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  • Por traz da propaganda, Prefeitura ataca qualidade da educação
    08 | 07 | 2016 - 11:43 Condições de Trabalho

    Por traz da propaganda, Prefeitura ataca qualidade da educação

    Cartilha distribuída em ano eleitoral omite informações e faz propaganda enganosa do investimento em educação

    O SISMMAC enviou ofício cobrando informações da Prefeitura sobre a cartilha distribuída nas escolas durante o mês de junho. Intitulado Curitiba faz bem pra você, o material propagandeia as “principais realizações da cidade que é nosso orgulho” realizadas durante a gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT/PT);

    Além de questionar os custos e o objetivo da propaganda distribuída em ano eleitoral, o SISMMAC também critica as informações divulgadas. Vários dados são apresentados de forma incompleta e produzem uma propaganda fantasiosa sobre os investimentos em educação e sobre a situação dos servidores de Curitiba.

    Confira abaixo algumas informações que foram omitidas pela Prefeitura na cartilha:

    30% do orçamento para a educação: por enquanto só na propaganda!

    Ao contrário do que diz o material, Curitiba ainda não investe 30% do seu orçamento em educação. Essa é a meta aprovada em lei para 2016, mas ainda não saiu completamente do papel!

    Nos últimos três anos, a gestão Fruet investiu sempre menos em educação do que o previsto na lei orçamentária. Isso significa que, se depender só da administração, a promessa feita na campanha eleitoral pode não se concretizar e virar um verdadeiro calote!

    Ao contrário do que diz a propaganda, Prefeitura tentou jogar a conta da crise nas costas dos servidores


    O material diz que a Prefeitura tomou “medidas de austeridade” para reduzir seus próprios gastos, o que dá a entender que só foram cortados gastos desnecessários. Isso é mentira! A propaganda esconde cortes feitos por Fruet nos últimos dois anos que pioraram a qualidade da educação.

    O concurso de Docência I, homologado no último dia 29 de junho, deveria ter sido realizado em 2014. A Prefeitura adiou ao máximo a realização deste e do concurso para inspetores, o que gerou sobrecarga e obrigou as unidades a funcionarem no sufoco.

    Segundo levantamento realizado pelo SISMMAC, é preciso contratar emergencialmente pelo menos 139 inspetores, 324 profissionais de Docência I e 135 profissionais de Docência II para cobrir as vagas em aberto. Clique aqui para saber mais.

    A suspensão de novas contratações prejudicou as condições de trabalho e a qualidade da educação. Várias turmas foram fechadas em diferentes níveis e modalidades de ensino desde o final do ano passado. O objetivo da Prefeitura com o fechamento de turmas é liberar profissionais sem a necessidade de aumentar o investimento, mas a consequência é a criação de salas superlotados e o aumento da sobrecarga imposta para os trabalhadores da educação.

    Ao longo do ano, a administração municipal também dificultou a substituição de licenças e vagas descobertas. No final do semestre, suspendeu a liberação de RITs para substituir licenças de menos de um mês. Agora quer suspender os contratos dos profissionais que atuam como agentes de leitura e como apoio nos CMAEs.

    Outra bomba anunciada no final deste semestre é o corte dos articuladores do integral. Ao longo do último ano, os CEIs contaram com o apoio de um profissional 40h responsável por acompanhar e articular o desenvolvimento dos projetos pedagógicos. Agora, a Prefeitura quer rever essa demanda e está chamando as direções dos CEIs para avaliar se cortará ou não o articulador.

    A Prefeitura de Curitiba também se recusa a pagar o que deve às professoras e professores aposentados. São pelo menos nove meses de atraso na correção das distorções que, segundo a Lei 14544/2016, devem ser pagos como retroativo. Para evitar o calote, o SISMMAC entrou com uma ação na Justiça.

    Além disso, mais de mil professoras e professores que participaram do crescimento vertical vão amargar seis meses de prejuízo porque a Prefeitura se recusa a pagar o retroativo referente à janeiro. O atraso na divulgação do resultado final, que deveria ter sido publicado no dia 27 de junho, também gera incerteza sobre se o pagamento será mesmo feito em julho.

