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Notícias | Além dos muros da escola

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  • Após um ano, quem mandou matar Marielle?
    14 | 03 | 2019 - 14:17 Mobilização

    Após um ano, quem mandou matar Marielle?

    Marielle foi assassinada por sua atuação política e nossa indignação deve se transformar em luta

    Um ano do assassinato de Marielle, um ano de uma perda que abalou o país. A vereadora do PSOL Marielle Franco, foi assassinada a tiros em uma quarta-feira (14) em março de 2018, após sair de um evento intitulado Roda de conversa Mulheres Negras Movendo Estruturas. O motorista Anderson Gomes que a acompanhava também foi assassinado.

    A morte de Marielle tornou-se conhecida no mundo inteiro, um assassinato político, que matou uma mulher negra, criada na favela da Maré, lésbica, militante organizada e ativista de direitos humanos que vinha denunciando a ação truculenta da polícia em favelas do Rio através da intervenção militar. Na última terça-feira (12) dois Policiais Militares foram presos pela sua morte. Os presos são Ronie Lessa, policial militar reformado, e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, que foi expulso da corporação.

    Segundo denúncia do Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro, Lessa teria sido o autor dos disparos, enquanto Élcio era quem dirigia o carro usado na emboscada. O crime teria sido planejado três meses antes do atentado. Essa operação foi a primeira com a participação do MP, as promotoras responsáveis ressaltam que Marielle foi executada pela sua atuação política: “É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia. A barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito”.

    A grande mão que assassinou Marielle é muito maior que as de seus executores. Durante esse um ano vimos seu nome difamado, homenagens rasgadas e uma placa com seu nome quebrada por parlamentares do PSL do Rio. Essas ações tentam desconstruir sua luta, diminuir a importância de sua militância e justificar o injustificável: o homicídio de Marielle.

    Nossa indignação se transforma em luta! O Dia das Mulheres Trabalhadoras lembrou Marielle em todo o país, mantendo viva sua luta e de tantas outras. Dentre os muitos motivos para sairmos as ruas lutando pelos nossos direitos, realizar a cobrança de “Quem mandou matar Marielle?” certamente é um deles.

    Nesta quinta-feira (14) serão realizadas homenagens em todo país, lembrando de sua luta e sua história. Em Curitiba haverá um ato às 18h30 na Praça Santos Andrade. Todas as vezes que levam um dos nossos, levantamos ainda mais fortes!

    Imprensa do SISMMAC e SISMUC
  • 14 | 03 | 2019 - 14:17 Mobilização
    Após um ano, quem mandou matar Marielle?

    Após um ano, quem mandou matar Marielle?

    Marielle foi assassinada por sua atuação política e nossa indignação deve se transformar em luta

    Um ano do assassinato de Marielle, um ano de uma perda que abalou o país. A vereadora do PSOL Marielle Franco, foi assassinada a tiros em uma quarta-feira (14) em março de 2018, após sair de um evento intitulado Roda de conversa Mulheres Negras Movendo Estruturas. O motorista Anderson Gomes que a acompanhava também foi assassinado.

    A morte de Marielle tornou-se conhecida no mundo inteiro, um assassinato político, que matou uma mulher negra, criada na favela da Maré, lésbica, militante organizada e ativista de direitos humanos que vinha denunciando a ação truculenta da polícia em favelas do Rio através da intervenção militar. Na última terça-feira (12) dois Policiais Militares foram presos pela sua morte. Os presos são Ronie Lessa, policial militar reformado, e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, que foi expulso da corporação.

    Segundo denúncia do Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro, Lessa teria sido o autor dos disparos, enquanto Élcio era quem dirigia o carro usado na emboscada. O crime teria sido planejado três meses antes do atentado. Essa operação foi a primeira com a participação do MP, as promotoras responsáveis ressaltam que Marielle foi executada pela sua atuação política: “É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia. A barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito”.

    A grande mão que assassinou Marielle é muito maior que as de seus executores. Durante esse um ano vimos seu nome difamado, homenagens rasgadas e uma placa com seu nome quebrada por parlamentares do PSL do Rio. Essas ações tentam desconstruir sua luta, diminuir a importância de sua militância e justificar o injustificável: o homicídio de Marielle.

    Nossa indignação se transforma em luta! O Dia das Mulheres Trabalhadoras lembrou Marielle em todo o país, mantendo viva sua luta e de tantas outras. Dentre os muitos motivos para sairmos as ruas lutando pelos nossos direitos, realizar a cobrança de “Quem mandou matar Marielle?” certamente é um deles.

    Nesta quinta-feira (14) serão realizadas homenagens em todo país, lembrando de sua luta e sua história. Em Curitiba haverá um ato às 18h30 na Praça Santos Andrade. Todas as vezes que levam um dos nossos, levantamos ainda mais fortes!

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