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Notícias | Além dos muros da escola

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  • Dia da Mulher é marco na luta por condições de trabalho e direitos
    Reprodução do livro “História das Mulheres no Ocidente – o século XX”
    08 | 03 | 2019 - 17:28 Além dos muros da escola

    Dia da Mulher é marco na luta por condições de trabalho e direitos

    Mobilização para impedir retrocessos e conservar direitos conquistados mantém viva a memória de luta do 8 de março

    Já imaginou ter que trabalhar 14 horas por dia, sem direito a férias, licença-maternidade e não ter nem onde deixar os filhos? Sua vida seria assim se não fosse a luta de milhares de trabalhadoras que há mais de 100 anos se colocam em movimento, ombro a ombro com os trabalhadores, para cobrar a redução da jornada, melhores condições de trabalho e a garantia de direitos negados durante séculos às mulheres.

    No Brasil, as mulheres não podiam sequer estudar até o século XIX. A educação era mínima e se limitava à classe mais abastada. Julia Wanderley foi a primeira professora contratada pelo governo do estado do Paraná em 1892, após ter liderado o movimento pelo ingresso de mulheres na escola normalista.

    8 de março será dia de luta em Curitiba pelo direito das mulheres trabalhadoras

    Participe da manifestação e venha conosco lutar pelo direito à vida, contra a violência e a opressão feminina. O ato começa às 18h30, na Praça Santos Andrade.
    Leia a notícia completa
    Em resposta à pressão feminina, a carreira docente passou a ser permitida às mulheres dentro dos limites da ideologia machista. A jornada de trabalho em meio período permitia que as mulheres continuassem responsáveis pelo trabalho doméstico e pelo cuidado com os filhos. Além disso, a remuneração paga às professoras era vista apenas como um complemento da renda familiar, já que cabia aos homens o papel de provedor da casa. A docência foi tratada como uma vocação ligada à maternidade, uma espécie de sacerdócio que as mulheres deveriam desempenhar por amor.

    O magistério se tornou uma profissão predominantemente feminina ao longo da história e as péssimas condições de trabalho, baixa remuneração e desvalorização impostas à carreira estão relacionadas com a desigualdade entre profissões consideradas masculinas e femininas. As professoras e professores recebem 25% menos do que outros trabalhadores com mesma escolaridade. A visão da docência como uma vocação é usada até hoje por políticos para justificar os baixos salários.

    Reforma da Previdência: ataque dobrado às mulheres

    A proposta de Bolsonaro para a Reforma da Previdência pretende acabar com o que foi conquistado com muita luta pelas trabalhadoras e trabalhadores. Se a proposta for aprovada, as mulheres serão as principais penalizadas.

    Para as professoras, são pelo menos 10 anos a mais de trabalho para garantir a aposentadoria com 80% do valor do benefício. Para ter direito a 100% da média de todos os salários, o tempo mínimo de contribuição passará dos atuais 25 anos para 40 anos, totalizando 15 anos a mais de contribuição.

    A proposta de igualar a idade para aposentadoria em 60 anos para homens e mulheres se apoia em um discurso hipócrita que busca minimizar a sobrecarga gerada pela dupla jornada. Na prática, a proposta também acaba com o direito à aposentadoria especial para o magistério, desconsiderando o nível de adoecimento e o desgaste físico e psicológico do professor em sala de aula.

    Foi com a luta que as mulheres conquistaram direitos e é na luta que iremos impedir que eles sejam retirados!

    Matéria publicada na edição de fevereira do jornal Diário de Classe
  • 08 | 03 | 2019 - 17:28 Além dos muros da escola
    Dia da Mulher é marco na luta por condições de trabalho e direitos
    Reprodução do livro “História das Mulheres no Ocidente – o século XX”

    Dia da Mulher é marco na luta por condições de trabalho e direitos

    Mobilização para impedir retrocessos e conservar direitos conquistados mantém viva a memória de luta do 8 de março

    Já imaginou ter que trabalhar 14 horas por dia, sem direito a férias, licença-maternidade e não ter nem onde deixar os filhos? Sua vida seria assim se não fosse a luta de milhares de trabalhadoras que há mais de 100 anos se colocam em movimento, ombro a ombro com os trabalhadores, para cobrar a redução da jornada, melhores condições de trabalho e a garantia de direitos negados durante séculos às mulheres.

    No Brasil, as mulheres não podiam sequer estudar até o século XIX. A educação era mínima e se limitava à classe mais abastada. Julia Wanderley foi a primeira professora contratada pelo governo do estado do Paraná em 1892, após ter liderado o movimento pelo ingresso de mulheres na escola normalista.

    8 de março será dia de luta em Curitiba pelo direito das mulheres trabalhadoras

    Participe da manifestação e venha conosco lutar pelo direito à vida, contra a violência e a opressão feminina. O ato começa às 18h30, na Praça Santos Andrade.
    Leia a notícia completa
    Em resposta à pressão feminina, a carreira docente passou a ser permitida às mulheres dentro dos limites da ideologia machista. A jornada de trabalho em meio período permitia que as mulheres continuassem responsáveis pelo trabalho doméstico e pelo cuidado com os filhos. Além disso, a remuneração paga às professoras era vista apenas como um complemento da renda familiar, já que cabia aos homens o papel de provedor da casa. A docência foi tratada como uma vocação ligada à maternidade, uma espécie de sacerdócio que as mulheres deveriam desempenhar por amor.

    O magistério se tornou uma profissão predominantemente feminina ao longo da história e as péssimas condições de trabalho, baixa remuneração e desvalorização impostas à carreira estão relacionadas com a desigualdade entre profissões consideradas masculinas e femininas. As professoras e professores recebem 25% menos do que outros trabalhadores com mesma escolaridade. A visão da docência como uma vocação é usada até hoje por políticos para justificar os baixos salários.

    Reforma da Previdência: ataque dobrado às mulheres

    A proposta de Bolsonaro para a Reforma da Previdência pretende acabar com o que foi conquistado com muita luta pelas trabalhadoras e trabalhadores. Se a proposta for aprovada, as mulheres serão as principais penalizadas.

    Para as professoras, são pelo menos 10 anos a mais de trabalho para garantir a aposentadoria com 80% do valor do benefício. Para ter direito a 100% da média de todos os salários, o tempo mínimo de contribuição passará dos atuais 25 anos para 40 anos, totalizando 15 anos a mais de contribuição.

    A proposta de igualar a idade para aposentadoria em 60 anos para homens e mulheres se apoia em um discurso hipócrita que busca minimizar a sobrecarga gerada pela dupla jornada. Na prática, a proposta também acaba com o direito à aposentadoria especial para o magistério, desconsiderando o nível de adoecimento e o desgaste físico e psicológico do professor em sala de aula.

    Foi com a luta que as mulheres conquistaram direitos e é na luta que iremos impedir que eles sejam retirados!

    Matéria publicada na edição de fevereira do jornal Diário de Classe

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