Sismac

Notícias | Além dos muros da escola

Imprimir
  • Dia da consciência negra homenageia a resistência do povo negro
    Zumbi e Dandara Palmares são símbolos da luta contra o racismo e a exploração
    20 | 11 | 2017 - 11:22 Além dos muros da escola

    Dia da consciência negra homenageia a resistência do povo negro

    Data é uma homenagem à Zumbi, último líder do Quilombo dos Palmares
    O dia 20 de novembro celebra a luta e a resistência do povo negro no combate à escravidão e ao preconceito. Criado a partir da pressão de diversos movimentos sociais, a data cumpre um importante papel de resgatar nossa história de luta, os exemplos de resistência contra a opressão e as tentativas de construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

    A data é uma homenagem à Zumbi, último líder do Quilombo dos Palmares, assassinado em 20 de novembro de 1695. Assim como os demais quilombos criados no Brasil no período, o Palmares foi uma experiência de organização social alternativa, em que o trabalho era produzido e dividido de forma coletiva. Existiu por mais de cem anos e reuniu não somente negros escravizados em busca de liberdade, mas também povos nativos e uma parcela da população branca em condição de pobreza.

    Ao contrário do que é usualmente divulgado, o fim da escravidão no Brasil não foi uma concessão do império; foi um direito arrancado pela luta dos negros escravizados. A Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888, libertou só cerca de 5% da população de escravizados. O restante conquistou a liberdade através de fugas e da formação de quilombos ou de organização de irmandades para a compra da carta de alforria.

    CONSCIÊNCIA NEGRA: Contribuições do magistério analisam formas de enfrentar o racismo e o preconceito na educação


    História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas

    Há quase 15 anos, a Lei 10639/2003 garante a obrigatoriedade do ensino sobre “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar.

    A criação da lei buscou romper com um modelo de educação que privilegia os valores e tradições europeias, enquanto esconde nossas raízes africanas e indígenas. Entretanto, a falta de apoio institucional e de financiamento fragilizam a implementação da lei 10639/03.

    Hoje, os projetos desenvolvidos nas escolas dependem essencialmente da militância e voluntarismo de professores comprometidos com o tema ou ficam à mercê de parcerias com instituições privadas.
    Confira abaixo artigos de professoras e professores da rede municipal de Curitiba sobre História e Cultura Afro-Brasileira publicados nas últimas edições da revista Chão da Escola.

    2016:
    Agadá: na alma, na luta e na arte, dos professores Fabíola Maciel Corrêa e João Paulo De Souza Da Silva, busca observar a representação da arte de matriz africana e da população afro-brasileira a partir de materiais disponibilizados pela Secretaria Municipal de Educação.  

    O artigo Materiais didáticos para a formação docente: olhares possíveis a partir da categoria consciência histórica, das professoras Lucilene Aparecida Soares e Tânia Maria Figueiredo Braga Garcia, encerra a 14ª edição da Revista Chão da Escola com a análise do documento Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico- -Raciais, publicado pelo Ministério da Educação.

    2015
    :
    Movimentos sociais e desafios contemporâneos: ações do movimento negro por uma prática educativa emancipatória, de Lara Wasilewski, problematiza o racismo e as desigualdades socioeconômicas e aponta soluções que perpassam pelas práticas educativas com políticas públicas de ação afirmativa.

    2014:
    Em A cultura afro-brasileira encantando a Educação Física escolar, as autoras Patrícia Granato e Veridiana Dallarmi Pellanda trazem a necessidade de abordar a cultura afro-brasileira, conteúdo pouco explorado no ambiente escolar, em todas as disciplinas escolares, inclusive na Educação Física.

