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  • Prefeitura esconde desmonte de direitos ao falar de piso nacional
    24 | 01 | 2018 - 15:07 Mobilização

    Prefeitura esconde desmonte de direitos ao falar de piso nacional

    Em um ano, administração Greca piora situação da falta de professores na rede e 2018 começará com sobrecarga

    A Prefeitura de Curitiba tem como política propagandear uma imagem que não condiz com a realidade. É o que nos mostra a matéria publicada no dia 17 de janeiro no Portal Cidade do Conhecimento. A publicação afirma que os profissionais do magistério da capital paranaense recebem 56,2% a mais que o piso nacional.

    Depois de um ano de intensas lutas em busca da melhoria da qualidade da educação e dos demais serviços públicos que são destinados a população trabalhadora, a Prefeitura tenta esconder novamente o desmonte desses direitos.

    Em um ano, a administração Greca piorou a situação da falta de professores na rede. Para o início do ano letivo de 2018, faltam mais de mil professores. O prefeito também congelou os salários e os planos de carreiras de todos os servidores e aumentou impostos para os trabalhadores da cidade.

    Greca governou para os ricos!

    Problema nacional

    O piso salarial mais alto recebido por um professor municipal no Brasil ainda está muito abaixo da média paga aos trabalhadores com ensino superior.

    Hora-atividade

    A Prefeitura aproveita a publicação para alardear que irá contratar 542 professores, mas “esquece” de dizer que esse número é menos da metade das aposentadorias, exonerações e falecimentos que ocorreram desde o final de 2016. E também deixa para o final da matéria que esses profissionais do magistério só assumirão de fato suas vagas em maio deste ano.

    Ou seja, teremos um início letivo de 2018 com sobrecarga de trabalho.

    Na prática, isso revela que as professoras e professores que permaneceram no chão da escola não tiveram os 33,33% de hora-atividade, percentual mínimo exigido em lei para o planejamento das aulas. E estamos falando de uma referência mínima e não máxima. Em algumas redes de ensino, como a do Distrito Federal, os professores já possuem 50% de hora-atividade.
    O Observatório do Plano Nacional da Educação (OPNE) calcula o rendimento médio de professores com formação superior de modo que seja possível compará-lo ao de outras áreas. Com isso, dados de 2015 revelam que o professor brasileiro ganha apenas metade dos salários de outros profissionais com o mesmo nível de escolaridade (R$ 3.846,00). Infelizmente, a média vem crescendo muito lentamente nos últimos dez anos, o que indica que a valorização salarial está muito aquém do necessário.

    Além disso, segundo um estudo da Unesco, o salário médio do professor brasileiro em início de carreira é o terceiro mais baixo em um total de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. Outro levantamento feito pela Organização das Nações Unidas afirma que os professores brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários de sua categoria em todo o mundo e recebem uma renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional.

  • 24 | 01 | 2018 - 15:07 Mobilização
    Prefeitura esconde desmonte de direitos ao falar de piso nacional

    Prefeitura esconde desmonte de direitos ao falar de piso nacional

    Em um ano, administração Greca piora situação da falta de professores na rede e 2018 começará com sobrecarga

    A Prefeitura de Curitiba tem como política propagandear uma imagem que não condiz com a realidade. É o que nos mostra a matéria publicada no dia 17 de janeiro no Portal Cidade do Conhecimento. A publicação afirma que os profissionais do magistério da capital paranaense recebem 56,2% a mais que o piso nacional.

    Depois de um ano de intensas lutas em busca da melhoria da qualidade da educação e dos demais serviços públicos que são destinados a população trabalhadora, a Prefeitura tenta esconder novamente o desmonte desses direitos.

    Em um ano, a administração Greca piorou a situação da falta de professores na rede. Para o início do ano letivo de 2018, faltam mais de mil professores. O prefeito também congelou os salários e os planos de carreiras de todos os servidores e aumentou impostos para os trabalhadores da cidade.

    Greca governou para os ricos!

    Problema nacional

    O piso salarial mais alto recebido por um professor municipal no Brasil ainda está muito abaixo da média paga aos trabalhadores com ensino superior.

    Hora-atividade

    A Prefeitura aproveita a publicação para alardear que irá contratar 542 professores, mas “esquece” de dizer que esse número é menos da metade das aposentadorias, exonerações e falecimentos que ocorreram desde o final de 2016. E também deixa para o final da matéria que esses profissionais do magistério só assumirão de fato suas vagas em maio deste ano.

    Ou seja, teremos um início letivo de 2018 com sobrecarga de trabalho.

    Na prática, isso revela que as professoras e professores que permaneceram no chão da escola não tiveram os 33,33% de hora-atividade, percentual mínimo exigido em lei para o planejamento das aulas. E estamos falando de uma referência mínima e não máxima. Em algumas redes de ensino, como a do Distrito Federal, os professores já possuem 50% de hora-atividade.
    O Observatório do Plano Nacional da Educação (OPNE) calcula o rendimento médio de professores com formação superior de modo que seja possível compará-lo ao de outras áreas. Com isso, dados de 2015 revelam que o professor brasileiro ganha apenas metade dos salários de outros profissionais com o mesmo nível de escolaridade (R$ 3.846,00). Infelizmente, a média vem crescendo muito lentamente nos últimos dez anos, o que indica que a valorização salarial está muito aquém do necessário.

    Além disso, segundo um estudo da Unesco, o salário médio do professor brasileiro em início de carreira é o terceiro mais baixo em um total de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. Outro levantamento feito pela Organização das Nações Unidas afirma que os professores brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários de sua categoria em todo o mundo e recebem uma renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional.

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