Sismac
  • 17 | 05 | 2019 - 17:49 Condições de Trabalho

    Falta de contratação mantém déficit de 1.000 professores em Curitiba

    Falta de contratação mantém déficit de 1.000 professores em Curitiba
    Contratações realizadas por Greca com dois anos de atraso não repõem sequer todas as aposentadorias do período

    Nos últimos quatro anos, Curitiba perdeu 1.078 professoras e professores concursados. O déficit causado pela falta de uma política de reposição das aposentadorias e exonerações é sentido diariamente no chão da escola e foi confirmado pelos dados oficiais disponibilizados pela Prefeitura em abril.

    Com as nomeações realizadas em 2019, depois de dois anos de atraso, a gestão Greca contratou ao todo 946 profissionais do magistério. O número não repõe sequer todas as 1.277 aposentadorias e desligamentos do período. Isso significa que só gestão atual é responsável por um déficit de 331 profissionais de Docência I e Docência II.

    O buraco é ainda maior quando se consideram os últimos quatro anos. Desde 2015, 2.191 profissionais do magistério se aposentaram ou se desligaram do município, mas apenas 1.113 novos professores foram contratados.

    Para esconder o déficit, a Prefeitura impôs uma série de medidas tapa-buraco que só intensificaram o problema: cortou o número de trabalhadores da limpeza, tirou professores de educação física das oficinas nas escolas integrais, juntou crianças de 3 e 4 anos nas turmas únicas de pré e substituiu os professores de apoio à inclusão por estagiários.

    Demora na contratação via concurso público é causada por vontade política da administração municipal

    Greca e seus aliados mentiram durante a votação do PSS na Câmara dos Vereadores para tentar convencer a população de que a medida era necessária para agilizar a contratação de novos servidores. Na verdade, a falta de vontade política da administração é o único motivo para as contratações via concurso público demorarem tanto.

    O prefeito deixou o concurso de Docência II vencer em 2018 e adiou por dois anos a nomeação dos professores de Docência I para que os nossos concursados entrassem na rede sem o direito à licença-prêmio, com teto para aposentadoria e com a imposição de uma previdência privada.

    A gestão Greca não teve pudor de adiar as nomeações e sacrificar o atendimento em
    escolas e demais equipamentos públicos. Não dá para esperar uma ação diferente agora. É preciso reforçar nossa mobilização para impedir que a Prefeitura utilize a contratação via PSS em larga escala para cobrir até mesmo as vagas-vagas que deveriam ser preenchidas por professores concursados. É isso que o governo do Paraná tem feito há muito tempo com as escolas estaduais, onde mais de 30% dos professores são temporários.
    Segundo o levantamento, 1.024 vagas-vagas, que deveriam ser preenchidas por professores concursados, estão cobertas de forma temporária com vagas de Regime Integral de Trabalho (RIT). Essa forma de contratação deveria ser apenas usada para substituir licenças e afastamentos, mas foi generalizada nos últimos anos.

    E a intenção da Prefeitura é piorar ainda mais essa situação, com a substituição do RIT e dos concursos públicos por um tipo de contratação com piores salários e menos direitos via Processo Seletivo Simplificado (PSS).

    A mobilização do magistério, junto com os demais serviços e com a população trabalhadora de nossa cidade será fundamental para impedir que o desmonte da educação pública em Curitiba. Será pressão para cobrar que a Prefeitura mantenha uma política de reposição

    Além de cobrar que a Prefeitura retome a política de reposição das aposentadorias e exonerações, nossa pressão também vai exigir a nomeação dos aprovados no concurso de Docência I realizado em 2017 e dos que forem aprovados nos mais de 20 concursos abertos em março deste ano e que ainda estão em andamento.

    Faça parte dessa luta e ajude a defender a qualidade da educação pública!

  • 17 | 05 | 2019 - 17:49 Condições de Trabalho

    Falta de contratação mantém déficit de 1.000 professores em Curitiba

    Falta de contratação mantém déficit de 1.000 professores em Curitiba
    Contratações realizadas por Greca com dois anos de atraso não repõem sequer todas as aposentadorias do período

    Nos últimos quatro anos, Curitiba perdeu 1.078 professoras e professores concursados. O déficit causado pela falta de uma política de reposição das aposentadorias e exonerações é sentido diariamente no chão da escola e foi confirmado pelos dados oficiais disponibilizados pela Prefeitura em abril.

    Com as nomeações realizadas em 2019, depois de dois anos de atraso, a gestão Greca contratou ao todo 946 profissionais do magistério. O número não repõe sequer todas as 1.277 aposentadorias e desligamentos do período. Isso significa que só gestão atual é responsável por um déficit de 331 profissionais de Docência I e Docência II.

    O buraco é ainda maior quando se consideram os últimos quatro anos. Desde 2015, 2.191 profissionais do magistério se aposentaram ou se desligaram do município, mas apenas 1.113 novos professores foram contratados.

    Para esconder o déficit, a Prefeitura impôs uma série de medidas tapa-buraco que só intensificaram o problema: cortou o número de trabalhadores da limpeza, tirou professores de educação física das oficinas nas escolas integrais, juntou crianças de 3 e 4 anos nas turmas únicas de pré e substituiu os professores de apoio à inclusão por estagiários.

    Demora na contratação via concurso público é causada por vontade política da administração municipal

    Greca e seus aliados mentiram durante a votação do PSS na Câmara dos Vereadores para tentar convencer a população de que a medida era necessária para agilizar a contratação de novos servidores. Na verdade, a falta de vontade política da administração é o único motivo para as contratações via concurso público demorarem tanto.

    O prefeito deixou o concurso de Docência II vencer em 2018 e adiou por dois anos a nomeação dos professores de Docência I para que os nossos concursados entrassem na rede sem o direito à licença-prêmio, com teto para aposentadoria e com a imposição de uma previdência privada.

    A gestão Greca não teve pudor de adiar as nomeações e sacrificar o atendimento em
    escolas e demais equipamentos públicos. Não dá para esperar uma ação diferente agora. É preciso reforçar nossa mobilização para impedir que a Prefeitura utilize a contratação via PSS em larga escala para cobrir até mesmo as vagas-vagas que deveriam ser preenchidas por professores concursados. É isso que o governo do Paraná tem feito há muito tempo com as escolas estaduais, onde mais de 30% dos professores são temporários.
    Segundo o levantamento, 1.024 vagas-vagas, que deveriam ser preenchidas por professores concursados, estão cobertas de forma temporária com vagas de Regime Integral de Trabalho (RIT). Essa forma de contratação deveria ser apenas usada para substituir licenças e afastamentos, mas foi generalizada nos últimos anos.

    E a intenção da Prefeitura é piorar ainda mais essa situação, com a substituição do RIT e dos concursos públicos por um tipo de contratação com piores salários e menos direitos via Processo Seletivo Simplificado (PSS).

    A mobilização do magistério, junto com os demais serviços e com a população trabalhadora de nossa cidade será fundamental para impedir que o desmonte da educação pública em Curitiba. Será pressão para cobrar que a Prefeitura mantenha uma política de reposição

    Além de cobrar que a Prefeitura retome a política de reposição das aposentadorias e exonerações, nossa pressão também vai exigir a nomeação dos aprovados no concurso de Docência I realizado em 2017 e dos que forem aprovados nos mais de 20 concursos abertos em março deste ano e que ainda estão em andamento.

    Faça parte dessa luta e ajude a defender a qualidade da educação pública!

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