    2013
    :
    O artigo Desconstruindo o mundo simbólico do preconceito étnico-racial, de autoria da professora Sueli Santos Scremin e do engenheiro Artur Tsuguiyoshi Hara, que traz uma reflexão sobre a discriminação racial, a conscientização sobre o contexto étnico-racial.
Imprimir
  • 20 | 11 | 2017 - 11:22 Além dos muros da escola
    Dia da consciência negra homenageia a resistência do povo negro
    Zumbi e Dandara Palmares são símbolos da luta contra o racismo e a exploração

    Dia da consciência negra homenageia a resistência do povo negro

    Data é uma homenagem à Zumbi, último líder do Quilombo dos Palmares
    O dia 20 de novembro celebra a luta e a resistência do povo negro no combate à escravidão e ao preconceito. Criado a partir da pressão de diversos movimentos sociais, a data cumpre um importante papel de resgatar nossa história de luta, os exemplos de resistência contra a opressão e as tentativas de construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

    A data é uma homenagem à Zumbi, último líder do Quilombo dos Palmares, assassinado em 20 de novembro de 1695. Assim como os demais quilombos criados no Brasil no período, o Palmares foi uma experiência de organização social alternativa, em que o trabalho era produzido e dividido de forma coletiva. Existiu por mais de cem anos e reuniu não somente negros escravizados em busca de liberdade, mas também povos nativos e uma parcela da população branca em condição de pobreza.

    Ao contrário do que é usualmente divulgado, o fim da escravidão no Brasil não foi uma concessão do império; foi um direito arrancado pela luta dos negros escravizados. A Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888, libertou só cerca de 5% da população de escravizados. O restante conquistou a liberdade através de fugas e da formação de quilombos ou de organização de irmandades para a compra da carta de alforria.

    CONSCIÊNCIA NEGRA: Contribuições do magistério analisam formas de enfrentar o racismo e o preconceito na educação


    História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas

    Há quase 15 anos, a Lei 10639/2003 garante a obrigatoriedade do ensino sobre “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar.

    A criação da lei buscou romper com um modelo de educação que privilegia os valores e tradições europeias, enquanto esconde nossas raízes africanas e indígenas. Entretanto, a falta de apoio institucional e de financiamento fragilizam a implementação da lei 10639/03.

    Hoje, os projetos desenvolvidos nas escolas dependem essencialmente da militância e voluntarismo de professores comprometidos com o tema ou ficam à mercê de parcerias com instituições privadas.
    Confira abaixo artigos de professoras e professores da rede municipal de Curitiba sobre História e Cultura Afro-Brasileira publicados nas últimas edições da revista Chão da Escola.

    2016:
    Agadá: na alma, na luta e na arte, dos professores Fabíola Maciel Corrêa e João Paulo De Souza Da Silva, busca observar a representação da arte de matriz africana e da população afro-brasileira a partir de materiais disponibilizados pela Secretaria Municipal de Educação.  

    O artigo Materiais didáticos para a formação docente: olhares possíveis a partir da categoria consciência histórica, das professoras Lucilene Aparecida Soares e Tânia Maria Figueiredo Braga Garcia, encerra a 14ª edição da Revista Chão da Escola com a análise do documento Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico- -Raciais, publicado pelo Ministério da Educação.

    2015
    :
    Movimentos sociais e desafios contemporâneos: ações do movimento negro por uma prática educativa emancipatória, de Lara Wasilewski, problematiza o racismo e as desigualdades socioeconômicas e aponta soluções que perpassam pelas práticas educativas com políticas públicas de ação afirmativa.

    2014:
    Em A cultura afro-brasileira encantando a Educação Física escolar, as autoras Patrícia Granato e Veridiana Dallarmi Pellanda trazem a necessidade de abordar a cultura afro-brasileira, conteúdo pouco explorado no ambiente escolar, em todas as disciplinas escolares, inclusive na Educação Física.

    2013
    :
    O artigo Desconstruindo o mundo simbólico do preconceito étnico-racial, de autoria da professora Sueli Santos Scremin e do engenheiro Artur Tsuguiyoshi Hara, que traz uma reflexão sobre a discriminação racial, a conscientização sobre o contexto étnico-racial.

Rua Nunes Machado, 1577, Rebouças – Curitiba / PR, CEP. 80.220-070 - Fone/Fax.: (41) 3225-6729

DOHMS