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  • Previdência privada é proposta da atual gestão
    13 | 02 | 2017 - 18:12 Aposentadoria

    Previdência privada é proposta da atual gestão

    Greca pega carona na Reforma da Previdência para resolver suposto problema orçamentário com o dinheiro dos trabalhadores

    Na última sexta-feira (10), a direção do SISMMAC tomou conhecimento sobre o que a nova gestão pretende implementar no Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC). A administração de Rafael Greca quer privatizar a previdência dos trabalhadores do município.

    O novo presidente do IPMC, José Luiz Rauen, é defensor da previdência complementar e apresentou essa possibilidade para transformar os supostos problemas financeiros que a Prefeitura tem com o Instituto em problemas exclusivos do IPMC.

    Como a criação da previdência complementar no município precisa de autorização legislativa, a intenção da atual administração é enviar a medida para a Câmara de Vereadores em até 90 dias, o que, na prática, impede um amplo e profundo diálogo com o conjunto dos servidores públicos municipais.

    Além dessa tentativa de retirada de direitos, há também a reengenharia no IPMC, que vem sendo anunciada pelo prefeito Rafael Greca, que não dá muitos detalhes do que se trata. Essa reengenharia pode significar uma mudança na política de investimentos do IPMC, colocando em risco as atuais aplicações financeiras, e o fim dos aportes realizados pela Prefeitura.

    Dívida da Prefeitura com o IPMC
    A direção do SISMMAC deixou claro que o problema do IPMC são os sistemáticos calotes dados pela gestão do prefeito Gustavo Fruet, que deixou de fazer os aportes em 13 meses, de agosto de 2015 a abril de 2016 e também em setembro, outubro, novembro e dezembro do ano passado. O prefeito Rafael Greca também não realizou os aportes em seu primeiro mês de gestão.

    A falta dos aportes que deveriam ter sido realizados de setembro de 2016 a janeiro de 2017 fez com que a Prefeitura de Curitiba ficasse inadimplente frente à Secretaria da Previdência Social. Para garantir repasses federais, o atual prefeito parcelou a dívida sem nem mesmo discutir a questão na Câmara Municipal, alegando que lei que regulamentou o primeiro parcelamento abriu margem para esse tipo de medida.

    É preciso salientar que a previdência dos servidores municipais de Curitiba é equilibrada e, inclusive, tem superávit. Mas, para que isso continue, é preciso que a Prefeitura mantenha os aportes mensais que faz ao IPMC. Hoje, o Instituto é uma opção segura para a aposentadoria dos trabalhadores do município. Qualquer proposta que altera a política de investimentos do fundo, coloca em risco algo que hoje é seguro para o conjunto dos servidores do município.

    Entenda como funciona a previdência complementar
    Hoje, existem duas formas de previdência complementar: a aberta e a fechada. A aberta é aquela oferecida por seguradoras e bancos. A fechada são aquelas nas quais grupos de trabalhadores contribuem para formação de fundos de pensão.

    Apesar da administração não ter revelado muitas informações a respeito do modelo que irá implementar, a previdência complementar fechada é a mais característica que vem sendo implementado por estados e municípios, quando os governos impõem ataques à previdência.

    Além de entrar no mercado de risco, a administração dos fundos de pensão não tem participação dos trabalhadores e o gerenciamento do dinheiro fica a cargo da iniciativa privada. A porcentagem de contribuição dos servidores que entram para o quadro de funcionários do município, caso a mudança seja aprovada, também deve aumentar.

    Na prática, o que acontece é que os servidores irão contribuir mais para receber menos na aposentadoria. Isso porque, na previdência complementar, estabelece-se um teto para contribuição. E o trabalhador contribui com 11% sobre o valor do teto. Caso o servidor queira receber acima desse teto, ele deverá aumentar o percentual de contribuição em até 8,5% sobre a diferença.

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  • 13 | 02 | 2017 - 18:12 Aposentadoria
    Previdência privada é proposta da atual gestão

    Previdência privada é proposta da atual gestão

    Greca pega carona na Reforma da Previdência para resolver suposto problema orçamentário com o dinheiro dos trabalhadores

    Na última sexta-feira (10), a direção do SISMMAC tomou conhecimento sobre o que a nova gestão pretende implementar no Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC). A administração de Rafael Greca quer privatizar a previdência dos trabalhadores do município.

    O novo presidente do IPMC, José Luiz Rauen, é defensor da previdência complementar e apresentou essa possibilidade para transformar os supostos problemas financeiros que a Prefeitura tem com o Instituto em problemas exclusivos do IPMC.

    Como a criação da previdência complementar no município precisa de autorização legislativa, a intenção da atual administração é enviar a medida para a Câmara de Vereadores em até 90 dias, o que, na prática, impede um amplo e profundo diálogo com o conjunto dos servidores públicos municipais.

    Além dessa tentativa de retirada de direitos, há também a reengenharia no IPMC, que vem sendo anunciada pelo prefeito Rafael Greca, que não dá muitos detalhes do que se trata. Essa reengenharia pode significar uma mudança na política de investimentos do IPMC, colocando em risco as atuais aplicações financeiras, e o fim dos aportes realizados pela Prefeitura.

    Dívida da Prefeitura com o IPMC
    A direção do SISMMAC deixou claro que o problema do IPMC são os sistemáticos calotes dados pela gestão do prefeito Gustavo Fruet, que deixou de fazer os aportes em 13 meses, de agosto de 2015 a abril de 2016 e também em setembro, outubro, novembro e dezembro do ano passado. O prefeito Rafael Greca também não realizou os aportes em seu primeiro mês de gestão.

    A falta dos aportes que deveriam ter sido realizados de setembro de 2016 a janeiro de 2017 fez com que a Prefeitura de Curitiba ficasse inadimplente frente à Secretaria da Previdência Social. Para garantir repasses federais, o atual prefeito parcelou a dívida sem nem mesmo discutir a questão na Câmara Municipal, alegando que lei que regulamentou o primeiro parcelamento abriu margem para esse tipo de medida.

    É preciso salientar que a previdência dos servidores municipais de Curitiba é equilibrada e, inclusive, tem superávit. Mas, para que isso continue, é preciso que a Prefeitura mantenha os aportes mensais que faz ao IPMC. Hoje, o Instituto é uma opção segura para a aposentadoria dos trabalhadores do município. Qualquer proposta que altera a política de investimentos do fundo, coloca em risco algo que hoje é seguro para o conjunto dos servidores do município.

    Entenda como funciona a previdência complementar
    Hoje, existem duas formas de previdência complementar: a aberta e a fechada. A aberta é aquela oferecida por seguradoras e bancos. A fechada são aquelas nas quais grupos de trabalhadores contribuem para formação de fundos de pensão.

    Apesar da administração não ter revelado muitas informações a respeito do modelo que irá implementar, a previdência complementar fechada é a mais característica que vem sendo implementado por estados e municípios, quando os governos impõem ataques à previdência.

    Além de entrar no mercado de risco, a administração dos fundos de pensão não tem participação dos trabalhadores e o gerenciamento do dinheiro fica a cargo da iniciativa privada. A porcentagem de contribuição dos servidores que entram para o quadro de funcionários do município, caso a mudança seja aprovada, também deve aumentar.

    Na prática, o que acontece é que os servidores irão contribuir mais para receber menos na aposentadoria. Isso porque, na previdência complementar, estabelece-se um teto para contribuição. E o trabalhador contribui com 11% sobre o valor do teto. Caso o servidor queira receber acima desse teto, ele deverá aumentar o percentual de contribuição em até 8,5% sobre a diferença.

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