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Notícias | Além dos muros da escola

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  • Bolsonaro e os primeiros 15 dias de governo
    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
    15 | 01 | 2019 - 10:43 Além dos muros da escola

    Bolsonaro e os primeiros 15 dias de governo

    Próximo período vai exigir união e mobilização da classe trabalhadora para enfrentar um governo de retrocessos e ataques

    Os primeiros 15 dias do governo de Jair Bolsonaro foram marcados por ataques aos direitos dos trabalhadores. E os cenários que têm se desenhado no novo desgoverno não são nada animadores.

    A quantidade de militares no governo remonta os tempos de Ditadura. Para além disso, todas as decisões que não precisam passar obrigatoriamente pelo Congresso Nacional, estão sendo feitas a toque de caixa e na base do canetaço.

    Salário mínimo e Ministério do Trabalho

    Reforma da Previdência

    A próxima na agenda de ataques de Bolsonaro, parte da proposta de Reforma da Previdência de Bolsonaro e sua equipe ganhou os noticiários na última semana.

    Nós, enquanto classe trabalhadora, precisamos retomar a nossa organização contra essa grande retirada de direitos. É preciso mobilizar nossos locais de trabalho, estudo e moradia para enfrentar esse que está entre os principais objetivos do atual governo e, se aprovado, representará uma grande piora nas condições de vida dos trabalhadores.
    Em sua primeira ação como presidente, Bolsonaro reduziu o aumento do salário mínimo para R$998. O orçamento da União estimava um aumento de R$ 954 para R$1006. Segundo cálculos do Dieese, o salário mínimo "necessário" para despesas de uma família de quatro pessoas com gastos básicos, como moradia e alimentação, seria de R$ 3.959,98 ao mês.

    O fim do Ministério do Trabalho e Emprego também já está na conta de Bolsonaro. Apesar de não ter tido tanta divulgação devido ao pronunciamento absurdo sobre cor de menino e cor de menina, feito pela nova ministra de Direitos Humanos, o presidente eleito e sua equipe acabaram com o Ministério do Trabalho com o claro objetivo de dar prosseguimento na desregulamentação dos direitos trabalhistas em benefício de patrões e governos. O governo já anunciou a intenção de dar fim à Justiça do Trabalho.

    É mais um reforço para que patrões intensifiquem a exploração sobre a classe trabalhadora e saiam impunes.

    Demarcação das terras indígenas e quilombolas

    Não bastasse esse ataque direto aos milhões de trabalhadores brasileiros, o atual governo também entregou de bandeja a demarcação das terras indígenas e quilombolas para o Ministério da Agricultura. Não à toa, é nesse Ministério que Bolsonaro também colocou os maiores interessados em explorar essas terras, os grandes empresários do agronegócio.

    Educação no governo Bolsonaro

    E para não perder de vista, a gestão Greca segue por caminhos parecidos

    A gestão Greca segue uma mesma linha de gestão, com suas devidas proporções, menos direitos para os trabalhadores, mais benefícios e isenções para os empresários.

    A criação de um sistema de previdência complementar, o CuritibaPREV, é uma forma de privatizar e precarizar a aposentadoria dos servidores, o corte de direitos, como é o caso do fim da licença-prêmio para novos servidores e a tentativa do governo de instaurar o regime de contratação via Processo Seletivo Simplificado (PSS) vão na mesma toada de piora das condições de trabalho do funcionalismo e agravamento das condições de vida da classe trabalhadora como um todo.
    No campo da educação, a situação não é nada melhor. Apesar de ter recuado na permissão de erros e ausência de referências bibliográficas, essa é só a ponta do iceberg do que o atual governo quer para a educação pública do nosso país.

    A proposta do governo é clara: atacar direitos e desmontar os serviços públicos essenciais para a classe trabalhadora, entre eles, educação, saúde, assistência e previdência social.

    As nossas batalhas

    É preciso ter cuidado. Alguns dos anúncios de Bolsonaro e sua equipe servem como cortina de fumaça. Apesar de evidenciar o que de fato o atual governo pensa sobre variados assuntos e causarem indignação, muitas vezes, a intenção é criar uma grande comoção nas redes sociais para esconder outros ataques em curso.

    Seguir lutando é nosso dever! Vamos combater mais um governo servil aos patrões, que em apenas 15 dias de gestão já mostrou que seu objetivo é ir para cima dos trabalhadores para garantir os interesses da burguesia, que enriquece na exata medida que aumenta a opressão e a exploração contra os trabalhadores.

