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Notícias | Além dos muros da escola

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  • Manifestações por todo o país cobram derrubada da Reforma Trabalhista
    10 | 11 | 2017 - 15:37 Além dos muros da escola

    Manifestações por todo o país cobram derrubada da Reforma Trabalhista

    Magistério participou do ato na Boca Maldita, em Curitiba. Manifestação também protestou contra a Reforma da Previdência

    As reformas que pretendem retirar direitos dos trabalhadores foram alvo de protestos por todo o país nesta sexta-feira (10). O magistério de Curitiba participou da manifestação na Boca Maldita e somou forças na luta pela anulação da Reforma Trabalhista, que deve entrar em vigor amanhã (11).

    O desmonte que alterou mais de 100 artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), foi aprovado em julho no Senado. Desde então, várias empresas já usaram as mudanças como forma de chantagem para tentar reduzir direitos e salários.

    Agora, com a vigência das mudanças, a resistência dos trabalhadores terá que ser ainda maior para impedir a flexibilização de direitos. A Reforma da Previdência não busca “modernizar” as relações de trabalho, como vem sendo divulgado na imprensa comercial. Seu verdadeiro objetivo é retirar direitos e reduzir salários do conjunto dos trabalhadores para ampliar os lucros das grandes empresas.

    O principal ataque da Reforma Trabalhista é permitir que as negociações entre empresas e trabalhadores possam se sobrepor à legislação trabalhista. Na prática, empresários poderão usar crises como chantagem para forçar os trabalhadores a negociar redução de salário, flexibilização da jornada de trabalho, parcelamento de férias e banco de horas.

    Além disso, a Reforma Trabalhista cria mais uma modalidade de subemprego, no qual o trabalhador fica de plantão, mas só recebe por hora efetivamente trabalhada. É o chamado trabalho intermitente.

    Um anúncio da empresa Sá Cavalcante, que opera franquia de grandes redes de fast-food, chamou atenção no final do mês por escancarar o absurdo da Reforma Trabalhista. A oferta de emprego previa um salário de R$ 4,45 por hora trabalhada, com jornada de cinco horas nos finais de semana.

    Entretanto, essa modalidade precária de emprego não se restringe ao setor de alimentação. Governadores do Paraná e de Minas Gerais já sugeriram que estudam propostas de contratação por hora trabalhada para professores temporários.

    Reforma da Previdência

    As manifestações desse dia 11 de novembro também protestam contra a ameaça de Reforma da Previdência. O governo do presidente Michel Temer (PMDB) não desistiu de aprovar o ataque ainda esse ano e anunciou que enviará uma proposta mais enxuta ao Congresso.

    O principal objetivo é aprovar a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, o que acabaria com a aposentadoria especial dos professores.

    Não há outra saída para a classe trabalhadora! Para frear os ataques do empresariado e de seu governo, é preciso superar a política de conciliação das grandes centrais e avançar na organização da luta a partir dos locais de trabalho.

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  • 10 | 11 | 2017 - 15:37 Além dos muros da escola
    Manifestações por todo o país cobram derrubada da Reforma Trabalhista

    Manifestações por todo o país cobram derrubada da Reforma Trabalhista

    Magistério participou do ato na Boca Maldita, em Curitiba. Manifestação também protestou contra a Reforma da Previdência

    As reformas que pretendem retirar direitos dos trabalhadores foram alvo de protestos por todo o país nesta sexta-feira (10). O magistério de Curitiba participou da manifestação na Boca Maldita e somou forças na luta pela anulação da Reforma Trabalhista, que deve entrar em vigor amanhã (11).

    O desmonte que alterou mais de 100 artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), foi aprovado em julho no Senado. Desde então, várias empresas já usaram as mudanças como forma de chantagem para tentar reduzir direitos e salários.

    Agora, com a vigência das mudanças, a resistência dos trabalhadores terá que ser ainda maior para impedir a flexibilização de direitos. A Reforma da Previdência não busca “modernizar” as relações de trabalho, como vem sendo divulgado na imprensa comercial. Seu verdadeiro objetivo é retirar direitos e reduzir salários do conjunto dos trabalhadores para ampliar os lucros das grandes empresas.

    O principal ataque da Reforma Trabalhista é permitir que as negociações entre empresas e trabalhadores possam se sobrepor à legislação trabalhista. Na prática, empresários poderão usar crises como chantagem para forçar os trabalhadores a negociar redução de salário, flexibilização da jornada de trabalho, parcelamento de férias e banco de horas.

    Além disso, a Reforma Trabalhista cria mais uma modalidade de subemprego, no qual o trabalhador fica de plantão, mas só recebe por hora efetivamente trabalhada. É o chamado trabalho intermitente.

    Um anúncio da empresa Sá Cavalcante, que opera franquia de grandes redes de fast-food, chamou atenção no final do mês por escancarar o absurdo da Reforma Trabalhista. A oferta de emprego previa um salário de R$ 4,45 por hora trabalhada, com jornada de cinco horas nos finais de semana.

    Entretanto, essa modalidade precária de emprego não se restringe ao setor de alimentação. Governadores do Paraná e de Minas Gerais já sugeriram que estudam propostas de contratação por hora trabalhada para professores temporários.

    Reforma da Previdência

    As manifestações desse dia 11 de novembro também protestam contra a ameaça de Reforma da Previdência. O governo do presidente Michel Temer (PMDB) não desistiu de aprovar o ataque ainda esse ano e anunciou que enviará uma proposta mais enxuta ao Congresso.

    O principal objetivo é aprovar a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, o que acabaria com a aposentadoria especial dos professores.

    Não há outra saída para a classe trabalhadora! Para frear os ataques do empresariado e de seu governo, é preciso superar a política de conciliação das grandes centrais e avançar na organização da luta a partir dos locais de trabalho.

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