Sismac

Notícias | Condições de Trabalho

Imprimir
  • Dados da SMRH evidenciam redução do quadro de professores nas escolas
    02 | 08 | 2016 - 15:43 Condições de Trabalho

    Dados da SMRH evidenciam redução do quadro de professores nas escolas

    De 2015 para 2016 são 658 profissionais do magistério a menos na rede municipal de ensino

    Na tarde da última segunda-feira (1º), o SISMMAC e as secretarias municipais de Recursos Humanos (SMRH) e de Educação (SME) se reuniram para discutir a falta de professores na rede municipal de ensino, conforme cobrava o ofício enviado pelo Sindicato.

    Apesar da mobilização do magistério durante o período de recesso e nas primeiras semanas de aula do segundo semestre ter cumprido o papel de pressionar a administração municipal a rever o corte de RITs que, ao que parece, estão começando a ser contratados novamente, precisamos ficar atentos. Os dados apresentados pela Prefeitura reafirmam a necessidade de continuarmos a luta pela contratação de novos professores, aprovados nos concursos de docência I e II, para sanar o problema de falta de profissionais do magistério na rede. Confira aqui a ata da reunião.

    Por isso, a presença de todas na assembleia de logo mais é muito importante para darmos continuidade à nossa mobilização. A assembleia começa às 19h e acontecerá no Clube dos Subtenentes (Rua Comendador Fontana, 57 – Centro Cívico).

    Dados

    Na avaliação da direção do SISMMAC, os números apresentados pela administração são ainda mais alarmantes do que o levantamento realizado pelo próprio Sindicato. Segundo os dados da SMRH e de acordo com o dimensionamento realizado no final de 2015, ainda existem 384 vagas-vagas (vagas definitivas) de docência I que, por uma opção política das administrações da cidade, são cobertas por contratos temporários ao invés de professores aprovados no último concurso. Isso sem contar a falta de professores de docência II e pedagogos.

    Mas, o mais assustador são os cortes que estão sendo gradativamente impostos pela administração municipal camuflados com a palavra “otimização”. Em um dos gráficos apresentados na Lei de Diretrizes Orçamentárias, referente ao cálculo atuarial do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC) de 2015, o quadro é de 12.663 matrículas de profissionais do magistério.

    OS dados apresentados pela Prefeitura na reunião de ontem (1º) apontam que, hoje, há 12.005 matrículas de profissionais do magistério. Em uma conta simples, podemos deduzir que a administração municipal reduziu em 658 vagas o quadro de professores na rede, um número ainda maior do que os 590 que havíamos anunciado anteriormente. Confira aqui o documento com todas as informações repassadas pela SMRH.

    Fechamento de turmas

    A administração também apresentou o número de fechamento de turmas nos últimos dois anos e meio. Em 2014, foram 41 turmas fechadas de 1º a 9º ano. No ano seguinte, em 2015, foram 66 turmas de ensino fundamental fechadas. E, até metade de 2016, já são 33 salas encerradas e cinco classes especiais que não entraram na conta, mas também foram cessadas.

    Ao todo, são 145 turmas fechadas e, na prática, as professoras e professores da rede estão vendo que a medida da administração municipal está mais para sobrecarga de trabalho do que para “otimização”. A Prefeitura alega que nenhum estudante deixou de ser atendido pela rede municipal, entretanto, nós nos questionamos, com que condições as filhas e filhos dos trabalhadores da nossa cidade estão sendo atendidos? Quais são as condições de trabalho ofertadas para os profissionais do magistério?

    Em contrapartida, o Plano Municipal de Educação, aprovado em 2015, indica a redução de alunos por turma nos quatro primeiros anos de vigência do Plano. Entretanto, até o momento, a administração municipal não iniciou o diagnóstico para cumprir esta meta.

    Bibliotecas

    Os agentes de leitura, os estudantes e as bibliotecas também sofreram com os cortes. Apesar da administração municipal ter apresentado dados de que apenas cinco bibliotecas permanecem temporariamente fechadas e que as demais estão cobertas por agentes administrativos e profissionais do magistério com laudo, mas aptos para a função, sem sombra de dúvidas, haverá perda no processo de ensino-aprendizagem.

    Isso porque as professoras que atuavam como agentes de leitura no primeiro semestre de 2016 se capacitaram para exercer a função e, agora, tiveram que deixar seus postos devido à medida da Prefeitura. Contudo, a administração municipal não reconhece que, dessa forma, haverá uma mudança na proposta pedagógica das bibliotecas sem sequer um diálogo prévio com a categoria.

    De acordo com a SMRH, a falta de agentes de leitura nas escolas municipais Colônia Augusta, Nossa Senhora da Luz, Osvaldo Cruz, Colombo e Doutel de Andrade será resolvida em breve.