  • 15 | 01 | 2019 - 10:43 Além dos muros da escola
    Bolsonaro e os primeiros 15 dias de governo
    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

    Bolsonaro e os primeiros 15 dias de governo

    Próximo período vai exigir união e mobilização da classe trabalhadora para enfrentar um governo de retrocessos e ataques

    Os primeiros 15 dias do governo de Jair Bolsonaro foram marcados por ataques aos direitos dos trabalhadores. E os cenários que têm se desenhado no novo desgoverno não são nada animadores.

    A quantidade de militares no governo remonta os tempos de Ditadura. Para além disso, todas as decisões que não precisam passar obrigatoriamente pelo Congresso Nacional, estão sendo feitas a toque de caixa e na base do canetaço.

    Salário mínimo e Ministério do Trabalho

    Reforma da Previdência

    A próxima na agenda de ataques de Bolsonaro, parte da proposta de Reforma da Previdência de Bolsonaro e sua equipe ganhou os noticiários na última semana.

    Nós, enquanto classe trabalhadora, precisamos retomar a nossa organização contra essa grande retirada de direitos. É preciso mobilizar nossos locais de trabalho, estudo e moradia para enfrentar esse que está entre os principais objetivos do atual governo e, se aprovado, representará uma grande piora nas condições de vida dos trabalhadores.
    Em sua primeira ação como presidente, Bolsonaro reduziu o aumento do salário mínimo para R$998. O orçamento da União estimava um aumento de R$ 954 para R$1006. Segundo cálculos do Dieese, o salário mínimo "necessário" para despesas de uma família de quatro pessoas com gastos básicos, como moradia e alimentação, seria de R$ 3.959,98 ao mês.

    O fim do Ministério do Trabalho e Emprego também já está na conta de Bolsonaro. Apesar de não ter tido tanta divulgação devido ao pronunciamento absurdo sobre cor de menino e cor de menina, feito pela nova ministra de Direitos Humanos, o presidente eleito e sua equipe acabaram com o Ministério do Trabalho com o claro objetivo de dar prosseguimento na desregulamentação dos direitos trabalhistas em benefício de patrões e governos. O governo já anunciou a intenção de dar fim à Justiça do Trabalho.

    É mais um reforço para que patrões intensifiquem a exploração sobre a classe trabalhadora e saiam impunes.

    Demarcação das terras indígenas e quilombolas

    Não bastasse esse ataque direto aos milhões de trabalhadores brasileiros, o atual governo também entregou de bandeja a demarcação das terras indígenas e quilombolas para o Ministério da Agricultura. Não à toa, é nesse Ministério que Bolsonaro também colocou os maiores interessados em explorar essas terras, os grandes empresários do agronegócio.

    Educação no governo Bolsonaro

    E para não perder de vista, a gestão Greca segue por caminhos parecidos

    A gestão Greca segue uma mesma linha de gestão, com suas devidas proporções, menos direitos para os trabalhadores, mais benefícios e isenções para os empresários.

    A criação de um sistema de previdência complementar, o CuritibaPREV, é uma forma de privatizar e precarizar a aposentadoria dos servidores, o corte de direitos, como é o caso do fim da licença-prêmio para novos servidores e a tentativa do governo de instaurar o regime de contratação via Processo Seletivo Simplificado (PSS) vão na mesma toada de piora das condições de trabalho do funcionalismo e agravamento das condições de vida da classe trabalhadora como um todo.
    No campo da educação, a situação não é nada melhor. Apesar de ter recuado na permissão de erros e ausência de referências bibliográficas, essa é só a ponta do iceberg do que o atual governo quer para a educação pública do nosso país.

    A proposta do governo é clara: atacar direitos e desmontar os serviços públicos essenciais para a classe trabalhadora, entre eles, educação, saúde, assistência e previdência social.

    As nossas batalhas

    É preciso ter cuidado. Alguns dos anúncios de Bolsonaro e sua equipe servem como cortina de fumaça. Apesar de evidenciar o que de fato o atual governo pensa sobre variados assuntos e causarem indignação, muitas vezes, a intenção é criar uma grande comoção nas redes sociais para esconder outros ataques em curso.

    Seguir lutando é nosso dever! Vamos combater mais um governo servil aos patrões, que em apenas 15 dias de gestão já mostrou que seu objetivo é ir para cima dos trabalhadores para garantir os interesses da burguesia, que enriquece na exata medida que aumenta a opressão e a exploração contra os trabalhadores.

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