    Apesar dos ataques, Prefeitura propagandeia valorização dos servidores


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  • 08 | 07 | 2016 - 11:43 Condições de Trabalho
    Por traz da propaganda, Prefeitura ataca qualidade da educação

    Por traz da propaganda, Prefeitura ataca qualidade da educação

    Cartilha distribuída em ano eleitoral omite informações e faz propaganda enganosa do investimento em educação

    O SISMMAC enviou ofício cobrando informações da Prefeitura sobre a cartilha distribuída nas escolas durante o mês de junho. Intitulado Curitiba faz bem pra você, o material propagandeia as “principais realizações da cidade que é nosso orgulho” realizadas durante a gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT/PT);

    Além de questionar os custos e o objetivo da propaganda distribuída em ano eleitoral, o SISMMAC também critica as informações divulgadas. Vários dados são apresentados de forma incompleta e produzem uma propaganda fantasiosa sobre os investimentos em educação e sobre a situação dos servidores de Curitiba.

    Confira abaixo algumas informações que foram omitidas pela Prefeitura na cartilha:

    30% do orçamento para a educação: por enquanto só na propaganda!

    Ao contrário do que diz o material, Curitiba ainda não investe 30% do seu orçamento em educação. Essa é a meta aprovada em lei para 2016, mas ainda não saiu completamente do papel!

    Nos últimos três anos, a gestão Fruet investiu sempre menos em educação do que o previsto na lei orçamentária. Isso significa que, se depender só da administração, a promessa feita na campanha eleitoral pode não se concretizar e virar um verdadeiro calote!

    Ao contrário do que diz a propaganda, Prefeitura tentou jogar a conta da crise nas costas dos servidores


    O material diz que a Prefeitura tomou “medidas de austeridade” para reduzir seus próprios gastos, o que dá a entender que só foram cortados gastos desnecessários. Isso é mentira! A propaganda esconde cortes feitos por Fruet nos últimos dois anos que pioraram a qualidade da educação.

    O concurso de Docência I, homologado no último dia 29 de junho, deveria ter sido realizado em 2014. A Prefeitura adiou ao máximo a realização deste e do concurso para inspetores, o que gerou sobrecarga e obrigou as unidades a funcionarem no sufoco.

    Segundo levantamento realizado pelo SISMMAC, é preciso contratar emergencialmente pelo menos 139 inspetores, 324 profissionais de Docência I e 135 profissionais de Docência II para cobrir as vagas em aberto. Clique aqui para saber mais.

    A suspensão de novas contratações prejudicou as condições de trabalho e a qualidade da educação. Várias turmas foram fechadas em diferentes níveis e modalidades de ensino desde o final do ano passado. O objetivo da Prefeitura com o fechamento de turmas é liberar profissionais sem a necessidade de aumentar o investimento, mas a consequência é a criação de salas superlotados e o aumento da sobrecarga imposta para os trabalhadores da educação.

    Ao longo do ano, a administração municipal também dificultou a substituição de licenças e vagas descobertas. No final do semestre, suspendeu a liberação de RITs para substituir licenças de menos de um mês. Agora quer suspender os contratos dos profissionais que atuam como agentes de leitura e como apoio nos CMAEs.

    Outra bomba anunciada no final deste semestre é o corte dos articuladores do integral. Ao longo do último ano, os CEIs contaram com o apoio de um profissional 40h responsável por acompanhar e articular o desenvolvimento dos projetos pedagógicos. Agora, a Prefeitura quer rever essa demanda e está chamando as direções dos CEIs para avaliar se cortará ou não o articulador.

    A Prefeitura de Curitiba também se recusa a pagar o que deve às professoras e professores aposentados. São pelo menos nove meses de atraso na correção das distorções que, segundo a Lei 14544/2016, devem ser pagos como retroativo. Para evitar o calote, o SISMMAC entrou com uma ação na Justiça.

    Além disso, mais de mil professoras e professores que participaram do crescimento vertical vão amargar seis meses de prejuízo porque a Prefeitura se recusa a pagar o retroativo referente à janeiro. O atraso na divulgação do resultado final, que deveria ter sido publicado no dia 27 de junho, também gera incerteza sobre se o pagamento será mesmo feito em julho.

    Apesar dos ataques, Prefeitura propagandeia valorização dos servidores


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