lei Áurea foi assinada, em 1888. Em muitas redes municipais e estaduais o dia de hoje é tratado como um marco do fim da escravidão. Entretanto, o movimento negro reivindica o dia 20 de novembro como data de comemoração e reflexão acerca da resistência da população escravizada no Brasil.

    Isso porque a história aponta a Lei Áurea como uma concessão e não coloca o negro como protagonista na luta contra a escravidão. A Lei também libertou apenas 5% da população de escravizados, os demais conquistaram a liberdade por meios próprios, com fugas, formação de quilombos, organização de irmandades para compra de alforria, entre outros.

    O dia 20 de novembro é referência para o movimento negro porque a data celebra a resistência empreendida pelo Quilombo de Palmares, uma construção de vanguarda no seio da sociedade escravagista. Palmares existiu por mais de cem anos, congregando não somente negros escravizados em busca de liberdade, mas também povos nativos e uma parcela da população branca em condição de pobreza, perseguida e explorada pela estrutura escravocrata.

    Esta data lembra mais que a morte de Zumbi, o último grande líder de Palmares, mas a memória da resistência da população negra no Brasil.

    Para marcar a história de resistência do movimento negro, a Associação Capoeira Angola Dobrada (Acad) promove uma roda de capoeira nesta sexta-feira (13), às 19h. A atividade acontece na sede da Acad do bairro Campo Comprido (Rua Edmar Ernsen, 281, próximo ao terminal de ônibus do Campo Comprido).

    Oficinas

    Nas próximas semanas tem oficina de capoeira nas escolas e também na Acad. Confira as datas:

    18/5 – Escola Municipal CEI Rita Anna de Cassia (Rua Fortaleza, 1629 – Cajuru). Das 9h às 11h.

    18/5 – Escola Municipal Wenceslau Braz (Rua O Brasil para Cristo, 2090 – Boqueirão). Das 14h às 16h.

    25/5 – Oficina na Acad. Das 9h às 11h e das 14h às 16h. Continuidade da confecção do berimbau e aula.

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