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Notícias | Além dos muros da escola

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  • Em greve, professores da Virgínia (EUA) conquistam reajuste salarial
    Crédito: Robert Ray/AP
    14 | 03 | 2018 - 16:50 Além dos muros da escola

    Em greve, professores da Virgínia (EUA) conquistam reajuste salarial

    Profissionais da educação na Virgínia Ocidental (EUA) fazem greve histórica e inspiram outros trabalhadores no país

    Cerca de 20 mil professores e trabalhadores da educação no estado da Virgínia Ocidental, nos EUA, entraram em greve no dia 22 de fevereiro para reivindicar um aumento de salário e melhorias no plano de saúde. Foram nove dias de uma greve inédita no país, sendo considerada a maior manifestação da categoria nos últimos 30 anos.

    Todas as escolas públicas dos 55 municípios do estado ficaram fechadas durante a greve para que as professoras e professores pudessem tomar as ruas, reivindicar seus direitos e escancarar a crise na educação e saúde que o país enfrenta diante da política truculenta de Trump. A mobilização, que gerou grande repercussão na mídia e ganhou apoio da população, foi vitoriosa: 5% de reajuste salarial e congelamento nos altos custos de seguro de saúde.

    Há quatro anos os trabalhadores da educação da Virginia Ocidental, categoria que recebe um dos salários mais baixos do país, não recebiam um reajuste salarial. Mas além dessa grande conquista, o que também chamou a atenção do país foi o próprio movimento grevista. De acordo com o Bureau of Labor Statistics, apenas 10,7% dos trabalhadores estadunidenses são sindicalizados e, no estado da Virgínia Ocidental, os professores não têm direito de fazer greve, o que torna esse tipo de paralisação muito incomum nos Estados Unidos.

    E mesmo diante desse cenário desfavorável, o sindicato dos professores estaduais da Virginia Ocidental, em conjunto com a categoria e com o apoio da população, conseguiram pressionar o governo e o Senado na difícil negociação de reajuste salarial. No entanto, a luta ainda não acabou. Os professores reivindicam melhorias no sistema de plano de saúde e nas condições de trabalho não somente para sua própria categoria, mas para todos os trabalhadores do país.

    Repercussão da mobilização para outros trabalhadores

    Essa mobilização inédita nos últimos 30 anos na história dos Estados Unidos serviu como inspiração para trabalhadores de outras categorias e estados do país também se manifestarem contra os ataques do governo, principalmente o aumento abusivo nos custos de um plano de saúde precário. Trabalhadores do estado de Oklahoma, Arizona e Kentucky começaram a se mobilizar para defender seus direitos após a repercussão da mobilização dos professores.

    Além de dar uma aula sobre organização e solidariedade com os demais trabalhadores, os professores da Virginia Ocidental mostram para o país e para o mundo todo que só por meio de muita luta e união é possível garantir e conquistar direitos.

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  • 14 | 03 | 2018 - 16:50 Além dos muros da escola
    Em greve, professores da Virgínia (EUA) conquistam reajuste salarial
    Crédito: Robert Ray/AP

    Em greve, professores da Virgínia (EUA) conquistam reajuste salarial

    Profissionais da educação na Virgínia Ocidental (EUA) fazem greve histórica e inspiram outros trabalhadores no país

    Cerca de 20 mil professores e trabalhadores da educação no estado da Virgínia Ocidental, nos EUA, entraram em greve no dia 22 de fevereiro para reivindicar um aumento de salário e melhorias no plano de saúde. Foram nove dias de uma greve inédita no país, sendo considerada a maior manifestação da categoria nos últimos 30 anos.

    Todas as escolas públicas dos 55 municípios do estado ficaram fechadas durante a greve para que as professoras e professores pudessem tomar as ruas, reivindicar seus direitos e escancarar a crise na educação e saúde que o país enfrenta diante da política truculenta de Trump. A mobilização, que gerou grande repercussão na mídia e ganhou apoio da população, foi vitoriosa: 5% de reajuste salarial e congelamento nos altos custos de seguro de saúde.

    Há quatro anos os trabalhadores da educação da Virginia Ocidental, categoria que recebe um dos salários mais baixos do país, não recebiam um reajuste salarial. Mas além dessa grande conquista, o que também chamou a atenção do país foi o próprio movimento grevista. De acordo com o Bureau of Labor Statistics, apenas 10,7% dos trabalhadores estadunidenses são sindicalizados e, no estado da Virgínia Ocidental, os professores não têm direito de fazer greve, o que torna esse tipo de paralisação muito incomum nos Estados Unidos.

    E mesmo diante desse cenário desfavorável, o sindicato dos professores estaduais da Virginia Ocidental, em conjunto com a categoria e com o apoio da população, conseguiram pressionar o governo e o Senado na difícil negociação de reajuste salarial. No entanto, a luta ainda não acabou. Os professores reivindicam melhorias no sistema de plano de saúde e nas condições de trabalho não somente para sua própria categoria, mas para todos os trabalhadores do país.

    Repercussão da mobilização para outros trabalhadores

    Essa mobilização inédita nos últimos 30 anos na história dos Estados Unidos serviu como inspiração para trabalhadores de outras categorias e estados do país também se manifestarem contra os ataques do governo, principalmente o aumento abusivo nos custos de um plano de saúde precário. Trabalhadores do estado de Oklahoma, Arizona e Kentucky começaram a se mobilizar para defender seus direitos após a repercussão da mobilização dos professores.

    Além de dar uma aula sobre organização e solidariedade com os demais trabalhadores, os professores da Virginia Ocidental mostram para o país e para o mundo todo que só por meio de muita luta e união é possível garantir e conquistar direitos.

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