Sismac
  • 28 | 03 | 2019 - 17:31 Além dos muros da escola

    Ditadura nunca mais, lembrar para não esquecer!

    Ditadura nunca mais, lembrar para não esquecer!
    Assembleia aprovou moção de repúdio à comemoração ao golpe militar, proposta por Jair Bolsonaro

    Os servidores municipais de Curitiba aprovaram em assembleia uma moção de repúdio contra as comemorações referentes ao dia 31 de março de 1964, data do golpe militar que depôs o governo João Goulart e que deu início a uma ditadura militar no Brasil.

    No dia 25 de março, o porta-voz de Jair Bolsonaro anunciou que o presidente determinou que o Ministério da Defesa faça as “comemorações devidas” do golpe de 64. Não é a primeira vez que o capitão reformado demonstra não considerar o golpe militar uma atrocidade. Ele inclusive defende que os militares colocaram o país em um rumo melhor.

    Nossa posição é lembrar a história da ditadura para nunca mais esquecer, e não permitir que se repita. O golpe militar, que durou cerca de 21 anos, deixou centenas de mortos e desaparecidos políticos. Fez uso da tortura e do estupro para conhecer seus opositores políticos e os coagirem. E, como se isso fosse pouco, os indígenas, camponeses e crianças também foram alvo das barbaridades executadas pelos militares. Parte dessa história ficou evidenciada em documentos da Comissão da Verdade que, até agora, já reconheceram mais de 434 mortes na cidade. No campo, o número é muito maior: chega a 1200 camponeses.

    O golpe brutal derrubou um governo e suprimiu a democracia. Os trabalhadores não podiam ir às ruas e criticar a política econômica. Os jornais foram censurados e, por isso, os abusos do governo eram mantidos em silêncio.

    O Brasil não foi o único a sofrer com governos ditatoriais. Outros países da América Latina também tiveram sua história manchada com sangue, e Bolsonaro e sua trupe gostam de homenagear ditadores como Augusto Pinochet, no Chile, e Alfredo Stroessner, no Paraguai.

    Os servidores municipais rechaçam as declarações do presidente e lembram que as liberdades e direitos foram reconquistadas com muita luta, e é isso que devemos trazer nesse 31 de março. Temos que exigir a abertura dos documentos da ditadura e conhecer, mais do que nunca, nossa história. Devemos ir às ruas contra a Reforma da Previdência e contra qualquer ataque que seja direcionado aos trabalhadores.

    Não aceitaremos nenhum tipo de retirada de direitos e nenhuma apologia à violência! Devemos conhecer para lembrar, ditadura nunca mais!

  • 28 | 03 | 2019 - 17:31 Além dos muros da escola

    Ditadura nunca mais, lembrar para não esquecer!

    Ditadura nunca mais, lembrar para não esquecer!
    Assembleia aprovou moção de repúdio à comemoração ao golpe militar, proposta por Jair Bolsonaro

    Os servidores municipais de Curitiba aprovaram em assembleia uma moção de repúdio contra as comemorações referentes ao dia 31 de março de 1964, data do golpe militar que depôs o governo João Goulart e que deu início a uma ditadura militar no Brasil.

    No dia 25 de março, o porta-voz de Jair Bolsonaro anunciou que o presidente determinou que o Ministério da Defesa faça as “comemorações devidas” do golpe de 64. Não é a primeira vez que o capitão reformado demonstra não considerar o golpe militar uma atrocidade. Ele inclusive defende que os militares colocaram o país em um rumo melhor.

    Nossa posição é lembrar a história da ditadura para nunca mais esquecer, e não permitir que se repita. O golpe militar, que durou cerca de 21 anos, deixou centenas de mortos e desaparecidos políticos. Fez uso da tortura e do estupro para conhecer seus opositores políticos e os coagirem. E, como se isso fosse pouco, os indígenas, camponeses e crianças também foram alvo das barbaridades executadas pelos militares. Parte dessa história ficou evidenciada em documentos da Comissão da Verdade que, até agora, já reconheceram mais de 434 mortes na cidade. No campo, o número é muito maior: chega a 1200 camponeses.

    O golpe brutal derrubou um governo e suprimiu a democracia. Os trabalhadores não podiam ir às ruas e criticar a política econômica. Os jornais foram censurados e, por isso, os abusos do governo eram mantidos em silêncio.

    O Brasil não foi o único a sofrer com governos ditatoriais. Outros países da América Latina também tiveram sua história manchada com sangue, e Bolsonaro e sua trupe gostam de homenagear ditadores como Augusto Pinochet, no Chile, e Alfredo Stroessner, no Paraguai.

    Os servidores municipais rechaçam as declarações do presidente e lembram que as liberdades e direitos foram reconquistadas com muita luta, e é isso que devemos trazer nesse 31 de março. Temos que exigir a abertura dos documentos da ditadura e conhecer, mais do que nunca, nossa história. Devemos ir às ruas contra a Reforma da Previdência e contra qualquer ataque que seja direcionado aos trabalhadores.

    Não aceitaremos nenhum tipo de retirada de direitos e nenhuma apologia à violência! Devemos conhecer para lembrar, ditadura nunca mais!

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