  • 02 | 08 | 2016 - 15:43 Condições de Trabalho
    Dados da SMRH evidenciam redução do quadro de professores nas escolas

    Dados da SMRH evidenciam redução do quadro de professores nas escolas

    De 2015 para 2016 são 658 profissionais do magistério a menos na rede municipal de ensino

    Na tarde da última segunda-feira (1º), o SISMMAC e as secretarias municipais de Recursos Humanos (SMRH) e de Educação (SME) se reuniram para discutir a falta de professores na rede municipal de ensino, conforme cobrava o ofício enviado pelo Sindicato.

    Apesar da mobilização do magistério durante o período de recesso e nas primeiras semanas de aula do segundo semestre ter cumprido o papel de pressionar a administração municipal a rever o corte de RITs que, ao que parece, estão começando a ser contratados novamente, precisamos ficar atentos. Os dados apresentados pela Prefeitura reafirmam a necessidade de continuarmos a luta pela contratação de novos professores, aprovados nos concursos de docência I e II, para sanar o problema de falta de profissionais do magistério na rede. Confira aqui a ata da reunião.

    Por isso, a presença de todas na assembleia de logo mais é muito importante para darmos continuidade à nossa mobilização. A assembleia começa às 19h e acontecerá no Clube dos Subtenentes (Rua Comendador Fontana, 57 – Centro Cívico).

    Dados

    Na avaliação da direção do SISMMAC, os números apresentados pela administração são ainda mais alarmantes do que o levantamento realizado pelo próprio Sindicato. Segundo os dados da SMRH e de acordo com o dimensionamento realizado no final de 2015, ainda existem 384 vagas-vagas (vagas definitivas) de docência I que, por uma opção política das administrações da cidade, são cobertas por contratos temporários ao invés de professores aprovados no último concurso. Isso sem contar a falta de professores de docência II e pedagogos.

    Mas, o mais assustador são os cortes que estão sendo gradativamente impostos pela administração municipal camuflados com a palavra “otimização”. Em um dos gráficos apresentados na Lei de Diretrizes Orçamentárias, referente ao cálculo atuarial do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC) de 2015, o quadro é de 12.663 matrículas de profissionais do magistério.

    OS dados apresentados pela Prefeitura na reunião de ontem (1º) apontam que, hoje, há 12.005 matrículas de profissionais do magistério. Em uma conta simples, podemos deduzir que a administração municipal reduziu em 658 vagas o quadro de professores na rede, um número ainda maior do que os 590 que havíamos anunciado anteriormente. Confira aqui o documento com todas as informações repassadas pela SMRH.

    Fechamento de turmas

    A administração também apresentou o número de fechamento de turmas nos últimos dois anos e meio. Em 2014, foram 41 turmas fechadas de 1º a 9º ano. No ano seguinte, em 2015, foram 66 turmas de ensino fundamental fechadas. E, até metade de 2016, já são 33 salas encerradas e cinco classes especiais que não entraram na conta, mas também foram cessadas.

    Ao todo, são 145 turmas fechadas e, na prática, as professoras e professores da rede estão vendo que a medida da administração municipal está mais para sobrecarga de trabalho do que para “otimização”. A Prefeitura alega que nenhum estudante deixou de ser atendido pela rede municipal, entretanto, nós nos questionamos, com que condições as filhas e filhos dos trabalhadores da nossa cidade estão sendo atendidos? Quais são as condições de trabalho ofertadas para os profissionais do magistério?

    Em contrapartida, o Plano Municipal de Educação, aprovado em 2015, indica a redução de alunos por turma nos quatro primeiros anos de vigência do Plano. Entretanto, até o momento, a administração municipal não iniciou o diagnóstico para cumprir esta meta.

    Bibliotecas

    Os agentes de leitura, os estudantes e as bibliotecas também sofreram com os cortes. Apesar da administração municipal ter apresentado dados de que apenas cinco bibliotecas permanecem temporariamente fechadas e que as demais estão cobertas por agentes administrativos e profissionais do magistério com laudo, mas aptos para a função, sem sombra de dúvidas, haverá perda no processo de ensino-aprendizagem.

    Isso porque as professoras que atuavam como agentes de leitura no primeiro semestre de 2016 se capacitaram para exercer a função e, agora, tiveram que deixar seus postos devido à medida da Prefeitura. Contudo, a administração municipal não reconhece que, dessa forma, haverá uma mudança na proposta pedagógica das bibliotecas sem sequer um diálogo prévio com a categoria.

    De acordo com a SMRH, a falta de agentes de leitura nas escolas municipais Colônia Augusta, Nossa Senhora da Luz, Osvaldo Cruz, Colombo e Doutel de Andrade será resolvida em breve.

Rua Nunes Machado, 1577, Rebouças – Curitiba / PR, CEP. 80.220-070 - Fone/Fax.: (41) 3225-6729

DOHMS